17/06/2026
“A política agroalimentar falhou na Madeira e os madeirenses pagam a incompetência do Governo Regional diretamente no prato”, afirmou Sílvia Silva.
A deputada denunciou os monopólios criados pelo Governo Regional no setor primário, que inflacionam os preços a favor de alguns e condicionam o acesso a uma alimentação de qualidade, ameaçando a saúde da maioria dos madeirenses.
O exemplo mais flagrante é o do setor da banana, em que as práticas abusivas e lesivas da concorrência pela GESBA impedem o reconhecimento de novas organizações de produtores. “O mercado manipulado pelo próprio Governo Regional faz aumentar o preço da banana ao consumidor, mas esse dinheiro não chega aos bananicultores, ficando retido nos intermediários e na própria máquina do poder”, disse.
Outro exemplo apontado é o das lapas, com o Governo a impor regras à comercialização que vão além das exigências europeias e nacionais, asfixiando os canais tradicionais de venda e encarecendo artificialmente o preço final ao consumidor. Em 5 anos, o preço de venda ao público das lapas passou de 8 para 37 euros ao quilo.
O caso das jaulas de piscicultura na Baia d´Abra, em flagrante violação das restrições em área protegida há mais de 7 anos, é também a prova de que o Governo prejudica a maioria dos madeirenses para beneficiar apenas alguns.
Sílvia Silva lembrou ainda que, outrora, alguém do Governo afirmou que a silvo-pastorícia só voltaria a ser permitida quando beneficiasse amigos do poder. “É assim que o pastoreio, que poderia assegurar alimentos locais mais baratos, pelo aproveitamento do mato que se acumula no território e, simultaneamente, prevenir incêndios, vai sendo apenas falado quando os privilegiados do sistema exigem benefícios que são negados à maioria dos criadores”, apontou.
Sílvia Silva referiu também a situação ocorrida no mercado de Santana, denunciando que, em nome da segurança alimentar, “perseguem-se pequenos produtores, mas fecham-se os olhos aos grandes privilegiados do sistema, cujas vantagens ajudam a inflacionar os preços dos alimentos e a agravar as dificuldades de acesso a uma alimentação adequada para a maioria dos madeirenses”.