CAL Centro de Arqueologia de Lisboa

CAL Centro de Arqueologia de Lisboa Informações para nos contactar, mapa e direções, formulário para nos contactar, horário de funcionamento, serviços, classificações, fotos, vídeos e anúncios de CAL Centro de Arqueologia de Lisboa, Câmara Municipal, Avenida da Índia, 166, 1400/207 Lisbon, Lisbon.
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Inaugurado a 3 de Junho de 2013, o Centro de Arqueologia de Lisboa (CAL), equipamento da Direção Municipal da Cultura, é a sede operacional, polivalente e multidisciplinar, das competências legais e funcionais da autarquia em matéria de arqueologia.

𝗔 𝗮𝗿𝘁𝗲 𝗿𝘂𝗽𝗲𝘀𝘁𝗿𝗲 𝗱𝗼 𝗩𝗮𝗹𝗲 𝗱𝗼 𝗧𝗲𝗷𝗼A identificação do complexo rupestre do Vale do Tejo em 1971, antecedeu a submersão de vá...
11/06/2026

𝗔 𝗮𝗿𝘁𝗲 𝗿𝘂𝗽𝗲𝘀𝘁𝗿𝗲 𝗱𝗼 𝗩𝗮𝗹𝗲 𝗱𝗼 𝗧𝗲𝗷𝗼

A identificação do complexo rupestre do Vale do Tejo em 1971, antecedeu a submersão de vários núcleos pelo regolfo da Barragem do Fratel, tendo o registo das gravuras iniciado nesse mesmo ano. Cinco anos depois, o preenchimento da albufeira do Fratel inundou os sítios arqueológicos.

O inventário inicial de 1971 evitou a perda total de informação científica antes da inundação dos núcleos pela infraestrutura hidroelétrica.

Muito se deve ao arqueólogo Eduardo da Cunha Serrão o avanço das campanhas de levantamento e registo das gravuras. Esse grupo ficou conhecido como a “Geração do Tejo”.

A "Geração do Tejo" refere-se ao grupo de jovens estudantes e arqueólogos voluntários que, a partir de 1971, liderou as campanhas de salvamento arqueológico no Vale do Tejo. A sua rápida intervenção permitiu salvar e catalogar o importante complexo de arte rupestre, antes da submersão das gravuras causada pela construção da Barragem do Fratel.

Liderada por Eduardo da Cunha Serrão, esta equipa desenvolveu o primeiro projeto de arqueologia territorial a acompanhar uma grande obra pública em Portugal.

Devido à urgência, a equipa adotou a técnica de moldagem em látex. Esta inovação permitiu criar moldes e cópias exatas das rochas gravadas, salvaguardando a sua existência.

Património: Este complexo rupestre do Vale do Tejo é considerado um dos maiores conjuntos de arte rupestre europeus, datando essencialmente de períodos pré-históricos.

As campanhas do Tejo funcionaram como um "batismo arqueológico" e fundaram vocações para toda uma geração de investigadores que mais tarde viriam a moldar a arqueologia e a museologia em Portugal (Silva, 2011). Entre os nomes a destacar estão Francisco Sande Lemos, Jorge Pinho Monteiro, Vítor Oliveira Jorge, Susana Oliveira Jorge, Maria de los Ángeles Querol, António Martinho Baptista, Luís Raposo, António Carlos Silva, Manuela Martins, Teresa Marques, Vítor Serrão, João Ludgero Gonçalves e Mário Varela Gomes.

A Arte Rupestre do Tejo é uma arte essencialmente do Neolítico, onde se distinguem vários períodos estilísticos dos grupos humanos que se dedicavam à agro-pastorícia, entre os V e III milénios a.C.

Abundam os cervídeos, cenas de caça, antropomorfos, figuras solares e bucrânios (representação de bovídeos).

A ação da “Geração do Tejo” inscreve-se, assim, como um gesto fundador simultaneamente científico e ético, onde o salvamento urgente de um património ameaçado se converteu na génese de uma consciência arqueológica moderna, capaz de articular memória, território e responsabilidade patrimonial face à irreversibilidade da perda.

Bibliografia:
Baptista, A.M. (2006): “A Arte Rupestre do Vale do Tejo” – Câmara Municipal de Vila Velha de Rodão.
Baptista, A.M. (2024): “Memórias arqueológicas do Vale do Tejo”. Câmara Municipal de Vila Velha de Ródão.
Gomes, M.V. (1987): Arte Rupestre do Vale do Tejo. In “Arqueologia no Vale do Tejo” – IPPC/ Departamento de Arqueologia. Lisboa, 1987
Silva, A.C. (2011): Nos 40 anos do início da descoberta da Arte Rupestre do Tejo – A geração do Tejo. Açafa, nº 11.

Texto de Carlos Didelet CAL (Centro de Arqueologia de Lisboa)

O QUE FAZEMOS NO CAL ⛏️🟣🔵 Divulgação patrimonial🟦 𝗗𝗮 𝗮𝗿𝗾𝘂𝗲𝗼𝗹𝗼𝗴𝗶𝗮 𝗽𝗿𝗲𝘃𝗲𝗻𝘁𝗶𝘃𝗮 𝗮̀  𝗮𝗿𝘁𝗲 𝘂𝗿𝗯𝗮𝗻𝗮: 𝘂𝗺 𝗰𝗮𝗺𝗶𝗻𝗵𝗼 𝘁𝗿𝗮𝗰̧𝗮𝗱𝗼 𝗮 𝙇𝙞𝙣𝙝𝙖...
11/06/2026

O QUE FAZEMOS NO CAL ⛏️
🟣🔵 Divulgação patrimonial

🟦 𝗗𝗮 𝗮𝗿𝗾𝘂𝗲𝗼𝗹𝗼𝗴𝗶𝗮 𝗽𝗿𝗲𝘃𝗲𝗻𝘁𝗶𝘃𝗮 𝗮̀ 𝗮𝗿𝘁𝗲 𝘂𝗿𝗯𝗮𝗻𝗮: 𝘂𝗺 𝗰𝗮𝗺𝗶𝗻𝗵𝗼 𝘁𝗿𝗮𝗰̧𝗮𝗱𝗼 𝗮 𝙇𝙞𝙣𝙝𝙖 𝘼𝙯𝙪𝙡
▪️Domingo
▪️14/06
▪️15.00
▪️18.30

No âmbito das Jornadas Europeias da Arqueologia [JEA], no próximo dia 14 de Junho, decorrerá uma tarde dedicada a vários trabalhos de arqueologia preventiva na zona de Alcântara, em Lisboa, que revelaram as transformações sofridas nesta zona costeira do estuário do Tejo ao longo do tempo.

Os vestígios arqueológicos permitiram identificar a antiga linha de costa que, há cerca de 6000 anos, delimitava a margem do estuário.

Para marcar esta linha de costa, o Laboratório de Arqueologia (LARC) do Património Cultural, I.P., a Galeria de Arte Urbana | GAU e o CAL da Câmara Municipal de Lisboa, convidaram o artista 𝗩𝗮𝘀𝗰𝗼 𝗠𝗮𝗶𝗼 a desenhar no chão de Lisboa uma 𝙇𝙞𝙣𝙝𝙖 𝘼𝙯𝙪𝙡, integrando elementos visuais ligados à terra e ao mar, de forma a tornar visível uma paisagem hoje desaparecida.

A tarde começa às 15.00 com uma Sessão de Apresentações por vários especialistas e uma Actividade Prática Experimental, na Biblioteca de Alcântara, que continua às 18.30 no Parque de estacionamento da Placegar – Alcântara para observação da 𝙇𝙞𝙣𝙝𝙖 𝘼𝙯𝙪𝙡 e realização de uma actividade prática de pintura com stencil.

📸 Veja a programação detalhada

❗️Não perca...
Contamos consigo ‼️



OBSERVATÓRIO 🔭❗️...É já no próximo domingo...      ...Não perca‼️
10/06/2026

OBSERVATÓRIO 🔭

❗️...É já no próximo domingo...
...Não perca‼️


𝗧𝗼𝗽𝗼𝗻𝗶́𝗺𝗶𝗮 𝗲 𝗽𝗮𝘁𝗿𝗶𝗺𝗼́𝗻𝗶𝗼 𝗶𝗻𝗱𝘂𝘀𝘁𝗿𝗶𝗮𝗹: 𝗽𝗶𝘀𝘁𝗮𝘀 𝗱𝗼 𝗽𝗮𝘀𝘀𝗮𝗱𝗼 𝗶𝗻𝘀𝗰𝗿𝗶𝘁𝗮𝘀 𝗻𝗮 𝗰𝗶𝗱𝗮𝗱𝗲 Os nomes das ruas guardam memórias da cidade....
09/06/2026

𝗧𝗼𝗽𝗼𝗻𝗶́𝗺𝗶𝗮 𝗲 𝗽𝗮𝘁𝗿𝗶𝗺𝗼́𝗻𝗶𝗼 𝗶𝗻𝗱𝘂𝘀𝘁𝗿𝗶𝗮𝗹: 𝗽𝗶𝘀𝘁𝗮𝘀 𝗱𝗼 𝗽𝗮𝘀𝘀𝗮𝗱𝗼 𝗶𝗻𝘀𝗰𝗿𝗶𝘁𝗮𝘀 𝗻𝗮 𝗰𝗶𝗱𝗮𝗱𝗲

Os nomes das ruas guardam memórias da cidade. Um exemplo é a antiga fábrica de lanifícios fundada por Émile Carp que, em 1891, iniciou a produção de cachenés numa estamparia instalada no Palácio Correio-Mor (atual Rua Bartolomeu Dias).

Com o crescimento do negócio, surgiram novas instalações a partir de 1899 e, já no século XX, a M. Carp, Lda. chegou a empregar mais de 500 operários. Conhecida localmente como “Os Merinos”, a fábrica marcou profundamente a vida da zona.

Encerrada em 1961, deixou ainda assim vestígios físicos e uma marca duradoura na toponímia, lembrando a importância do passado industrial na construção do território.

Olhar para os nomes das ruas é também uma forma de preservar e compreender o nosso património.

✍️Isabel Cameira
[Arqueóloga/Centro de Arqueologia de Lisboa]


OPINIÃO 🤔"NO DIA MUNDIAL DOS OCEANOS, recordo o pormenor de um quadro de Fernão Gomes que no fim do século XVI dá forma,...
08/06/2026

OPINIÃO 🤔

"NO DIA MUNDIAL DOS OCEANOS, recordo o pormenor de um quadro de Fernão Gomes que no fim do século XVI dá forma, gritos e cor aos labirintos de tempestade, entre céus turvos, ventos em fúria e milagres de Santelmo: eis todas as nossas fragilidades de humanos expostas a cru.

Sim, atribulados são os mares que conduzem à ilha de todas as utopias que queremos seguir como rumo. Assim o sentiram o velho Homero, e Camões, o vagamundos Fernão Mendes Pinto, e Jerónimo Corte-Real, Shakespeare, Melville, Kavafy, Durrell, Cohen, Saramago, e os anti-heróis de sempre, chamem-se eles Jonas, Odisseus, Simbad, Sepúlveda e Lianor, Robinson, e Corto Maltèse, que são, como nós, náufragos sem remissão, peregrinos entre espumas.

Fernão Gomes dá tom de desespero a esta eterna viagem de Sísifos com nostalgia de mais saberes no arco das sempiternas efemeridades.

É assim o Mar (em quase todas as línguas, uma palavra feminina: sim, é Mulher).

Por isso a liberdade da viagem precisa sempre de euforias, atrevimentos e riscos. É a viagem libertária contra as injustiças do mundo, a iniciação na busca de elementos aliados, do Mekong à baleia de Jonas ou às procelas dos Sete Mares: Ítaca no fio do horizonte.

Com alma carregada de utopia, vemos, ouvimos o Mar: de outra sorte não faria sentido."
[ Vitor Serrão em👇
https://www.facebook.com/share/p/1CiU4txxFr/ ]


𝗨𝗺 𝗮𝗿𝘁𝗲𝗳𝗮𝗰𝘁𝗼, 𝘂𝗺𝗮 𝗰𝘂𝗿𝗶𝗼𝘀𝗶𝗱𝗮𝗱𝗲𝗢 𝗮𝗿𝘁𝗲𝗳𝗮𝗰𝘁𝗼 – 𝗲𝗽𝗶́𝗴𝗿𝗮𝗳𝗲 𝗲𝗺 𝗰𝗮𝗹𝗰𝗮́𝗿𝗶𝗼No decorrer da escavação arqueológica realizada pela em...
08/06/2026

𝗨𝗺 𝗮𝗿𝘁𝗲𝗳𝗮𝗰𝘁𝗼, 𝘂𝗺𝗮 𝗰𝘂𝗿𝗶𝗼𝘀𝗶𝗱𝗮𝗱𝗲

𝗢 𝗮𝗿𝘁𝗲𝗳𝗮𝗰𝘁𝗼 – 𝗲𝗽𝗶́𝗴𝗿𝗮𝗳𝗲 𝗲𝗺 𝗰𝗮𝗹𝗰𝗮́𝗿𝗶𝗼

No decorrer da escavação arqueológica realizada pela empresa Atalaia Plural em 2022, na Rua de Santa Marta n.º 30A, foi identificada uma placa em calcário, com as dimensões de 38,5 × 48,5 × 2,5 cm e de época romana (Período Alto Imperial).

Este achado integra-se na grande necrópole noroeste de Olisipo, situada ao longo da antiga via que atravessava a atual Praça da Figueira e percorria toda a depressão a oriente da Avenida da Liberdade.

Apresenta uma inscrição (Foto 1), cuja tradução se apresenta de seguida:
“Aos deuses Manes. 𝘈𝘵𝘪𝘭𝘪𝘢 𝘔𝘢𝘴𝘤𝘦𝘭𝘭𝘪𝘢 mandou fazer a 𝘓𝘶𝘤𝘪𝘶𝘴 𝘐𝘶𝘭𝘪𝘶𝘴 Arco, filho de 𝘓𝘶𝘤𝘪𝘶𝘴, inscrito na tribo Galeria, de setenta e oito anos.”

Um achado que nos aproxima do passado e nos revela uma memória, marcada pela perda de alguém especial.

𝗔 𝗰𝘂𝗿𝗶𝗼𝘀𝗶𝗱𝗮𝗱𝗲

Esta placa de sepultura refere-se a um dos muitos membros da 𝘨𝘦𝘯𝘴 𝘐𝘶𝘭𝘪𝘢, cuja singularidade reside no 𝘤𝘰𝘨𝘯𝘰𝘮𝘦𝘯 de origem indígena (Arconi = Arco), elemento raro no contexto urbano de 𝘖𝘭𝘪𝘴𝘪𝘱𝘰.

Local de depósito:
Deu entrada em 2023, encontrando-se atualmente no Centro de Arqueologia de Lisboa/Av. da Índia.

Para saber mais sobre a inscrição segue o link:
https://www.researchgate.net/publication/386245284_UMA_NOVA_INSCRICAO_ROMANA_NA_RUA_DE_SANTA_MARTA_LISBOA

BIBLIOGRAFIA

(FIO_CE, pp.258-259)

Texto de Nuno Pires CAL (Centro de Arqueologia de Lisboa)

Foto 1 – Imagem da placa. © CML|DMC|DPC| José Vicente

O QUE FAZEMOS NO CAL ⛏️❗️...E foi assim......ontem, pelas 11.00, na Biblioteca Palácio Galveias, Campo Pequeno..."“𝗗𝗶𝗮́𝗹...
07/06/2026

O QUE FAZEMOS NO CAL ⛏️

❗️...E foi assim......ontem, pelas 11.00,
na Biblioteca Palácio Galveias, Campo Pequeno...

"“𝗗𝗶𝗮́𝗹𝗼𝗴𝗼𝘀 𝗮𝗰𝗲𝗿𝗰𝗮 𝗱𝗮 𝗣𝗿𝗲́-𝗛𝗶𝘀𝘁𝗼́𝗿𝗶𝗮: 𝗔 𝗿𝗲𝗮𝗹𝗶𝗱𝗮𝗱𝗲 𝗱𝗲 𝗟𝗶𝘀𝗯𝗼𝗮”

Palestra acerca da importância da Pré-história da cidade de Lisboa e da necessidade de preservar este testemunho de um passado longínquo apresentada pelo nosso colega arqueólogo Carlos Didelet.


05/06/2026

O QUE FAZEMOS NO CAL
🟢 conservação e restauro

🟩 Projecto de Conservação e Restauro realizado no laboratório do CAL, na Avenida da Índia, pelo nosso colega 𝗠𝗼𝗶𝘀𝗲́𝘀 𝗖𝗼𝘀𝘁𝗮 𝗖𝗮𝗺𝗽𝗼𝘀.


Endereço

Avenida Da Índia, 166, 1400/207 Lisbon
Lisbon
1400-207

Horário de Funcionamento

Segunda-feira 09:00 - 17:30
Terça-feira 09:00 - 17:30
Quarta-feira 09:00 - 17:30
Quinta-feira 09:00 - 17:30
Sexta-feira 09:00 - 17:30

Telefone

+351218172180

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