A Marafada Louletana

A Marafada Louletana Página sobre Loulé e as suas gentes!

𝐁𝐨𝐧𝐞𝐜𝐚𝐬 𝐪𝐮𝐞 𝐜𝐨𝐧𝐭𝐚𝐦 𝐡𝐢𝐬𝐭𝐨́𝐫𝐢𝐚𝐬: 𝐅𝐢𝐥𝐢𝐩𝐚 𝐅𝐚𝐢́𝐬𝐜𝐚 𝐞 𝐚 𝐦𝐞𝐦𝐨́𝐫𝐢𝐚 𝐝𝐞 𝐮𝐦 𝐀𝐥𝐠𝐚𝐫𝐯𝐞 𝐝𝐞 𝐨𝐮𝐭𝐫𝐨𝐬 𝐭𝐞𝐦𝐩𝐨𝐬Boa tarde caros visitantes do "...
01/09/2026

𝐁𝐨𝐧𝐞𝐜𝐚𝐬 𝐪𝐮𝐞 𝐜𝐨𝐧𝐭𝐚𝐦 𝐡𝐢𝐬𝐭𝐨́𝐫𝐢𝐚𝐬: 𝐅𝐢𝐥𝐢𝐩𝐚 𝐅𝐚𝐢́𝐬𝐜𝐚 𝐞 𝐚 𝐦𝐞𝐦𝐨́𝐫𝐢𝐚 𝐝𝐞 𝐮𝐦 𝐀𝐥𝐠𝐚𝐫𝐯𝐞 𝐝𝐞 𝐨𝐮𝐭𝐫𝐨𝐬 𝐭𝐞𝐦𝐩𝐨𝐬

Boa tarde caros visitantes do "A Marafada Louletana".

Agora que estamos em plena época da colheita dos frutos secos, ou como se diz pelo o Algarve, na apanha da alfarroba e da amêndoa, aproveitamos para, uma vez mais, evocar Filipa Faísca e os seus bonecos de trapo, figuras representativas de um mundo rural de outrora.

Há brinquedos que não servem apenas para brincar, mas também para nos contar uma história.
As bonecas de trapo de Filipa Faísca de Sousa, natural do sítio do Borno, em Querença, pertencem claramente a esta segunda categoria. Nascida a 22 de maio de 1934, Filipa Faísca é muito mais do que uma artesã! É também poeta popular, contadora de histórias e de tradições, uma verdadeira guardiã de memórias e saberes do interior algarvio.
Desde muito cedo se interessou pelas cantigas, contos, orações e lengalengas que ouvia da mãe e que faziam parte do quotidiano da sua comunidade. Foi nesse universo de oralidade e de trabalho rural que cresceu e que, mais tarde, encontrou inspiração para criar as suas singulares bonecas de pano ou bonecas de trapo.
A partir dos anos 1980, Filipa começou a dedicar-se mais ao artesanato e as suas bonecas passaram a constituir um testemunho de um mundo que estava, pouco a pouco, a desaparecer.
Entre o grande número de produções, encontramos uma mulher a trabalhar no campo, uma apanhadeira de alfarroba, uma cesteira, um descascador de cortiça, uma mulher a realizar as tarefas domésticas, entre tantas outras figuras ligadas à agricultura, aos ofícios e às rotinas das gentes da serra e do barrocal.

Continuar a ler aqui: https://amarafadalouletana.blogspot.com/2026/09/bonecas-que-contam-historias-filipa.html



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01/09/2026

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𝐀𝐬 𝐜𝐚𝐧𝐢́𝐜𝐮𝐥𝐚𝐬: 𝐛𝐨𝐥𝐞𝐭𝐢𝐦 𝐦𝐞𝐭𝐞𝐨𝐫𝐨𝐥𝐨́𝐠𝐢𝐜𝐨 𝐝𝐞 𝐨𝐮𝐭𝐫𝐨𝐬 𝐭𝐞𝐦𝐩𝐨𝐬Bom dia caros visitantes do “A Marafada Louletana”.Ainda no mês de...
25/08/2026

𝐀𝐬 𝐜𝐚𝐧𝐢́𝐜𝐮𝐥𝐚𝐬: 𝐛𝐨𝐥𝐞𝐭𝐢𝐦 𝐦𝐞𝐭𝐞𝐨𝐫𝐨𝐥𝐨́𝐠𝐢𝐜𝐨 𝐝𝐞 𝐨𝐮𝐭𝐫𝐨𝐬 𝐭𝐞𝐦𝐩𝐨𝐬

Bom dia caros visitantes do “A Marafada Louletana”.

Ainda no mês de agosto, relembramos uma das tradições populares intimamente relacionada com este mês.

Já ouviu falar das canículas?

Hoje consultamos aplicações meteorológicas, acompanhamos imagens de satélite e recebemos previsões para os dias seguintes diretamente no telemóvel. Mas, durante séculos, quando nada disso existia, as populações rurais procuravam na natureza os sinais que lhes permitissem antecipar o tempo.
Dessa experiência acumulada, transmitida de geração em geração, nasceu um vasto conjunto de crenças, provérbios e práticas relacionadas com a previsão do tempo. Entre elas encontra-se as canículas.
Segundo esta tradição, determinados dias do mês de agosto funcionariam como uma espécie de calendário meteorológico do ano seguinte. O tempo observado em cada um desses dias (sol, chuva, vento, calor ou frio) seria uma antecipação das condições atmosféricas que se fariam sentir nos meses seguintes.

No Algarve, uma das versões mais conhecidas desta tradição estabelece a seguinte correspondência:
1 de agosto → agosto
2 de agosto → janeiro
3 de agosto → fevereiro
4 de agosto → março
5 de agosto → abril
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𝗔 𝗠𝗔𝗜𝗦 𝗕𝗘𝗟𝗔 𝗗𝗔 𝗣𝗥𝗢𝗩Í𝗡𝗖𝗜𝗔Bom dia caros visitantes do "A Marafada Louletana".Em agosto de 1971, a Esplanada Oceano, em Qua...
18/08/2026

𝗔 𝗠𝗔𝗜𝗦 𝗕𝗘𝗟𝗔 𝗗𝗔 𝗣𝗥𝗢𝗩Í𝗡𝗖𝗜𝗔

Bom dia caros visitantes do "A Marafada Louletana".

Em agosto de 1971, a Esplanada Oceano, em Quarteira, foi palco do 1.º Concurso de Beleza da Província, iniciativa promovida pelo cantor José Cheta para eleger a “Rainha da Beleza do Algarve”.
Os anos de 1970 marcaram o auge dos concursos de misses em Portugal. A televisão contribuiu decisivamente para a sua popularização, transformando-os em acontecimentos nacionais. A inclusão de concorrentes oriundas das então colónias portuguesas conferiu-lhes igualmente uma dimensão política acrescida, refletindo as estratégias de propaganda do regime e gerando, em simultâneo, debates e controvérsias.
De facto, estes concursos eram encarados de forma ambivalente. Por um lado, eram vistos como instrumentos de promoção turística e de projeção de uma imagem moderna e cosmopolita do país; por outro, geravam reservas entre os setores mais conservadores, que os consideravam incompatíveis com os valores morais tradicionalmente defendidos pelo Estado Novo.
Continuar a ler 👉 https://shorturl.at/fszIi



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📷 Esplanada Oceano
©Autor desconhecido, cortesia de Nuno Graça.

𝐂𝐨𝐧𝐬𝐞𝐥𝐡𝐨𝐬 𝐩𝐚𝐫𝐚 𝐢𝐫 𝐚 𝐛𝐚𝐧𝐡𝐨𝐬... 𝐞𝐦 𝟏𝟖𝟖𝟗Bem-vindos caros visitantes do “A Marafada Louletana”.Quando hoje pensamos na praia...
06/08/2026

𝐂𝐨𝐧𝐬𝐞𝐥𝐡𝐨𝐬 𝐩𝐚𝐫𝐚 𝐢𝐫 𝐚 𝐛𝐚𝐧𝐡𝐨𝐬... 𝐞𝐦 𝟏𝟖𝟖𝟗

Bem-vindos caros visitantes do “A Marafada Louletana”.

Quando hoje pensamos na praia, imaginamos toalhas estendidas ao sol, protetor solar, chapéus, hidratação e avisos sobre os índices UV. No final do século XIX, porém, a preocupação era outra. Ir a banhos era, antes de tudo, uma prática terapêutica, recomendada pelos médicos e encarada como um verdadeiro tratamento de saúde.

Nas páginas do jornal "O Algarvio", de 29 de setembro de 1889, encontramos um curioso artigo intitulado "Conselhos aos banhistas", um testemunho revelador da forma como a medicina e a sociedade olhavam para os banhos de mar numa época em que o turismo balnear ainda engatinhava no Algarve.

As recomendações surpreendem o leitor contemporâneo. Entrar na água logo após uma caminhada intensa era desaconselhado, mas também não se devia fazê-lo com o corpo demasiado frio. A solução passava por um pequeno passeio junto ao mar, suficiente para aquecer moderadamente o organismo antes da imersão.

Outra regra importante dizia respeito às refeições. O banho só deveria ser tomado quatro ou cinco horas depois de comer, sendo mesmo considerado ideal entrar na água pela manhã, ainda em jejum, para evitar problemas digestivos que, segundo os conhecimentos da época, poderiam ter consequências graves.

Também a entrada no mar obedecia a um verdadeiro ritual. Nada de molhar primeiro os pés ou entrar lentamente. A imersão deveria fazer-se de uma só vez, enfrentando as ondas com decisão e mantendo sempre o corpo em movimento. Permanecer imóvel era visto como prejudicial.

Curiosamente, o tempo de permanência na água era rigorosamente controlado. Os adultos deveriam permanecer entre dez e quinze minutos; idosos, pessoas anémicas e crianças tinham tempos ainda mais reduzidos, sendo recomendado apenas cinco minutos para os mais pequenos.

Um dos aspetos mais curiosos do artigo é a referência ao chamado "segundo arrepio", interpretado como um sinal natural do organismo de que chegara o momento de sair da água. Depois do banho não se aconselhava ficar parado a contemplar o mar, mas sim caminhar para favorecer aquilo que os médicos designavam por "reação" do corpo.

Continue a ler em: https://amarafadalouletana.blogspot.com/2025/11/conselhos-aos-banhistas.html

Leia o artigo completo no jornal "O Algarvio" de 29 de setembro de 1889 aqui: https://shre.ink/jndz

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📷 "Algarve Pitoresco", ano 1, n.º 1, 1935.

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04/08/2026

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𝐎 𝐌𝐀𝐒𝐒𝐀𝐂𝐑𝐄 𝐃𝐄 𝐋𝐎𝐔𝐋É 𝐅𝐎𝐈 𝐇Á 193 𝐀𝐍𝐎𝐒...Bom dia caros visitantes do "A Marafada Louletana".O massacre de Loulé, ocorrido a...
04/08/2026

𝐎 𝐌𝐀𝐒𝐒𝐀𝐂𝐑𝐄 𝐃𝐄 𝐋𝐎𝐔𝐋É 𝐅𝐎𝐈 𝐇Á 193 𝐀𝐍𝐎𝐒...

Bom dia caros visitantes do "A Marafada Louletana".

O massacre de Loulé, ocorrido a 24 de julho de 1833, foi um dos episódios mais violentos da guerra civil portuguesa, conflito que opôs liberais e absolutistas durante a primeira metade do século XIX. De um lado estavam os partidários de D. Pedro, defensores da monarquia constitucional e do liberalismo; do outro, os apoiantes de D. Miguel, que defendiam o regresso ao absolutismo.

Após o desembarque das tropas liberais no Algarve, em junho de 1833, o liberalismo foi rapidamente implantado na região. Contudo, com a partida do duque da Terceira para Lisboa, as forças miguelistas reorganizaram-se no Algarve sob o comando de Remexido e do major André Camacho, preparando uma contraofensiva absolutista.

Em Loulé, o clima de tensão agravou-se depois de alegados atos de profanação ocorridos na igreja de Salir, atribuídos a soldados e simpatizantes liberais. O episódio revoltou as populações serranas e facilitou o recrutamento de homens para a guerrilha miguelista liderada por Camacho. Assim, na noite de 23 para 24 de julho, milhares de guerrilheiros cercaram a vila de Loulé, impedindo a fuga da população antes do ataque.

Na manhã de 24 de julho iniciou-se a ofensiva.
Sobre esse momento escreveu Ataíde Oliveira: “Quando a villa acordou do seu somno da indolencia, viu-se cercada. Seguiu-se a hecatombe.”

Seguiram-se perseguições, saques e assassinatos em várias ruas da vila, como a Corredoura, Santo António e Barbacã. Casas foram invadidas e destruídas, enquanto muitos habitantes eram mortos a tiro, à paulada ou com armas brancas. Entre as vítimas encontravam-se soldados franceses, funcionários públicos, comerciantes, militares e civis. Em muitos casos, às motivações políticas juntaram-se vinganças pessoais e ajustes de contas entre vizinhos.
Continuar a ler aqui: https://amarafadalouletana.blogspot.com/2026/07/o-massacre-de-loule-foi-ha-193-anos.html

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📷 Imagem retirada dea obra "Quadros de Loulé Antigo" de Pedro de Freitas (digitalmente modificada)

𝑸𝒖𝒂𝒏𝒅𝒐 𝒐𝒔 𝒔𝒊𝒏𝒐𝒔 𝒔𝒆 𝒄𝒂𝒍𝒂𝒓𝒂𝒎 𝒆𝒎 𝑳𝒐𝒖𝒍𝒆́Bom dia caros visitantes do "A Marafada Louletana".Há sons que fazem parte da identi...
30/07/2026

𝑸𝒖𝒂𝒏𝒅𝒐 𝒐𝒔 𝒔𝒊𝒏𝒐𝒔 𝒔𝒆 𝒄𝒂𝒍𝒂𝒓𝒂𝒎 𝒆𝒎 𝑳𝒐𝒖𝒍𝒆́

Bom dia caros visitantes do "A Marafada Louletana".

Há sons que fazem parte da identidade de uma terra.

Durante séculos, o toque dos sinos marcou as horas, chamou os fiéis à igreja, anunciou as festas e acompanhou o último adeus de quem partia.
Mas, no outono de 1918, houve um momento em Loulé em que foi preciso mandar calar os sinos.

A razão era terrível. Havia mortos a mais!

Continua a ler aqui:

https://amarafadalouletana.blogspot.com/2026/07/quando-os-sinos-se-calaram-em-loule.html

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𝐉𝐨𝐬𝐞 𝐀𝐧𝐭𝐨𝐧𝐢𝐨 𝐌𝐚𝐝𝐞𝐢𝐫𝐚 𝐞 𝐨 𝐬𝐨𝐧𝐡𝐨 𝐝𝐞 𝐜𝐫𝐢𝐚𝐫 𝐮𝐦𝐚 𝐛𝐢𝐛𝐥𝐢𝐨𝐭𝐞𝐜𝐚-𝐦𝐮𝐬𝐞𝐮 𝐞𝐦 𝐋𝐨𝐮𝐥𝐞Hoje voltamos a falar de José António Madeira e de ...
09/07/2026

𝐉𝐨𝐬𝐞 𝐀𝐧𝐭𝐨𝐧𝐢𝐨 𝐌𝐚𝐝𝐞𝐢𝐫𝐚 𝐞 𝐨 𝐬𝐨𝐧𝐡𝐨 𝐝𝐞 𝐜𝐫𝐢𝐚𝐫 𝐮𝐦𝐚 𝐛𝐢𝐛𝐥𝐢𝐨𝐭𝐞𝐜𝐚-𝐦𝐮𝐬𝐞𝐮 𝐞𝐦 𝐋𝐨𝐮𝐥𝐞

Hoje voltamos a falar de José António Madeira e de uma das suas maiores aspirações: dotar a sua terra natal de uma biblioteca-museu.
José António Madeira (1896–1976), engenheiro geógrafo, astrónomo e investigador natural de Loulé, foi uma figura marcante da vida científica e cultural portuguesa do século XX. Autor de uma extensa bibliografia, tanto em áreas científicas como na promoção do Algarve como destino turístico, lutou pelo desenvolvimento da sua terra natal, destacando-se a sua ação em prol da criação de uma biblioteca-museu municipal, à qual viria a doar os seus próprios livros. Continua a ler aqui:
https://surl.lt/fqnyzo

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