03/08/2026
Comunicado "Reforço urgente de meios para fiscalizar fronteiras"
A Comissão Política Distrital de Faro saúda o reforço da vigilância e fiscalização das fronteiras, marítima e terrestre, pela GNR e pela Autoridade Marítima face aos graves acontecimentos em Ceuta. Mas volta a pedir ao governo um reforço urgente de meios humanos e técnicos para aquela que é a região do país mais fustigada pelas redes de tráfico com proveniência no Norte de África.
A direção do CHEGA-Algarve mostra-se preocupada perante os graves registos que nos chegam de Ceuta, onde precisamente no Dia Mundial Contra o Tráfico de Pessoas, dezenas de milhares de imigrantes ilegais invadiram as suas praias. Esta invasão foi acompanhada de episódios de pilhagem, ataques às forças de segurança, atos de vandalismo e trespasse, criando um clima de medo que paralisou uma cidade europeia em poucas horas. Este fenómeno demonstra que quando as fronteiras deixam de funcionar, são as comunidades autóctones que pagam o preço: mais insegurança e maior pressão sobre a habitação e os serviços públicos.
Em Portugal o Algarve é a região do país mais exposta às rotas do tráfico e da imigração ilegal, tendo sofrido inclusive desembarques de pessoas traficadas, como se verificou em vários episódios no ano de 2020 no sotavento algarvio e, mais recentemente, no ano passado na Praia da Boca do Rio, em Vila do Bispo.
Foi precisamente nesta praia que num espaço de duas semanas houve lugar a duas operações de interceção e apreensão de estupecafientes, pelo que a Comissão Política Distrital do CHEGA saúda a ponta atuação da Guarda Nacional Republicana.
Entendemos que o profissionalismo e a dedicação das forças de segurança que protegem as nossas fronteiras, e em particular, as marítimas, devem ser correspondidas, por parte do governo, com medidas musculadas que atribuam mais capacidade de intervenção para as vertentes de vigilância e fiscalização.
Ceuta não é um episódio isolado e deve ser tido como um aviso claro para Portugal. E por isso o Partido CHEGA reafirma que Portugal e a União Europeia devem adotar políticas fronteiriças que tenham a segurança dos cidadãos como prioridade, com combate efetivo ao narcotráfico e às redes de imigração ilegal e tráfico de seres humanos.
O CHEGA é hoje a única força política em Portugal capaz de enfrentar estes desafios defendendo a implementação das medidas necessárias para uma política migratória regulada, responsável e ajustada à realidade atual, colocando em primeiro lugar a segurança, a estabilidade e o futuro da Nação e das comunidades portuguesas.
A Comissão Política Distrital de Faro do Partido CHEGA
2 de agosto de 2026