15/03/2013
No debate em plenário no Parlamento Europeu, Ana Gomes condenou as ameaças de ataque preventivo nuclear por parte do regime norte-coreano e salientou o papel fundamental que a China exerce sobre o vizinho. "Sem deixar de promover e aplicar as sanções internacionalmente decretadas contra Pionguiangue, a União Europeia deve manter e, se possível, intensificar o diálogo retomando as conversaçōes ditas "de 6 Partes" com o regime norte-coreano, alargando contactos ao que possa existir de sociedade civil na Coreia do Norte. Mas é sobre a China em especial que a nossa pressão tem de se exercer", defendeu a deputada. A parlamentar europeia dirigiu-se também à Alta Representante Catherine Ashton no debate sobre a situação no Mali, para onde a União Europeia enviará uma Missão de Treino militar no contexto da Política Comum de Segurança e Defesa. Ana Gomes sublinhou a necessidade de fazer acompanhar o esforço militar pela estabilização do país através de um processo político inclusivo e alargado, nomeadamente ao povo Tuaregue, com vista a formação de um consenso nacional pela reconciliação e um futuro democrático no Mali. No debate sobre a situação humanitária na Síria, onde a guerra civil completa agora dois anos, a socialista portuguesa, que é também Coordenadora do grupo socialista no PE para os assuntos externos, explicou que a UE tem de fazer mais pela procura de uma solução política de saída do conflito, além de instar Lady Ashton a empenhar-se na remissão dos casos de violação de direitos humanos e direito humanitário por parte das forças sírias de Bashar Al Assad e pelas forças rebeldes para o Tribunal Penal Internacional. No que respeita à situação no Egito, Ana Gomes alertou a UE para aplicar uma política de condicionalidade à assistência financeira ao Egito, país que se encontra em turbulento processo de transição democrática. "Temos que ser claros, dizendo que não toleramos as violações de direitos humanos, contra as mulheres em particular, e os sectarismos que, de facto, comprometem o processo revolucionário no Egito", afirmou a eurodeputada socialista.