11/05/2026
Deputada do PSD Helga Correia defende “medidas concretas” do Governo para combater internamentos sociais
A deputada do PSD Helga Correia acusou no Parlamento o Partido Socialista de apresentar medidas avulsas para responder ao problema dos chamados internamentos sociais nos hospitais, defendendo que o Governo está a tomar “medidas concretas” e a dar respostas imediatas, incluindo a definição da fórmula de financiamento.
“O país está a envelhecer e, por isso, temos de direcionar as políticas públicas tendo em consideração o envelhecimento da população. E aí o Governo tem atuado muito bem” – vincou Helga Correia, durante a audição da ministra da Saúde, no âmbito da apreciação, na especialidade, de projeto de lei do PS que cria o programa “Voltar a Casa”, destinado a pessoas com alta clínica a aguardar vaga em respostas sociais.
A parlamentar social-democrata considerou o projeto socialista assente em “iniciativas avulsas”, em contraste com medidas governativas que classificou como “concretas” e orientadas para um problema “que já vem de trás”, exigindo “respostas no terreno e não esperar por um Orçamento do Estado que vem muito além”.
Para a deputada aveirense, a iniciativa do PS é “redundante em relação ao que o Governo tem feito”, acusando os socialistas de não avaliarem o impacto financeiro. Helga Correia sublinhou ainda que o projeto aponta para o Orçamento do Estado de 2027, quando “o PS tem vindo a dizer que se trata de uma resposta no imediato, o que é mentira”.
Na audição de Ana Paula Martins, Helga Correia destacou medidas já implementadas pelo Governo, como a portaria das unidades intermédias, o alargamento do projeto-piloto das ECCI a 31 das 39 unidades locais de saúde, o projeto SAD+ Saúde, o alargamento do estatuto do cuidador informal aos não familiares, o aumento do respetivo subsídio e a bolsa de descanso ao cuidador.
“Este Governo foi o que se sentou com as instituições do setor social, levantou o custo das respostas sociais, definiu uma fórmula de financiamento e promoveu um aumento de 2,5% na resposta mais deficitária — as unidades de longa duração” – concluiu.