Montalegre - Política

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16/06/2026
10/06/2026
10/06/2026

"Há quem passe a vida à procura do futuro..."

"Há quem passe a vida à procura do futuro; outros acabam por descobrir que o futuro estava escondido naquilo que os antigos já sabiam."

Há livros que se lêem. E há livros que nos lêem a nós. "O Poema Infinito – Livro Segundo", de João Madureira , pertence a essa rara categoria de obras que parecem nascer da mesma matéria de que são feitas as montanhas, os caminhos antigos e as memórias que recusam morrer.

Ao longo do seu percurso literário, seja nos romances, na poesia ou nas crónicas, João Madureira tem regressado sempre a um mesmo território essencial: o lugar onde o tempo encontra a memória e onde a experiência humana resiste ao esquecimento. Nas suas páginas surgem aldeias, ruínas, silêncios, fronteiras, paisagens interiores e exteriores que não são apenas geografia; são formas de pertença. São perguntas lançadas ao futuro. São heranças entregues às gerações seguintes. É talvez por isso que a sua escrita nunca parece verdadeiramente concluída. Continua. Caminha. Procura. Como se cada poema fosse apenas mais um passo de uma viagem maior.

Tive a honra de assistir ao lançamento desta obra por convite do autor. E saí com uma impressão simples, mas profunda: há escritores que escrevem sobre o seu tempo e há escritores que escrevem contra o esquecimento do seu tempo. João Madureira parece pertencer ao segundo grupo.

Num país frequentemente distraído com o imediato, a sua voz insiste em olhar para aquilo que permanece. A aldeia. A memória. A cultura. A dignidade das pessoas comuns. A beleza discreta das coisas que não aparecem nos grandes centros de decisão mas que sustentam a alma coletiva de Portugal.

Talvez por isso a sua obra seja difícil de aprisionar em categorias. Não fala para uma tribo. Não serve uma moda. Não procura agradar ao espírito do momento. Há nela uma fidelidade persistente a certas permanências humanas que atravessam gerações e ideologias. E talvez seja precisamente aí que reside a sua atualidade.

Os bons leitores saberão encontrar nas entrelinhas um percurso. Não um percurso partidário, mas um percurso de maturação. Como quem atravessa longas estações da vida e vai trocando certezas por consciência, slogans por experiência, abstrações por rostos concretos. Como quem descobre que a realidade tem mais raízes do que teorias e que as comunidades sobrevivem menos pelas promessas do futuro do que pela memória daquilo que as trouxe até aqui.

Há uma frase invisível que parece acompanhar muitas das páginas deste livro: por vezes, regressar à terra não é voltar atrás; é finalmente perceber de onde se partiu.

Num concelho como Montalegre, onde a identidade continua a ser uma forma de resistência e de esperança, obras desta natureza possuem um valor que ultrapassa a literatura. São património vivo. São ferramentas de continuidade. São pontes entre gerações.

Por isso, f**a também uma palavra de gratidão. Pela obra. Pela presença. E pela possibilidade de aproximar cultura, comunidade e cidadania. Portugal precisa de escritores que conheçam o peso da memória. Montalegre precisa de os ouvir. E os montalegrenses merecem continuar a encontrar, na literatura, razões para acreditar que aquilo que somos ainda importa.

Porque um povo começa a desaparecer quando deixa de contar a sua história. E continua infinito enquanto houver quem a escreva.

Jorge Campos
Miguel Pinto Luz CHEGA - Distrital de Vila Real CHEGA - Montalegre Rádio Montalegre Município de Montalegre 🇵🇹

10/06/2026

MONTALEGRE: Jorge Pereira considera Feriado Municipal uma data importante para reconhecer filhos da terra e quem escolheu Montalegre

O deputado municipal Jorge Pereira, eleito pelo Chega, considerou esta terça-feira que o Feriado Municipal de Montalegre é uma data importante para o concelho, por representar o Barroso, o município e as pessoas que dão voz às necessidades do território.

À margem da sessão solene, Jorge Pereira destacou o valor simbólico da data, sublinhando que este é um momento em que se reconhece a importância da comunidade montalegrense e de todos aqueles que contribuem para afirmar o concelho.

O eleito municipal defendeu também a importância de distinguir os filhos da terra, mas igualmente aqueles que, não tendo nascido em Montalegre, escolheram o concelho para viver, trabalhar ou desenvolver projetos.

Nesse sentido, apontou os casos de Eduardo Brito e do chef Nuno Diniz como exemplos do reconhecimento devido a percursos distintos, mas ligados ao mesmo território.

Eduardo Brito foi distinguido pelo seu percurso académico e profissional de projeção internacional, enquanto o chef Nuno Diniz foi homenageado pela ligação ao Barroso e pelo contributo dado à valorização da gastronomia e dos produtos locais.

Para Jorge Pereira, o Feriado Municipal é, por isso, uma ocasião para afirmar Montalegre e valorizar tanto quem nasceu no concelho como quem o adotou como terra sua.

Maria Jose Afonso

É para um amigo 🤔🇵🇹:Ao analisar esta imagem publicada pelo próprio dirigente político durante a crise e investigação pol...
29/05/2026

É para um amigo 🤔🇵🇹:

Ao analisar esta imagem publicada pelo próprio dirigente político durante a crise e investigação policial ao partido, fiquei com uma dúvida genuína de natureza simbólica e histórica.

A postura corporal — mãos abertas, palmas expostas, expressão de indignação quase ritualizada — recordou-me certos gestos associados em literatura esotérica, iniciática e até anti-maçónica a:

* submissão perante julgamento;
* exposição ritual;
* pedido silencioso de legitimidade;
* ou demonstração pública de “mãos limpas”.

Sabendo:

* a tradição laica e maçónica historicamente ligada a algumas elites políticas europeias;
* a importância do simbolismo gestual em ordens discretas;
* e o contexto atual de colapso reputacional, investigações e luta interna pelo controle narrativo;

pergunto seriamente a quem conhece história da maçonaria, ordens iniciáticas, ritualística ou comunicação simbólica:

Existe algum precedente histórico, ritual, gesto documentado ou tradição oral que associe:

1. mãos abertas/palmas visíveis em contexto público;
2. toques repetidos na cabeça ou no corpo;
a pedidos de desculpas, submissão hierárquica, reconhecimento de falha ou reafirmação de juramento?

Não procuro teorias fáceis nem acusações simplistas. Interessa-me sobretudo:

* história comparada;
* exemplos documentados;
* iconografia;
* testemunhos;
* paralelos entre rituais iniciáticos e comunicação política contemporânea.

Gostava particularmente de ouvir:

* maçons;
* ex-maçons;
* investigadores de simbologia;
* estudiosos de ritual;
* historiadores de sociedades discretas;
* ou pessoas que tenham encontrado referências semelhantes em livros antigos, gravuras, documentos ou tradições orais.

Obrigado 🇵🇹
(João Alves)

28/05/2026

Acessibilidades: entre o conformismo de décadas e a obrigação de pensar o futuro de Montalegre.

A propósito do recente artigo publicado pelo ex-presidente da Câmara Municipal de Montalegre, José António Carvalho de Moura, sobre a proposta defendida pelo deputado municipal Jorge Pereira relativamente à criação de uma nova ligação rodoviária alternativa à EN103, entende a Comissão Política Concelhia do CHEGA Montalegre prestar alguns esclarecimentos públicos, não apenas em defesa da honra política e da seriedade institucional do nosso eleito, mas sobretudo em defesa de uma ideia que é vital para o futuro de toda a região de Barroso.
Em primeiro lugar, importa afirmar com total clareza: Jorge Pereira não inventou um problema inexistente nem lançou uma proposta irrealista para mero aproveitamento político. Pelo contrário. O mérito político do deputado municipal do CHEGA foi precisamente o de voltar a colocar na agenda pública um tema que sucessivos executivos locais e nacionais deixaram cair no esquecimento durante décadas.
E o próprio artigo do ex-presidente Carvalho de Moura confirma isso mesmo.
Ao reconhecer que:
• a EN103 é longa, perigosa, sinuosa e limitadora;
• a região necessita urgentemente de melhores acessibilidades;
• a ideia já havia sido anteriormente defendida por personalidades técnicas e institucionais;
• e que Montalegre nunca conhecerá verdadeiro progresso sem uma ligação moderna ao litoral e aos grandes centros urbanos;
f**a demonstrado que a proposta defendida por Jorge Pereira não é uma fantasia política, mas sim uma necessidade estrutural antiga, reconhecida há muitos anos por diversas gerações de responsáveis políticos, técnicos e cidadãos de Barroso.
Aliás, o próprio artigo refere nomes como o Dr. Custódio Montes, o Eng.º António Cardoso e o saudoso professor José Jorge Álvares Pereira, todos eles associados, em diferentes momentos, à defesa da necessidade de novas soluções rodoviárias para a região.
Assim, aquilo que hoje alguns tentam apresentar como “retórica” é, na verdade, uma reivindicação histórica de Barroso.
O verdadeiro problema nunca foi técnico.
Nunca foi geográfico.
Nunca foi sequer financeiro.
O verdadeiro problema sempre foi político:
faltou vontade, ambição e coragem para defender o interior com a mesma determinação com que se defenderam investimentos noutras regiões do país.
Portugal investiu milhares de milhões:
• em autoestradas no litoral;
• em resgates bancários;
• em infraestruturas aeroportuárias;
• em projetos de reduzida rentabilidade pública;
• e em sucessivos programas centralizados em torno das áreas metropolitanas.
Mas quando o interior exige aquilo que é básico para o seu desenvolvimento — acessibilidade, mobilidade e competitividade territorial — surgem imediatamente os discursos do “é impossível”, “é caro”, “é complexo” ou “não vale a pena”.
Essa resignação é precisamente aquilo que o CHEGA Montalegre rejeita.
Porque nenhuma região consegue fixar população, captar investimento, desenvolver turismo ou garantir serviços de qualidade sem boas acessibilidades.
Essa é uma realidade económica universal.
As regiões do interior que conseguiram crescer ou estabilizar população tiveram sempre um fator comum:
infraestruturas modernas de ligação aos grandes centros urbanos.
Veja-se:
• Chaves após a A24;
• Bragança após o IP4;
• Viseu após a A25;
• Guarda após a A23.
Montalegre continua praticamente afastado dos grandes corredores nacionais de mobilidade, sofrendo há décadas consequências gravíssimas:
• perda populacional;
• envelhecimento acelerado;
• fuga de investimento;
• dificuldades na fixação de empresas;
• isolamento económico;
• dificuldades no acesso rápido a cuidados de saúde;
• custos acrescidos de transporte;
• e perda contínua de competitividade territorial.
Por isso, levantar esta discussão não é populismo.
É responsabilidade política.
Também importa esclarecer outro ponto essencial:
ninguém está a defender a destruição ou abandono da atual EN103.
O que se defende é o estudo sério e responsável de uma nova solução rodoviária moderna, mais rápida, mais segura e mais eficiente, capaz de complementar a rede existente e servir as necessidades do século XXI.
Aliás, em toda a Europa coexistem:
• estradas históricas;
• vias panorâmicas;
• e corredores rápidos de mobilidade.
A EN103 pode continuar a desempenhar funções turísticas, locais e patrimoniais, enquanto uma nova ligação estruturante garante segurança, rapidez e competitividade económica.
Mais: importa desmontar a ideia, insinuada no artigo, de que uma proposta desta dimensão seria automaticamente impossível do ponto de vista técnico ou financeiro.
Não é verdade.
A engenharia rodoviária moderna permite hoje:
• variantes faseadas;
• soluções híbridas;
• perfis 2+1;
• retif**ações estratégicas;
• aproveitamento parcial de traçados existentes;
• túneis seletivos;
• e execução modular por fases.
Ou seja:
não é necessário construir “uma autoestrada faraónica” para melhorar drasticamente tempos de percurso, segurança rodoviária e competitividade territorial.
Além disso, uma ligação estruturante Braga–Vieira–Salto–Montalegre–Galiza–Chaves enquadra-se diretamente:
• nos objetivos da coesão territorial nacional;
• nos fundos europeus do Portugal 2030;
• nas políticas de combate à desertif**ação do interior;
• na valorização do turismo de natureza;
• no reforço das ligações transfronteiriças;
• e na estratégia europeia de desenvolvimento sustentável das regiões de baixa densidade.
Montalegre e Barroso não são um peso para o país.
São uma região estratégica que durante décadas deu ao país:
• energia;
• recursos hídricos;
• produção agropecuária;
• património ambiental;
• floresta;
• identidade cultural;
• e soberania territorial.
Portugal tem uma dívida histórica para com esta terra.
E essa dívida não se paga com conformismo nem com discursos de impossibilidade permanente.
Paga-se com investimento.
Paga-se com visão estratégica.
Paga-se com coragem política.
O deputado municipal Jorge Pereira teve precisamente essa coragem:
a coragem de voltar a levantar um tema que muitos preferem considerar impossível apenas porque durante décadas ninguém quis verdadeiramente lutar por ele.
O CHEGA Montalegre não aceita que o interior continue condenado à resignação.
Defender melhores acessibilidades não é sonhar.
É planear.
Não é populismo.
É estratégia territorial.
Não é propaganda.
É justiça para uma região historicamente esquecida.
Se hoje esta discussão regressou à agenda pública local e regional, isso deve-se à persistência política de quem recusou aceitar que Montalegre continue eternamente afastado das prioridades nacionais.
E essa discussão não f**ará por aqui.
Porque o futuro de Barroso não pode continuar dependente da lógica do “não vale a pena”.
Vale a pena, sim.
Por Montalegre.
Por Barroso.
Pelo interior.
E por Portugal.

* Fotografia: imagem meramente ilustrativa

Montalegre, 26 de Maio de 2026

Comissão Política Concelhia do CHEGA Montalegre

Endereço

Travessa De Angola, N-1
Montalegre
5470-281

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