09/08/2026
As Nossas Memórias
Libânia do Carmo Galvão Mexia de Moura Telles e Albuquerque (1843-1899) nasceu no seio de uma família nobre, mas pelo triste facto de ter ficado órfão aos 14 anos, foi acolhida no Asilo Real da Ajuda passando pouco tempo depois a viver no palácio dos Marqueses de Valada. Contudo, muito cedo sentiu uma forte vocação para ajudar os necessitados, o que a levou a dedicar a sua vida a esta causa.
Em 1869, ingressou junto das Irmãs Capuchinhas de Nossa Senhora da Conceição, recebendo o nome de Irmã Maria Clara do Menino Jesus. Em 1870 viaja para Calais, França, para realizar o seu noviciado.
Ao regressar a Portugal em 1871, fundou, junto com o Padre Raimundo dos Anjos Beirão, a Congregação das Irmãs Franciscanas Hospitaleiras da Imaculada Conceição (CONFHIC), aprovada oficialmente pela Santa Sé em 1876.
A Congregação que inicialmente tinha a sua sede em Lisboa, foi transferida em 1989 para Linda-a-Pastora, ocupando um espaço na antiga quinta de Cesário Verde. Foi sob a liderança de Madre Maria Clara que a Congregação se desenvolveu, tendo sido fundadas mais de 140 obras sociais, como asilos, escolas e cozinhas económicas.
A 21 de maio de 2011, Madre Maria Clara é beatificada, passando a ser conhecida como a 'irmã dos pobres'.
O Município de Oeiras também homenageou esta figura extraordinária, com a edificação de uma escultura na encosta de Linda-a-Pastora, em 1999, como forma de reconhecimento e admiração ao trabalho desenvolvido por ela e pela Congregação que ajudou a fundar. A escultura foi projetada pelo Arq. Luís Serpa e executada pelo Escultor José Núncio.
📷 Conjunto escultórico: Madre Maria Clara do Menino Jesus com duas crianças. Data: c. 2000.
Serviço de Arquivo Municipal, Coleção Atividades do Município/01, n. º 007144.[PT/MOER/MO/NF/004/01/007144]
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Fonte: Município de Oeiras