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"Portugal não está à venda e os portugueses também não."

27/06/2026

COMUNICADO DE IMPRENSA
Grupo Municipal Partido CHEGA Montalegre. Comissão Política local.

Assembleia Municipal de Montalegre depois da reunião de hoje, dia 26-06-2026

O CHEGA MONTALEGRE REJEITA “FALSOS ARGUMENTOS” QUE REJEITARAM, HOJE, A PROPOSTA ANTERIOR, INSISTE E EXIGE NOVA VIA RÁPIDA ATÉ BRAGA, COFINANCIADA POR EMPRESAS DE ENERGIA E AS TÃO INDESEJADAS MINAS CASO SEJAM IMPOSTAS POR DITO INTERESSE NACIONAL.

1- Assembleia Municipal deve debater nova proposta do Chega que contorna o bloqueio dos fundos europeus tradicionais, (argumento usado pelas forças políticas para rejeição da proposta anterior) através de uma engenharia jurídica inovadora.
2- Estratégia exige que multinacionais (como EDP e Iberdrola) e consórcios mineiros assumam os custos da nova infraestrutura rodoviária em troca da exploração dos recursos locais.

Montalegre, depois de 26 de junho de 2026, O debate em torno da obsolescência da Estrada Nacional 103 (EN103) ganhará um novo fôlego com a apresentação de uma Proposta de Resolução na Assembleia Municipal de Montalegre.
O documento visa derrubar em definitivo a tese de que a construção de uma via rápida de ligação a Braga é “legalmente impossível” devido às restrições ecológicas do Portugal 2030 e do Plano de Recuperação e Resiliência (PRR).
A proposta de resolução vai demonstrar que o argumento da inviabilidade financeira assenta numa interpretação estática cobarde e burocrática da lei . Através de um enquadramento técnico-jurídico inovador, o projeto assume-se como um "Corredor Verde de Resiliência Energética, Logística de Transição e Salvaguarda Territorial", o que abre portas a novos fundos europeus de sustentabilidade.
O Interesse Local é a Condição do Interesse Nacional
A estratégia delineada assenta no envolvimento obrigatório e vinculativo dos grandes operadores económicos que exploram os recursos endógenos da região do Barroso. O texto invoca o Artigo 174.º do Tratado sobre o Funcionamento da União Europeia e o Decreto-Lei n.º 30/2021 (Regulamento dos Depósitos Minerais) para exigir contrapartidas claras ao Estado e aos privados.
“Se o concelho de Montalegre é o motor energético do país através das barragens da EDP e da Iberdrola, e se enfrenta a imposição governamental de projetos mineiros de alta intensidade ao abrigo do 'Interesse Nacional', então o escoamento seguro e a proteção civil das nossas populações têm de ser
financiados por quem lucra com o nosso território”, defenderá o proponente da iniciativa.

As Quatro Linhas de Ação Imediata:
A resolução insta a Câmara Municipal de Montalegre a adotar um papel proativo e a avançar de imediato com quatro medidas mecânicas:
1. Constituição de uma Task Force Intermunicipal com os municípios de Braga, Póvoa de Lanhoso e Vieira do Minho para avançar com o desenho técnico unif**ado da via.
2. Candidatura ao Programa Norte 2030 para financiar o Estudo de Viabilidade e Impacto Económico-Logístico do Corredor do Barroso.
3. Negociação com a EDP e a Iberdrola para o cofinanciamento privado dos projetos de engenharia rodoviária, justif**ado pela circulação de transportes especiais de grande tonelagem.
4. Bloqueio Jurídico Ambiental: Exigir junto da Agência Portuguesa do Ambiente (APA) que qualquer eventual Declaração de Impacte Ambiental (DIA) para o setor mineiro fique legalmente condicionada à obrigação de os privados pagarem e executarem o novo traçado alternativo à EN103.
Com esta iniciativa, o poder político local inverte o ónus da prova e recusa cruzar os braços perante o isolamento territorial. Se o Estado Central e as multinacionais pretendem explorar as riquezas de Montalegre, terão primeiro de garantir a segurança e a coesão das acessibilidades do Barroso.

Montalegre, 26 de Junho de 2026

O Grupo Municipal do partido Chega

Jorge Manuel de Campos Pereira.

16/06/2026
04/06/2026

"Há quem passe a vida à procura do futuro..."

"Há quem passe a vida à procura do futuro; outros acabam por descobrir que o futuro estava escondido naquilo que os antigos já sabiam."

Há livros que se lêem. E há livros que nos lêem a nós. "O Poema Infinito – Livro Segundo", de João Madureira , pertence a essa rara categoria de obras que parecem nascer da mesma matéria de que são feitas as montanhas, os caminhos antigos e as memórias que recusam morrer.

Ao longo do seu percurso literário, seja nos romances, na poesia ou nas crónicas, João Madureira tem regressado sempre a um mesmo território essencial: o lugar onde o tempo encontra a memória e onde a experiência humana resiste ao esquecimento. Nas suas páginas surgem aldeias, ruínas, silêncios, fronteiras, paisagens interiores e exteriores que não são apenas geografia; são formas de pertença. São perguntas lançadas ao futuro. São heranças entregues às gerações seguintes. É talvez por isso que a sua escrita nunca parece verdadeiramente concluída. Continua. Caminha. Procura. Como se cada poema fosse apenas mais um passo de uma viagem maior.

Tive a honra de assistir ao lançamento desta obra por convite do autor. E saí com uma impressão simples, mas profunda: há escritores que escrevem sobre o seu tempo e há escritores que escrevem contra o esquecimento do seu tempo. João Madureira parece pertencer ao segundo grupo.

Num país frequentemente distraído com o imediato, a sua voz insiste em olhar para aquilo que permanece. A aldeia. A memória. A cultura. A dignidade das pessoas comuns. A beleza discreta das coisas que não aparecem nos grandes centros de decisão mas que sustentam a alma coletiva de Portugal.

Talvez por isso a sua obra seja difícil de aprisionar em categorias. Não fala para uma tribo. Não serve uma moda. Não procura agradar ao espírito do momento. Há nela uma fidelidade persistente a certas permanências humanas que atravessam gerações e ideologias. E talvez seja precisamente aí que reside a sua atualidade.

Os bons leitores saberão encontrar nas entrelinhas um percurso. Não um percurso partidário, mas um percurso de maturação. Como quem atravessa longas estações da vida e vai trocando certezas por consciência, slogans por experiência, abstrações por rostos concretos. Como quem descobre que a realidade tem mais raízes do que teorias e que as comunidades sobrevivem menos pelas promessas do futuro do que pela memória daquilo que as trouxe até aqui.

Há uma frase invisível que parece acompanhar muitas das páginas deste livro: por vezes, regressar à terra não é voltar atrás; é finalmente perceber de onde se partiu.

Num concelho como Montalegre, onde a identidade continua a ser uma forma de resistência e de esperança, obras desta natureza possuem um valor que ultrapassa a literatura. São património vivo. São ferramentas de continuidade. São pontes entre gerações.

Por isso, f**a também uma palavra de gratidão. Pela obra. Pela presença. E pela possibilidade de aproximar cultura, comunidade e cidadania. Portugal precisa de escritores que conheçam o peso da memória. Montalegre precisa de os ouvir. E os montalegrenses merecem continuar a encontrar, na literatura, razões para acreditar que aquilo que somos ainda importa.

Porque um povo começa a desaparecer quando deixa de contar a sua história. E continua infinito enquanto houver quem a escreva.

Jorge Campos
Miguel Pinto Luz CHEGA - Distrital de Vila Real CHEGA - Montalegre Rádio Montalegre Município de Montalegre 🇵🇹

31/05/2026

Transposição de diretiva permitirá ao Governo classif**ar projetos de energias renováveis e armazenamento como de interesse público superior.

29/05/2026

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