14/06/2022
SUGESTÕES DE LEITURA
"O Magriço: a verdadeira história de D. Álvaro Gonçalves Coutinho, um dos Doze de Inglaterra "/ Tiago Salazar
D. Álvaro Gonçalves Coutinho nado e criado em Penedono ganhou o costume de ler e de escrever com os monges e a avó Beatriz, os livros que naquele tempo eram coisa de afortunados e raros como tesouros. Tristão e Isolda foi o livro que mais o cativou, o trágico amor do cavaleiro inglês pela princesa irlandesa Isolda. D. Álvaro Coutinho jamais largou em vida os livros, fosse no tombo, fosse na Biblioteca do Paço. Quando se viu no Paço para se armar cavaleiro deteve-se no livro de Montaria de D. João I, o Mestre de Avis. Este livro preparava os guerreiros, apalavrando da caça e da observação dos animais e caminhos. Quase todos os filhos deste Rei seguiram na arte da escrita. D. Duarte deixa “Ensinança de Bem Cavalgar Toda Sela”, “Lela Conselheiro” e “livro do Conselhos”; D. Pedro, duque de Coimbra, escreve “A Virtuosa Benfeitoria”, revista pelo seu confessor Frei João Verba.
Mas, este livro é também marcado pelo episódio em que D. Álvaro conjuntamente com mais 11 cavaleiros portugueses segue para Inglaterra para defender a honra de doze damas inglesas. Com efeito, estas damas haviam apresentado queixa ao Duque de Lencastre, pedindo-lhe que este assumisse a defesa da sua honra ofendida…
Neste livro são também registados alguns pensamentos que valerá a pena reter como o que se segue :« Ninguém vale seja o que for, por maior a obra e a vida. Nem a terra onde se nasce, sujeita que está como o homem à erosão e à contínua mudança».
Um livro extraordinário, disponível para empréstimo na Biblioteca Municipal da Mêda que faz pontuais referências a Vasco Fernandes Coutinho, 1º Conde de Marialva.