Museus e Monumentos de Portugal, EPE

Museus e Monumentos de Portugal, EPE Chamamo-nos Museus e Monumentos de Portugal. No nosso nome vive um “e”, conjunção que liga duas ou mais palavras. Somos um país-museu aberto ao público.

A Museus e Monumentos de Portugal compreende 37 museus e monumentos, disseminados por 21 cidades e vilas, de norte a sul de Portugal, configurando uma excecional rosa-dos-ventos da nossa memória, história e identidade. Ligar é reunir, relacionar, ativar, dar atenção e importância. No nosso nome vive também Portugal, mas Portugal não é uma abstração. É um território: do nordeste transmontano ao pro

montório de Sagres. Abraçamos uma multidão de singularidades. Dos quase quarenta espaços que estão à nossa guarda, cinco são monumentos classificados pela UNESCO como Património Mundial, dezasseis são museus nacionais, todos têm um brilho próprio. Juntos, formam uma constelação de conhecimento e espanto. A força da arte e do património não é distante ou utópica. Temos de a inscrever no nosso quotidiano. Acreditamos que nenhum museu, monumento e palácio é uma ilha, reduto de solidão e incomunicabilidade. Gostamos de pensar que somos um arquipélago, ilhas unidas pela proximidade e pela mesma origem geológica. Pisamos o mesmo chão, olhamos as mesmas estrelas, partilhamos uma identidade comum. Caminhamos na boa companhia do Laboratório José de Figueiredo, do Arquivo de Documentação Fotográfica e da Rede Portuguesa de Museus. Dão-nos recursos, memória, escala. Confiaram-nos as chaves do Castelo de Guimarães e continuamos a construir a Coleção de Arte Contemporânea do Estado. Somos uma força do passado e damos passos em frente. O nosso legado é o futuro. Não temos medo dos paradoxos. Sabemos que os museus, monumentos e palácios são lugares de contemplação e silêncio. Mas as pedras falam, as coleções têm opiniões, os visitantes nacionais e internacionais reclamam a qualificação da sua experiência. Queremos ouvir um barulho novo no silêncio dos museus. Defendemos a democratização do acesso à cultura, a inclusão, a responsabilidade educativa, a diversificação de públicos. Vamos materializar estes desígnios por mais do que só palavras. A Museus e Monumentos de Portugal é um plural majestático. Um plural de majestade é um plural de modéstia: quando dizemos nós, queremos dizer eu, tu, ele e ela. Contamos com a cumplicidade de todos os profissionais da cultura que agora nos acompanham, embaixadores da nossa missão e valores. Confiamos na inteligência coletiva. A nossa história continua uma história interminável. A nossa história são as cenas dos próximos capítulos.

🌐 𝗠𝘂𝘀𝗲𝘂 𝗡𝗮𝗰𝗶𝗼𝗻𝗮𝗹 𝗱𝗼𝘀 𝗖𝗼𝗰𝗵𝗲𝘀 𝘁𝗲𝗺 𝗻𝗼𝘃𝗼 𝘄𝗲𝗯𝘀𝗶𝘁𝗲  O MNC tem um website renovado: uma plataforma mais intuitiva, acessível e ...
25/08/2026

🌐 𝗠𝘂𝘀𝗲𝘂 𝗡𝗮𝗰𝗶𝗼𝗻𝗮𝗹 𝗱𝗼𝘀 𝗖𝗼𝗰𝗵𝗲𝘀 𝘁𝗲𝗺 𝗻𝗼𝘃𝗼 𝘄𝗲𝗯𝘀𝗶𝘁𝗲

O MNC tem um website renovado: uma plataforma mais intuitiva, acessível e orientada para a descoberta, que reforça a presença digital do Museu e aproxima este património único dos seus públicos.

Disponível em www.mncoches.gov.pt, o site convida a conhecer melhor a história do Museu, fundado em 1905 por iniciativa da Rainha D. Amélia, e a explorar uma das mais importantes coleções de viaturas de gala e de passeio do mundo.

A plataforma permite também planear a visita, consultar horários e outras informações úteis, acompanhar a agenda de exposições e atividades e conhecer os projetos desenvolvidos pelo Museu.

Com conteúdos em português e inglês e funcionalidades de acessibilidade, o website proporciona uma experiência digital mais próxima, inclusiva e enriquecedora, permitindo descobrir o Museu e o seu património antes, durante e depois da visita.

Visite o website do Museu Nacional dos Coches e descubra tudo o que temos para lhe mostrar.

👉 www.mncoches.gov.pt

O Museu Nacional dos Coches tem um website renovado: uma plataforma mais intuitiva, acessível e orientada para a descoberta, que reforça a presença digital do Museu e aproxima este património único dos seus públicos.

Disponível em www.mncoches.gov.pt, o site convida a conhecer melhor a história do Museu, fundado em 1905 por iniciativa da Rainha D. Amélia, e a explorar uma das mais importantes coleções de viaturas de gala e de passeio do mundo.

A plataforma permite também planear a visita, consultar horários e outras informações úteis, acompanhar a agenda de exposições e atividades e conhecer os projetos desenvolvidos pelo Museu.

Com conteúdos em português e inglês e funcionalidades de acessibilidade, o website proporciona uma experiência digital mais próxima, inclusiva e enriquecedora, permitindo descobrir o Museu e o seu património antes, durante e depois da visita.

Visite o website do Museu Nacional dos Coches e descubra tudo o que temos para lhe mostrar.

👉 www.mncoches.gov.pt

A curiosa escolha de Francisco Pereira da Silva para ornamentar o teto do seu salão nobre no Palácio dos Biscainhos, é u...
25/08/2026

A curiosa escolha de Francisco Pereira da Silva para ornamentar o teto do seu salão nobre no Palácio dos Biscainhos, é um importante referencial histórico das relações de Portugal e o Japão. A representação de um martírio seria mais expectável num espaço de culto, contudo, a escolha foi legitima e intencional.
Miguel de Carvalho, tio-avô do encomendante, foi missionário jesuíta no Japão. Com o rápido crescimento da fé e a influência estrangeira (principalmente de Portugal e Espanha) foram vistos como uma ameaça para a segurança do Estado e para o controle político centralizado. Nesse momento a prática do cristianismo e a presença de missionários passaram a ser então perseguidas. Preso e condenado à morte, foi queimado lentamente nas proximidades de Omura, a 25 de agosto de 1624.
Cerca de um século após a morte do jesuíta, o teto transformava a memória do mártir numa afirmação da linhagem. Francisco Pereira da Silva associava a ascensão social, económica e eclesiástica da família ao valeroso antepassado. Os trabalhos de conservação e restauro realizados no decurso deste ano permitem um novo olhar sobre este magnifico trabalho.

📍Martírio do Padre Jesuíta Miguel de Carvalho (pormenor do teto do Salão Nobre)
Atribuído a Manuel Furtado de Mendonça
1724
Palácio dos Biscainhos

Fotografia - Palácio dos Biscainhos

O Museu Alberto Sampaio vai acolher uma residência artística colaborativa, entre 25, 26 e 27 de agosto, com a artista Id...
24/08/2026

O Museu Alberto Sampaio vai acolher uma residência artística colaborativa, entre 25, 26 e 27 de agosto, com a artista Idoia Cuesta, convidada do Museu à Noite e da edição 2026 da CONTEXTILE – Bienal de Arte Têxtil Contemporânea.

Intitulada “Tecendo Identidade”, a residência realizar-se-á no claustro e incluirá sessões abertas ao público, em formato oficina (workshop), nas quais será possível participar na criação da obra. A convocatória aos potenciais interessados já está a ser feita, mediante open call nas redes sociais e na página da CONTEXTILE, e é dirigida a pessoas interessadas nos processos criativos e no trabalho com materiais naturais: estudantes de arte e desenho, artesãos, artistas e público em geral, sem necessidade de experiência prévia.

A proposta de Idoia Cuesta parte do diálogo entre duas fibras: a lâmina de madeira de castanheiro — “dura, mas flexível” — e a palha de trigo — “macia e frágil na aparência, mas que se fortalece ao ser entrelaçada”. Assim, ao trabalho prévio desenvolvido pela artista, na sua oficina, para criação da estrutura de base da obra, em lâmina de castanho, cada participante intervirá com palha de trigo entrançada, tecendo a sua própria contribuição, sob a direção da premiada criadora têxtil.

O objetivo do workshop é explorar as possibilidades expressivas de duas fibras de natureza oposta e gerar uma peça participativa a partir dos contributos individuais. A iniciativa visa também refletir sobre a construção da identidade através da prática têxtil, fomentar a experimentação material e o intercâmbio de conhecimentos e, por isso, procura-se que em cada sessão se reúna um grupo de pessoas diferentes, no sentido de obter o maior número possível de contributos distintos. Quem, no entanto, desejar inscrever-se em todas as sessões, poderá fazê-lo.

Datas: 25, 26 e 27 de agosto
Duração: 2 turnos de 3 horas/dia | Manhã: 10h-13h | Tarde: 15h-18h
Limite: 5 participantes por sessão
Idade mínima: 15 anos
Local: Claustro do Museu Alberto Sampaio
Participação gratuita, mediante inscrição para o email: [email protected]

O fogo destruidor, tutelado por Vulcano, aplaca-se na Roma antiga, no festival Vulcanália, celebrado a 23 de agosto, qua...
23/08/2026

O fogo destruidor, tutelado por Vulcano, aplaca-se na Roma antiga, no festival Vulcanália, celebrado a 23 de agosto, quando a secura atingia o pico.

Os rituais, destinados a manter os incêndios afastados, compreendiam sacrifícios singulares, designadamente o lançamento de peixes vivos às chamas — uma oferenda particularmente expressiva pela oposição simbólica entre a água e o fogo.

📍Erupção Vesúvio
1758 dC
Autoria / Produção: Bonavia, Carlo (1740 - 1788) / Escola Italiana, oficina de Nápoles
Museu Nacional Frei Manuel do Cenáculo
Fotógrafo:José Pessoa

Museus e Monumentos de Portugal, E.P.E / Arquivo de Documentação Fotográfica

No aniversário da conquista de Ceuta, a 21 de agosto de 1415, recordamos o ceitil, uma moeda portuguesa de cobre e de ba...
21/08/2026

No aniversário da conquista de Ceuta, a 21 de agosto de 1415, recordamos o ceitil, uma moeda portuguesa de cobre e de baixo valor cuja iconografia foi, durante muito tempo, associada à praça norte-africana.
No anverso, a moeda apresenta habitualmente um castelo de três torres, inserido num recinto muralhado e sobre ondas marítimas. No reverso, por sua vez, figura o escudo português. A associação a Ceuta parece compreensível, quer pela semelhança fonética entre os termos, quer pela leitura da representação como uma fortificação junto ao mar. Como tal, atribuiu-se o início da cunhagem a D. João I.
Contudo, a investigação não confirmou a existência de ceitis cunhados por D. João I, pelo que os exemplares mais antigos conhecidos se atribuem ao reinado de D. Afonso V. A própria designação «ceitil» poderá derivar de “sextil”, em referência ao seu valor de um sexto do real branco.
Mantém-se a dúvida sobre a identidade do castelo representado. A imagem replica-se noutros suportes, tais como a cerâmica. Seja, ou não, uma estrutura real, a emissão dos ceitis ceitil manteve-se até D. Sebastião, resultando numa profusão de exemplares e uma notável continuidade tipológica ao longo de cerca de cento e vinte anos.

📍Ceitil; D. Afonso V
1438 dC - 1481 dC
Museu Nacional de Machado de Castro
Fotografia de José Paulo Ruas

Museus e Monumentos de Portugal, E.P.E / Arquivo de Documentação Fotográfica

A atribulada vida amorosa de Apolo inspirou o compositor italiano Jacopo Peri, nascido a 20 de agosto de 1561, na compos...
20/08/2026

A atribulada vida amorosa de Apolo inspirou o compositor italiano Jacopo Peri, nascido a 20 de agosto de 1561, na composição de La Dafne (1597–1598), obra geralmente considerada a primeira ópera da história.

Este novo modo de teatro musical, surgido no início do Barroco, desenvolveu-se através da colaboração entre compositores, poetas e homens de letras, que procuravam recriar a clareza dramática atribuída ao teatro da Grécia antiga.

📍Apolo e Dafné
Autor desconhecido
Século XVIII
Palácio Nacional da Ajuda

Está patente até 30 de agosto, no Centro de Artes Villa Portela, em Leiria, a exposição Corpo-Fantasma, com curadoria de...
19/08/2026

Está patente até 30 de agosto, no Centro de Artes Villa Portela, em Leiria, a exposição Corpo-Fantasma, com curadoria de Marta Espiridião.

Esta exposição, que resulta de uma parceria entre a CACE e o Centro de Artes Villa Portela e de um protocolo estabelecido entre a MMP e a Câmara Municipal de Leiria, traduz um gesto de solidariedade com o Município de Leiria na sequência da tempestade Kristin.

A exposição tenta garantir larga representatividade de artistas jovens e mulheres, cruzando também diferentes gerações da produção artística portuguesa.

A partir de um convite da CACE a uma jovem curadora, Marta Espiridião, a exposição Corpo-Fantasma desenvolve-se em torno da ideia de “espectralidade”: pensar o fantasma como uma metáfora que invoca aquilo que já passou e anuncia o que ainda está por vir. Do visível ao invisível, o “fantasma do corpo” ocupa um espaço complexo e contraditório. Inclui desde os fantasmas da perceção, ligados ao género, à sexualidade ou à identidade, que dificultam a forma como nos relacionamos com corpos diferentes do nosso, até presenças que sentimos mas não vemos. Abrange também as máscaras que usamos para mudar a nossa aparência, e a ideia de que o corpo pode perder limites ou transformar-se em memória.

As Férias de Verão no Museu Nacional de Machado de Castro estão de regresso!O programa de Férias de Verão do MNMC retoma...
17/08/2026

As Férias de Verão no Museu Nacional de Machado de Castro estão de regresso!
O programa de Férias de Verão do MNMC retoma, entre 12 de agosto e 26 de setembro, no Mosteiro de Santa Cruz de Coimbra.
Partindo da exposição Dois Tempos, um Lugar, que convida à redescoberta da capela-mor da igreja de Santa Cruz de Coimbra – um dos espaços mais significativos da vida do mosteiro, fundado em 1131 –, a equipa do Serviço Educativo do Museu preparou um conjunto de atividades dirigido a diferentes públicos. Visitas orientadas, jogos e oficinas de expressão plástica permitem conhecer a exposição, numa experiência que privilegia o contacto com o património e as coleções do MNMC.

Os mortíferos surtos de peste bubónica assolaram repetidamente a Europa medieval.Roque de Montpellier, nascido em França...
16/08/2026

Os mortíferos surtos de peste bubónica assolaram repetidamente a Europa medieval.

Roque de Montpellier, nascido em França no final do século XIII, granjeou fama a realizar curas milagrosas contra a doença imbatível. No entanto, a vida dedicada a curar os pestilentos acabou por atingir São Roque. Contraiu o mal, que lhe abriu uma pústula (bubão) na perna. Isolou-se na floresta e conseguiu curar-se apenas com a ajuda de um cão que, diariamente, lhe trazia um pão.

Anos depois, ao regressar incógnito a Montpellier, foi confundido com um espião e preso, permanecendo no cárcere sem revelar a sua identidade. Morreu a 16 de agosto, sendo hoje venerado como protetor contra as pestes.

📍Compendio de la salud humana : tratado de la peste
Vasco de Taranta / Zaragoza : Pablo Hurus, 15 Agosto 1494
Museu Nacional de Arqueologia
Fotografia de José Paulo Ruas

Museus e Monumentos de Portugal, E.P.E / Arquivo de Documentação Fotográfica

Pouco antes do início da Batalha de Aljubarrota, D. João I invocou Santa Maria de Guimarães, a quem consagrava particula...
14/08/2026

Pouco antes do início da Batalha de Aljubarrota, D. João I invocou Santa Maria de Guimarães, a quem consagrava particular devoção e de quem pediu proteção para o decisivo confronto.
Hoje integrada no acervo do Museu de Alberto Sampaio, a pequena escultura devocional românica, em madeira policromada e datada do século XIII, foi profundamente mutilada na segunda metade do século XVII, quando foi adaptada ao uso de vestes. Apesar dessas alterações, é uma das mais antigas e raras esculturas devocionais românicas em madeira conhecidas em Portugal e permanece ligada a um dos episódios mais marcantes da história portuguesa.

📍Santa Maria de Guimarães
Século XIII
Museu de Alberto Sampaio

Endereço

Palácio Nacional Da Ajuda
Lisbon
1349-021

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