Movimento Independente Mais e Melhor

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Assinalamos  mais um aniversário do 25 de Abril, uma data maior da nossa história coletiva, que simboliza a conquista da...
27/04/2026

Assinalamos mais um aniversário do 25 de Abril, uma data maior da nossa história coletiva, que simboliza a conquista da liberdade, da democracia e da esperança num futuro melhor.

Partilhamos o discurso evocativo desta data, proferido por João Lousado, 1.º Secretário da Assembleia Municipal, reafirmando o compromisso com os valores de Abril e com o desenvolvimento da nossa terra.

Permitam-me começar por uma nota pessoal. Desde os meus 16 anos que participo ativamente na vida pública e política, e é com particular significado que, pela primeira vez, tenho a oportunidade de usar da palavra numa sessão solene comemorativa do 25 de Abril de 1974.

Quero, por isso, agradecer ao Movimento Mais e Melhor pela oportunidade que me concedeu e pela confiança que em mim depositou.

E uma breve nota de enquadramento. Não integrei o Movimento desde a sua fundação, em 2021. Na qualidade de independente eleito pelo PSD, tive, no entanto, o privilégio de participar na construção de uma solução de estabilidade que permitiu ao Movimento exercer com segurança o mandato que lhe foi confiado pelo Povo — fez o seu trabalho, reconhecidono ato eleitoral de 2025, altura em que passei a integrar formalmente este projeto como eleito, que muito me honra.

Não escondo, nem nunca esconderei, a minha matriz de identificação social-democrata. É dela que parto, é com ela que penso e é com ela que procuro contribuir para o debate público.

O Movimento Mais e Melhor nasceu, ele mesmo como um puro ato de cidadania possível pela Liberdade que hoje comemoramos, e com um propósito claro: responder aos problemas concretos do concelho e melhorar a qualidade de vida das pessoas. Desde então, a sua ação tem sido transversal: na Educação, na Saúde, na Habitação, na Economia, no Ambiente, na Cultura, no Desporto, no apoio às associações humanitárias, culturais, recreativas e desportivas, e às IPSS, cujo papel — tantas vezes silencioso, discreto, recatado — é absolutamente essencial, sobretudo no apoio aos mais vulneráveis, muitas vezes em nome e em substituição do próprio Estado.

Tomo esta simples esferográfica como alegoria e que me inspirou para esta intervenção — uma simples esferográficaforrada a cortiça — para ilustrar que também este Movimento, é fruto, desta Liberdade que nos é permitida, é plural, é natural, é resiliente. A cortiça, matéria modesta, existe desde os primórdios dos tempos. E, no entanto, há dias, esteve associada à mais alta tecnologia, protegendo astronautas numa viagem que orbitou a Terra e a Lua.
Esta imagem não é inocente. Tal como a cortiça, também cada um de nós, em liberdade, pode ir mais longe do que alguma vez imaginou.

O Movimento Mais e Melhor é, para mim, um espaço de liberdade. Um espaço onde todos têm lugar, onde todos podem expressar a sua opinião. Falo com experiência: já tive responsabilidades numa organização partidária e sou testemunha das diferenças. Aqui, a pluralidade não é tolerada — é valorizada. E isso faz toda a diferença.

Nesta data não podemos deixar de fazer memória. Por isso, recordo todos aqueles que sofreram durante os anos de ditadura, todos os que foram vítimas da repressão, do silêncio imposto, da ausência de liberdade, da guerra. E não podemos esquecer que, ainda hoje, há povos em todo o mundo que vivem privados desses direitos fundamentais.

O 25 de Abril trouxe-nos muitas conquistas de que nos devemos orgulhar. Trouxe-nos liberdade, democracia edireitos sociais.
Mas a liberdade que celebramos hoje não se esgota nos direitos que conquistámos — implica também deveres. Deveres de participação cívica, de responsabilidade individual e coletiva, de respeito pelas instituições democráticas, de exigência ética na vida pública e de compromisso ativo na construção de uma sociedade mais justa, tolerante e inclusiva. A democracia não é um dado adquirido; é um exercício permanente que depende do contributo consciente de cada cidadão, e exige também uma reflexão honesta sobre aquilo em que falhámos,
Falhámos, por exemplo, ao nível da segurança — ou da falta dela em muitos contextos. Falhámos na responsabilidade com as contas públicas, que conduziram o país a três intervenções externas, social e economicamente dolorosas, e cujos efeitos persistem ainda nos dias de hoje. E continuamos a falhar quando não conseguimos oferecer condições para fixar os nossos jovens, oferecendo-lhes um futuro digno, com ambição, com esperança.
Vivemos num país onde os salários são, em muitos casos,desfasados da realidade, especialmente face ao custo da habitação. Isso empurra os nossos jovens para fora e obriga-nos a recorrer à imigração para suprir necessidades de mão de obra que não conseguimos reter nem remunerar de forma justa.
Este problema é transversal e sente-se em todas as áreas da sociedade. Sente-se também nos serviços públicos (que inclui os serviços municipais, naturalmente), onde salários desajustados impactam a capacidade de resposta, apesar da dedicação e do profissionalismo de quem serve a causa pública.
E, no meio disto, acabamos também por ser injustos com aqueles que acolhemos, que vêm contribuir para a nossa economia e que, muitas vezes, encontram as mesmas dificuldades e deceção.
Esta lógica de “nivelar por baixo”, de perpetuar salários baixos, é um caminho perigoso. Um caminho que conduz ao empobrecimento do país e que pode, no limite, comprometer o projeto coletivo que nasceu com o 25 de Abril.

Ao nível local, também conquistámos muito com Abril. Mas ainda há muito por fazer. E é fundamental manter vivo o espírito aberto, crítico e combativo que permitiu a conquista da liberdade e que deve continuar a sustentar a defesa intransigente da democracia.
Devemos olhar para o futuro com os olhos postos no passado — não para ficarmos presos a ele, mas para não esquecermos o caminho percorrido, e corrigir alguns erros - aprender. E, sobretudo, devemos ter presente que é no presente que se constrói o futuro. Somos nós que o temos em mão, somos nós que o construímos – será aquilo que nós fizermos hoje.

Termino voltando à imagem inicial.
Esta esferográfica forrada a cortiça lembra-nos que aquilo que parece improvável pode tornar-se possível. Que o simples pode alcançar o extraordinário. Que o limite não está imposto — constrói-se.
Tal como essa cortiça que chegou ao espaço, também nós, enquanto cidadãos, enquanto comunidade, enquanto país, podemos ir mais longe. Depende de nós. De cada um de nós. De potenciarmos o melhor que temos.
Porque, no fim, o limite não é apenas a Lua.

Viva o 25 de Abril, via Portugal, viva a nossa Mealhada.
Muito obrigado.

Mealhada reforça a sua representação nos órgãos nacionais do Poder LocalA Mealhada passa a estar fortemente representada...
01/02/2026

Mealhada reforça a sua representação nos órgãos nacionais do Poder Local

A Mealhada passa a estar fortemente representada nos principais órgãos nacionais do poder local, na sequência dos congressos nacionais da Associação Nacional de Municípios Portugueses (ANMP) e da Associação Nacional de Freguesias (ANAFRE).

🏛️ No XXVII Congresso da ANMP, realizado em Viana do Castelo, sob o lema “Poder Local – a proximidade que transforma Portugal”, o presidente da Câmara Municipal da Mealhada, António Jorge Franco, foi eleito para o Conselho Diretivo da ANMP, depois de no mandato anterior ter integrado a Mesa do Congresso.

🏛️ Já no XX Congresso da ANAFRE, que decorreu em Portimão, foram aprovados os órgãos sociais para o quadriénio 2026–2030, garantindo também a presença do concelho da Mealhada:

✅ Carmina Parreira, presidente da Junta de Freguesia de Ventosa do Bairro, eleita para a Mesa do Congresso;
✅ Graça Batista, presidente da Assembleia de Freguesia de Ventosa do Bairro, eleita para o Conselho Geral;
✅ Natividade Lourenço, presidente da Junta de Freguesia de Barcouço, eleita suplente do Conselho Diretivo.

🤝 A Mealhada afirma-se, assim, com uma presença ativa e relevante nos órgãos nacionais que representam municípios e freguesias, reforçando a sua voz na defesa do poder local e da proximidade às populações.

23/12/2025

Depois de um ano marcado pelas eleições autárquicas, por grandes desafios e por momentos que nos levaram muitas vezes ao limite, terminamos este ciclo com um sentimento claro de dever cumprido.

Fizemos muito, é verdade. Mas sabemos também que há ainda muito mais e melhor para fazer. É com esse espírito de responsabilidade, ambição e compromisso com as pessoas e com o nosso território que seguimos para o novo ano.

A todos, deixamos uma palavra de agradecimento, confiança e esperança.

Feliz Natal e um Feliz Ano Novo!

12/10/2025

Endereço

Largo Do Município
Mealhada
3050

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