Bloco de Esquerda - Lagoa

Bloco de Esquerda - Lagoa Bloco de Esquerda do Concelho de Lagoa Todos num.

31/07/2026

OLHAR POLÍTICO | Muita parra e pouca uva

O concelho de Lagoa encontra-se, em certas vertentes, inoperacional. Talvez por falta de fiscalização ou de presença nas ruas por parte dos responsáveis da autarquia. A Câmara, para evitar o uso do glifosato na eliminação das ervas daninhas, entregou a uma empresa o corte dessas ervas.

Estes cortes são feitos por maquinaria, não existindo cuidado em proteger as viaturas que circulam e outras que estão estacionadas. Com isto, os carros aparecem danificados devido ao projéteis de pedras que se encontram no chão. A quem recorrer depois deste mal feito? E provas de que foi origem de um trabalho descuidado? Presume-se que deveria haver um funcionário da Câmara presente nestes trabalhos, o que com certeza evitaria danos nas viaturas e outros.

A autarquia tem feito alguns trabalhos no melhoramento de infraestruturas de abastecimento de água, e já se verifica um decréscimo de perdas de água. Tem investido na requalificação da rede de iluminação pública, tem substituído as lâmpadas para leds, mas depois, verifica-se muitas ruas do concelho às escuras.

O que vale investir nesta substituição de lâmpadas se depois as mesmas estão apagadas? Sabemos, e por várias vezes o presidente da Câmara de Lagoa o disse, que a responsabilidade da manutenção da iluminação pública é da E-Redes. E então até lá não se faz nada? Não se pressiona a E-Redes? Ruas de trânsito considerável, ruas de algum movimento, continuam às escuras?

Uma outra situação que me preocupa são os trabalhos de subsolo, de escavação na via pública. Quem executa estes trabalhos com certeza tem autorização da Câmara Municipal, mas tem de haver um prazo estabelecido para a conclusão dos trabalhos, e haver uma sinalização adequada e 100% confiável.

É que levam um tempo infinito de valas abertas, originando acidentes pessoais. Quem é o responsável nestas situações? Vivemos num concelho magnífico, que é procurado por portugueses e estrangeiros para gozarem as suas férias. Mas depois esquecemo-nos de fazer manutenção ao que construímos, causando desagrado a quem nos visita. Temos de procurar manter os nossos espaços verdes e também criar mais espaços no sentido de minimizar as intempéries devido às alterações climáticas.

Na reta de Vale de Deus, onde temos o parque das merendas, existem as divisórias de madeira destruídas. Há quanto tempo esta situação? Muito investimento houve há anos atrás no jardim situado na estrada que liga a Belavista e a estrada do canal para o acesso a Ferragudo, e encontra-se abandonado. Dinheiro que saiu do erário público deitado para um canto abandonado. Ruas do concelho com falta de renovação dos sinais de trânsito, como também a falta de pintura na faixa de rodagem, passadeiras para os peões e divisão dos sentidos.

Sobre a habitação, a Câmara constrói 36 apartamentos em Porches e 7 na cidade de Lagoa. Mas a Câmara de Lagoa não pode ficar por estes números. Terá de continuar a aumentar o seu parque habitacional, evitando especulações e favorecendo as pessoas e os jovens que procuram estabilidade nas suas vidas no concelho.

A manutenção das habitações camarárias terá de ser uma realidade. Não é somente idealizar obras aqui ou acolá. É também necessário concretizá-las. Ao atrasarem, a bola de neve tem a tendência em aumentar. Vejamos, aonde estão as melhores condições para as instalações da Conservatória do Registo Cívil/Predial, a requalificação da Escola EB23 Jacinto Correia, a requalificação da Escola Secundária, os melhores acessos desta Escola Secundária, a requalificação do Jardim de Infância de Estômbar, a requalificação da Extensão de Saúde do Parchal e de Estômbar, os parques de estacionamento em Ferragudo, Carvoeiro e Lagoa, a requalificação da Urbanização CHE Lagoense em Lagoa, e outras. Muita parra e pouca uva. Penso que os lagoenses merecem melhor neste concelho que procuraram para viver, e em que a Câmara encaixou, em 2025, mais de 10 milhões de euros no IMI.

✍Jorge Ramos
Coordenador do Bloco de Esquerda de Lagoa

26/07/2026

Bloco de Esquerda visitou Canil Municipal

O Bloco de Esquerda (BE) realizou, em maio, uma visita ao Canil Municipal de Lagoa e conheceu de perto a equipa liderada pela veterinária Luísa Silva, bem como as instalações do espaço, que recebe atualmente 25 cães e alguns gatos. O partido constatou que “a equipa resgata animais em situações vulneráveis, por vezes em horários tardios ou fins de semana, o que mostra bem a dedicação de todos à causa animal. O BE acrescenta que recebeu a garantia de que “a autarquia apoia o canil e que está projetado um espaço maior e com melhores condições para receber os animais”.

📷D.R.

21/07/2026

Vida - Guerra: Combater o aumento do custo de vida e pensar caminhos para a paz
No próximo 25 de julho, o Bloco de Esquerda Algarve promove em Faro, na Antiga Fábrica da Cerveja, a iniciativa «Mais Vida, Menos Guerras: combater o aumento do custo de vida e pensar caminhos para a paz», um evento aberto à comunidade que pretende reunir cidadãos, movimentos sociais, representantes do movimento sindical, organizações da sociedade civil e agentes culturais para uma reflexão coletiva sobre alguns dos maiores desafios do nosso tempo.
Vivemos um período marcado pelo agravamento do custo de vida, pela crise da habitação, pela precarização das condições de trabalho e pelo aprofundamento das desigualdades sociais. Em simultâneo, assistimos a uma escalada de conflitos armados, ao crescimento da despesa militar e ao enfraquecimento do diálogo internacional, num contexto em que as consequências da guerra se fazem sentir muito para além dos campos de batalha, agravando a pobreza, pressionando os preços dos bens essenciais e alimentando fenómenos de exclusão social.
Perante esta realidade, torna-se indispensável criar espaços de encontro, participação e reflexão coletiva que permitam pensar não apenas as dificuldades que enfrentamos diariamente, mas também as respostas políticas e sociais que importa construir. Mais do que identificar problemas, importa discutir caminhos: caminhos para uma sociedade onde a dignidade do trabalho seja valorizada, onde ninguém seja deixado para trás, onde a solidariedade prevaleça sobre a indiferença e onde a paz seja entendida como um compromisso permanente com a justiça social, os direitos humanos e a cooperação entre povos.
É com esse propósito que a iniciativa surge «Mais Vida, Menos Guerras», procurando cruzar experiências e áreas de intervenção diversas para refletir sobre os impactos do aumento do custo de vida, o combate à pobreza, à precariedade e à exclusão social, mas também sobre a urgência de construir alternativas políticas que devolvam esperança às pessoas e reforcem a participação democrática. Acreditamos que a paz não se constrói apenas pela ausência de guerra, mas também pela existência de condições de vida dignas, pelo acesso aos direitos fundamentais, pela justiça económica e pelo fortalecimento das comunidades.
O evento terá início com uma conversa que contará com a participação de convidados provenientes de diferentes áreas de intervenção social, sindical, associativa e cívica, procurando reunir experiências complementares e promover um debate plural sobre os desafios que hoje se colocam à sociedade: Fabian Figueiredo, sociólogo e deputado da Assembleia da República pelo Bloco de Esquerda; Raul Noetzold, estudante, ativista e membro da Coordenação Nacional de Jovens do Bloco (CNJ); Felícia Silva, ativista e integrante do movimento cívico Algarve pela Palestina; Guadalupe Simões, enfermeira e dirigente sindical e Rosa Franco, Técnica auxiliar de saúde e dirigente na União de Sindicatos do Algarve (USAL/CGTP-IN).
Terminada a conversa, o espaço acolherá um momento de convívio aberto à comunidade, onde a música, a gastronomia e a cultura serão o prolongamento natural do debate. Porque acreditamos que a participação também se constrói através do encontro, da celebração e da partilha, o convívio procurará criar um ambiente acolhedor, onde diferentes gerações, percursos e sensibilidades possam encontrar-se em torno de valores comuns.

17/06/2026

Bloco de Esquerda visitou ‘Jardim da Aryel’

Dirigentes do Bloco de Esquerda visitaram, a 16 de maio, o abrigo da Associação de Proteção Animal de Lagoa ‘Jardim da Aryel’. Em nota enviada às redações, o partido destaca o trabalho realizado pela associação, “num esforço diário e muita dedicação, para estoicamente dar condições, o mais dignas possíveis, a tantos animais que lhes chegam às mãos”.

O ‘Jardim da Aryel’ conta atualmente com 277 gatos, 22 cães, duas cabras e um burro. A grande parte destes animais são acolhidos pela responsável da associação Irene Nunes, pelo facto dos seus donos, muitos deles doentes oncológicos, deixarem de ter condições de saúde para continuarem a cuidar dos seus companheiros.

Outros ainda por terem ficado doentes e os donos não terem condições financeiras ou outras, de os ajudar. São também acolhidos gatos que se encontram feridos ou doentes nas colónias do concelho.

O fornecimento de alimentação às várias colónias nas freguesias do concelho, bem como a oferta de ração animal de forma a apoiar algumas famílias que, de algum modo, passam dificuldades, são outros dos serviços prestados.

O BE refere que “a falta de ajuda de voluntariado é uma das necessidades e dificuldades da associação” e apesar de louvar o facto de “o terreno ter sido adquirido pela Câmara Municipal”, alerta “que é importante que o protocolo celebrado pela autarquia seja cumprido nos seus prazos definidos, para que não haja constrangimentos financeiros” e dificulte ainda mais a tarefa da associação. Entre vários problemas detetados pelo partido está ainda “está a recolha do lixo, pois a viatura responsável não consegue aceder à entrada, por ser de difícil acesso, o que resulta numa dificuldade acrescida ao esforço diário da associação”.

Alguns destas condicionantes poderiam ser colmatados, pelo que o BE “apela à boa vontade e empatia do município de Lagoa e dos seus munícipes”.

📷D.R.

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