22/07/2026
No passado dia 13 de julho, a moção setorial "Do direito proclamado ao direito garantido: por uma política cultural de proximidade e de coesão", que tem como 1.ª subscritora a camarada Carolina Ribeiro, foi aprovada por unanimidade.
Numa semana em que voltámos a discutir o acesso à cultura – depois de conhecidos os dados que mostram que mais de 70% das pessoas que visitam gratuitamente museus e monumentos o fazem apenas uma vez – torna-se evidente que o desafio vai muito além do preço do bilhete.
A gratuitidade é importante, mas, por si só, não garante o direito à cultura. Esse direito constrói-se com políticas de proximidade, mediação cultural, programação regular e oportunidades para que cada pessoa se reconheça na vida cultural da sua comunidade.
Falar de cultura é falar de pertença. É falar da possibilidade de cada pessoa participar, criar e sentir que o património, o teatro, o museu ou a associação da sua terra também lhe pertencem.
É isso que entendemos por democracia cultural: não apenas garantir que a porta está aberta, mas garantir que todos têm condições para entrar, regressar e fazer parte.
Foi essa convicção que deu origem a esta moção.
📖 Podes ler a moção na íntegra através do link na bio.