16/10/2025
Nem todas as vitórias são para eleger mandatos!
Para o LIVRE, a nossa vitória no Funchal não se mede em assentos, mas sim na consolidação da nossa base. O nosso crescimento é inegável: passámos de 0,53% para 0,72% na Assembleia Municipal, e de 0,45% para 0,59% na Câmara Municipal do Funchal, é por isso que todos os pontos percentuais contam quando se está a construir uma alternativa do zero.
O desempenho do LIVRE na Região Autónoma da Madeira insere-se na mesma estratégia de crescimento gradual e tático que o partido tem implementado há 11 anos com sucesso a nível nacional. A consistência do voto em novos territórios é o alicerce para futuras conquistas eleitorais, com plena consciência de que o caminho está a ser feito devagar, de forma coerente e seguindo os seus valores e missão.
Contudo, a análise aos resultados destas e de eleições anteriores demonstra um desafio inegável: para derrubar as forças que nos direcionam para o abismo — seja ele social, económico ou ambiental — é imperativo que as forças democráticas saibam convergir e coligar-se. A história eleitoral do Funchal mostra que a capacidade de unir diferentes sensibilidades em torno de um projeto comum é o único caminho eficaz para derrotar os blocos dominantes, apresentando uma alternativa robusta e credível para o eleitorado.
Só os partidos do poder podem-se dar ao luxo de contar apenas mandatos.
Mas para nós, que somos um partido pequeno, desconhecido à maioria do eleitorado e que se assume como ecologista, progressista, europeísta humanista, e centrado no meio da esquerda, tem o trabalho ingrato de não só de lutar contra o voto útil, mas também contra sondagens que servem apenas para desmobilizar e ditar em quem vale (ou não) a pena votar.
Mas este crescimento, pelo mínimo que seja, é positivo para nós porque contamos as sementes que lançamos e plantamos para construir uma alternativa política para o Funchal e para a Região Autónoma da Madeira.
Passaremos agora à implementação do Núcleo Territorial na Madeira! O nosso objetivo é claro: abrir mentalidades, dialogar por mais consciência política, apresentar as nossas ideias, e sermos uma força política alternativa.
Nós viemos para ficar!