18/06/2026
📌 COMUNICADO
REESTRUTURAÇÃO DA CÂMARA MUNICIPAL DE VISEU
EFICIÊNCIA. RESPONSABILIZAÇÃO. CAPACIDADE DE RESPOSTA.
A Câmara Municipal de Viseu, numa decisão de liderança corajosa e determinada, aprovou uma
reestruturação orgânica que promove a sua eficiência, a sua capacidade de resposta e a
responsabilização das decisões dos serviços camarários.
Numa organização com cerca de 1.500 trabalhadores e um orçamento superior a 130 milhões de euros, a reorganização dos serviços municipais hoje aprovada traduz-se num reforço líquido de 15 cargos de direção e coordenação, após a extinção de 11 chefias atualmente existentes, com um impacto financeiro de cerca de 24 mil euros por mês, correspondente a
aproximadamente 0,5% do orçamento municipal.
Estes são os números reais.
Números que demonstram uma decisão de gestão equilibrada, responsável e adequada à dimensão e às exigências atuais da Câmara Municipal de Viseu.
Nos dias que correm, em que a capacidade de resposta de uma organização é diretamente
proporcional à sua capacidade de gestão, uma estrutura como a Câmara Municipal de Viseu tem
de estar preparada para responder, com eficácia, aos desafios da gestão pública.
Essa necessidade é hoje ainda mais evidente perante o aumento das competências assumidas
pelos municípios, designadamente nas áreas da Educação, Saúde, Habitação e Ação Social, que
trouxeram novas responsabilidades, novos serviços e um aumento muito significativo da dimensão da organização municipal.
Ao contrário da narrativa que o PSD Viseu procurou construir, esta reorganização não corresponde à simples criação de cargos sobre a estrutura existente nem à contratação de novos trabalhadores.
Trata-se de uma reorganização profunda dos serviços municipais, assente na valorização dos
recursos humanos já existentes, no reforço da responsabilização das chefias e na melhoria da
capacidade de coordenação, decisão e execução da organização.
Estamos, por isso, perante uma opção de gestão que valoriza competências internas, reconhece
mérito e reforça a responsabilização dentro da própria organização.
Curiosamente, o PSD Viseu procura agora escudar-se na alegada ausência de estudos técnicos
para justificar a sua oposição a esta reorganização. Trata-se de uma posição difícil de compreender por parte de quem governou o Município durante mais de três décadas sem que, ao longo desse período, tenha promovido qualquer processo estruturado de avaliação organizacional ou de revisão global da estrutura municipal sustentado em estudos técnicos independentes.
Mais do que uma preocupação genuína com a qualidade da decisão, esta exigência surge hoje
como um argumento de circunstância para evitar discutir o essencial: se a atual estrutura
responde ou não às necessidades da organização.
Governar implica decidir. Implica avaliar, corrigir, reorganizar e assumir responsabilidades. Adiar
decisões à espera de estudos que nunca foram exigidos nem realizados durante décadas não é
prudência. É apenas uma forma de evitar a mudança.
O PSD Viseu escolheu falar apenas dos cargos criados. Esqueceu-se de referir as 11 chefias que
são extintas.
Escolheu falar da despesa. Esqueceu-se de referir que esta representa apenas 0,5% do orçamento municipal.
Escolheu falar da estrutura. Esqueceu-se de falar dos quase 1.500 trabalhadores que
diariamente asseguram serviços essenciais aos viseenses e que necessitam de uma organização
mais eficiente, mais ágil e mais preparada para responder aos desafios atuais.
É por isso importante que uma organização desta dimensão evolua, se adapte e reforce os seus
mecanismos de coordenação e responsabilização. O resultado desta reorganização não se mede
pelo número de cargos. Mede-se pela capacidade de decisão, pela rapidez de resposta, pela
eficácia da gestão e pela qualidade dos serviços prestados aos cidadãos.
O PSD Viseu continua a olhar para esta decisão exclusivamente pela ótica dos números isolados,
esquecendo-se que esta reorganização permitirá reforçar a capacidade de planeamento,
melhorar a articulação entre serviços, aumentar a responsabilização das chefias e potenciar a
execução das políticas municipais. É, acima de tudo, uma decisão de gestão orientada para
resultados e para uma melhor resposta aos viseenses.
A questão não é quantas chefias existem.
A questão é saber se a Câmara Municipal de Viseu tem ou não a capacidade de coordenação,
decisão e execução que os viseenses exigem e merecem.
Foi essa responsabilidade que o executivo municipal assumiu hoje.
Os resultados desta decisão serão avaliados onde devem ser avaliados: na capacidade da
Câmara Municipal de responder melhor aos cidadãos, executar mais investimento, prestar
melhores serviços e cumprir os compromissos assumidos com os viseenses.
É essa a diferença entre quem toma decisões e assume responsabilidades e quem se limita a
comentar as decisões dos outros.
É que os resultados da gestão avaliam-se no fim do exercício. Cá estaremos nessa altura para
perceber se realmente compreenderam bem estas contas.
O PSD Viseu, em resumo, ainda não percebeu o que os viseenses estão a perceber todos os dias.