Arquivo Municipal de Pombal

Arquivo Municipal de Pombal O Arquivo Municipal de Pombal, faz a gestão do património arquivístico do Município.

O Arquivo Municipal de Pombal foi criado por deliberação camarária de 9 de Dezembro de 2002, no âmbito do Programa de Apoio à Rede Nacional de Arquivos Municipais (PARAM), do Instituto dos Arquivos Nacionais/Torre do Tombo, tendo sido comparticipado financeiramente para a sua instalação, em edifício construído de raiz. A primeira pedra foi lançada no dia 11 de Novembro de 2004, sendo inaugurado no

dia 29 de Julho de 2006. Constituído fundamentalmente pela massa documental produzida e recebida pelos diversos serviços municipais no decorrer das suas funções, desde o século XVIII, até aos nossos dias, para preservar a memória dos atos da administração para efeitos de testemunho, prova ou informação, como garantia dos direitos dos cidadãos. Muitos são os registos nas mais diversas formas: livros, pergaminhos, cartazes, fotografias, postais, entre outros, de extrema relevância para o estudo da história do nosso Concelho. O Arquivo cuja área total é de cerca de 1.077 m2, é composto por: receção; sala de leitura com capacidade para 8 lugares para consulta gratuita, sendo um espaço equipado com o sistema de "wireless", permitindo o acesso à internet, a partir dos computadores de uso pessoal, onde se encontra uma pequena biblioteca de apoio à investigação de livre acesso, e onde se podem consultar os instrumentos de descrição documental (IDD’S), inventários e catálogos; 3 gabinetes técnicos; sala de reuniões; 2 depósitos com capacidade para cerca de 3.400ml de documentação.

09/06/2026

𝐃𝐢𝐚 𝐈𝐧𝐭𝐞𝐫𝐧𝐚𝐜𝐢𝐨𝐧𝐚𝐥 𝐝𝐨𝐬 𝐀𝐫𝐪𝐮𝐢𝐯𝐨𝐬 | 𝐁𝐚𝐥𝐜𝐚̃𝐨 𝐄𝐥𝐞𝐭𝐫𝐨́𝐧𝐢𝐜𝐨 𝐝𝐨 𝐀𝐫𝐪𝐮𝐢𝐯𝐨 𝐌𝐮𝐧𝐢𝐜𝐢𝐩𝐚𝐥 𝐝𝐞 𝐏𝐨𝐦𝐛𝐚𝐥

🔶Assinala-se hoje o Dia Internacional dos Arquivos, celebrado em 2026 sob o tema “𝐀𝐫𝐪𝐮𝐢𝐯𝐨𝐬 𝐩𝐚𝐫𝐚 𝐚 𝐉𝐮𝐬𝐭𝐢𝐜̧𝐚: 𝐃𝐢𝐫𝐞𝐢𝐭𝐨𝐬, 𝐌𝐞𝐦𝐨́𝐫𝐢𝐚 𝐞 𝐅𝐮𝐭𝐮𝐫𝐨𝐬”, uma reflexão que sublinha a importância dos arquivos enquanto pilares da cidadania, da transparência e da preservação da memória coletiva.

🔶Mais do que depositários de documentos, os arquivos constituem espaços de conhecimento e de garantia de direitos, preservando evidências, testemunhos e informações essenciais para compreender o passado, apoiar o presente e construir o futuro.

🔶Associando-se a esta celebração, o Arquivo Municipal de Pombal reforça o seu compromisso com a proximidade aos cidadãos e com a democratização do acesso à informação, através da divulgação do seu 𝐁𝐚𝐥𝐜𝐚̃𝐨 𝐄𝐥𝐞𝐭𝐫𝐨́𝐧𝐢𝐜𝐨, uma plataforma que permite solicitar serviços e aceder a recursos de forma simples, rápida e segura.

Convidamo-lo a descobrir o Arquivo Municipal de Pombal e a efetuar o seu registo no Balcão Eletrónico:
🔎https://arquivomunicipal.cm-pombal.pt/

🔶Porque preservar a memória é também promover o conhecimento, garantir direitos e fortalecer a cidadania.

𝐀𝐫𝐪𝐮𝐢𝐯𝐨 𝐌𝐮𝐧𝐢𝐜𝐢𝐩𝐚𝐥 𝐝𝐞 𝐏𝐨𝐦𝐛𝐚𝐥 - 𝐔𝐦 𝐩𝐨𝐫𝐭𝐚𝐥 𝐩𝐚𝐫𝐚 𝐚 𝐦𝐞𝐦𝐨́𝐫𝐢𝐚, 𝐨 𝐜𝐨𝐧𝐡𝐞𝐜𝐢𝐦𝐞𝐧𝐭𝐨 𝐞 𝐚 𝐜𝐢𝐝𝐚𝐝𝐚𝐧𝐢𝐚.

Edição | Miguel Duarte - GPC
Captura de imagem | Carmen Gameiro

📜 1 de junho de 1512 — O Foral Manuelino de PombalApós a sua visita a Pombal, em 1509, D. Manuel I, o Venturoso, terá re...
01/06/2026

📜 1 de junho de 1512 — O Foral Manuelino de Pombal

Após a sua visita a Pombal, em 1509, D. Manuel I, o Venturoso, terá reconhecido a importância estratégica e económica desta vila da Ordem de Cristo, integrada então no Bispado de Coimbra. Dessa passagem resultaram importantes beneficiações em alguns dos seus mais emblemáticos monumentos: a Torre do Relógio, o Castelo e a Igreja de Santa Maria do Castelo.

Três anos mais tarde, a 1 de junho de 1512, o monarca concede à vila um novo foral, integrando Pombal no vasto programa reformador que procurava uniformizar e modernizar a administração do reino. O Foral Manuelino estabelecia regras e direitos, sobretudo em matéria fiscal e tributária, reforçando a organização jurídica e administrativa das comunidades locais.

Enquanto comendatária de Pombal, a Ordem de Cristo viu igualmente reafirmados neste diploma os seus direitos senhoriais, testemunhando a relevância da instituição na vida política, económica e social da vila.

Mais de cinco séculos depois, o Foral Manuelino permanece como um marco fundamental da história pombalense e da construção do poder local em Portugal.

Código de Referência: PT/CMPBL-AMPBL/AAL/CPBL/A/01/02

🎙𝐂𝐨𝐧𝐟𝐞𝐫𝐞̂𝐧𝐜𝐢𝐚 𝐝𝐞 𝐥𝐚𝐧𝐜̧𝐚𝐦𝐞𝐧𝐭𝐨 𝐝𝐚 𝐞𝐱𝐩𝐨𝐬𝐢𝐜̧𝐚̃𝐨 𝐢𝐭𝐢𝐧𝐞𝐫𝐚𝐧𝐭𝐞 - "𝐀 𝐃𝐈𝐀́𝐒𝐏𝐎𝐑𝐀 𝐓𝐑𝐀𝐍𝐒𝐀𝐓𝐋𝐀̂𝐍𝐓𝐈𝐂𝐀 𝐃𝐀 𝐑𝐄𝐆𝐈𝐀̃𝐎 𝐃𝐄 𝐋𝐄𝐈𝐑𝐈𝐀"Aqui deixamos...
20/05/2026

🎙𝐂𝐨𝐧𝐟𝐞𝐫𝐞̂𝐧𝐜𝐢𝐚 𝐝𝐞 𝐥𝐚𝐧𝐜̧𝐚𝐦𝐞𝐧𝐭𝐨 𝐝𝐚 𝐞𝐱𝐩𝐨𝐬𝐢𝐜̧𝐚̃𝐨 𝐢𝐭𝐢𝐧𝐞𝐫𝐚𝐧𝐭𝐞 - "𝐀 𝐃𝐈𝐀́𝐒𝐏𝐎𝐑𝐀 𝐓𝐑𝐀𝐍𝐒𝐀𝐓𝐋𝐀̂𝐍𝐓𝐈𝐂𝐀 𝐃𝐀 𝐑𝐄𝐆𝐈𝐀̃𝐎 𝐃𝐄 𝐋𝐄𝐈𝐑𝐈𝐀"

Aqui deixamos alguns registos fotográficos da sessão de ontem, realizada no Teatro-Cine de Pombal, no âmbito da inauguração da exposição “A Diáspora Transatlântica na Região de Leiria”, numa iniciativa promovida pela Comunidade Intermunicipal de Leiria e pela Rede de Arquivos da Região de Leiria.

A sessão de abertura contou com a intervenção de Pedro Pimpão, Presidente da Câmara Municipal de Pombal e Vice-Presidente da CIMRL, seguindo-se a conferência proferida pelo Professor Doutor Jorge Arroteia, cuja intervenção, marcada pela profundidade do conhecimento, pela clareza da análise e pela excelência da reflexão apresentada, proporcionou um momento verdadeiramente enriquecedor para todos os presentes.

Um momento de partilha, reflexão e valorização da memória histórica e migratória da nossa região.

📌A exposição poderá ser visitada até ao dia 31 de maio, na Galeria do Teatro-Cine de Pombal, transitando posteriormente para o Arquivo Municipal de Pombal, onde estará patente de 1 a 15 de junho.

📸Anselmo Câmara | GAP

⚠️ A Conferência inaugural da exposição “A diáspora transatlântica da região de Leiria” está quase a começar!
19/05/2026

⚠️ A Conferência inaugural da exposição “A diáspora transatlântica da região de Leiria” está quase a começar!

📜𝐌𝐄𝐌𝐎́𝐑𝐈𝐀 𝐃𝐎 𝐌𝐄̂𝐒Maio é, em Pombal, o mês dedicado ao Marquês. Trazemos, a esse propósito, um processo de 𝐀𝐮𝐭𝐨𝐬 𝐝𝐞 𝐂𝐨𝐧𝐭𝐚...
11/05/2026

📜𝐌𝐄𝐌𝐎́𝐑𝐈𝐀 𝐃𝐎 𝐌𝐄̂𝐒

Maio é, em Pombal, o mês dedicado ao Marquês. Trazemos, a esse propósito, um processo de 𝐀𝐮𝐭𝐨𝐬 𝐝𝐞 𝐂𝐨𝐧𝐭𝐚 da 𝐂𝐚𝐩𝐞𝐥𝐚 𝐝𝐞 𝐍𝐨𝐬𝐬𝐚 𝐒𝐞𝐧𝐡𝐨𝐫𝐚 𝐝𝐨 𝐃𝐞𝐬𝐭𝐞𝐫𝐫𝐨, 𝐝𝐚 𝐪𝐮𝐢𝐧𝐭𝐚 𝐝𝐞 𝐒𝐚𝐧𝐭𝐨𝐫𝐮𝐦, cuja administração pertenceu aos herdeiros de 𝐒𝐞𝐛𝐚𝐬𝐭𝐢𝐚̃𝐨 𝐉𝐨𝐬𝐞́ 𝐝𝐞 𝐂𝐚𝐫𝐯𝐚𝐥𝐡𝐨 𝐞 𝐌𝐞𝐥𝐨, visto integrar-se nos bens do morgado de Pombal.

A capela fora instituída por André Mascarenhas Coelho, Fidalgo da Casa Real e procurador em Cortes durante os reinados de D. João IV e D. Afonso VI, e sua esposa, D. Maria de Oliveira, em 1670. Entre os encargos pios fundacionais contavam-se duas missas semanais, celebradas na igreja de S. Martinho de Pombal e nesta capela.

Este processo de autos de conta enquadra-se no controlo exercido pela Administração do Concelho sobre o cumprimento de encargos pios, já no quadro da ordem político-social liberal. Iniciando-se em 1858, dizem respeito ao incumprimento dos encargos que, com o passar dos séculos, haviam aumentado das duas missas semanais, celebradas às sextas e sábados, para celebrações também aos domingos e dias santos, registado entre 1840 e 1862, durante a administração de Manuel José de Carvalho Melo e Daun de Albuquerque Sousa e Lorena, 5º Marquês de Pombal.

Na sequência da citação formal, redige-se um 'instrumento de confissão de dívida, liquidação, amigável composição e obrigação', celebrado entre o marquês e a administração do Hospital de S. José, em Lisboa, que, desde longa data, administrava as capelas vagas, datado de 17 de maio de 1864. As partes concordam no pagamento faseado dos encargos devidos, avaliados em 459.920 réis, cabendo cerca de dois terços ao Hospital de S. José e Misericórdia de Lisboa e o remanescente à Misericórdia de Pombal.

As capelas e morgados haviam, entretanto, sido extintos pela lei de 19 de maio de 1863, depois de compilados no 'registo vincular', extinguindo-se os encargos e obrigações que, ao longo dos séculos, lhes tinham estado associados.

🔎 Consulte o documento na integra:
https://arquivomunicipal.cm-pombal.pt/descriptions/136954

🎙️𝐂𝐨𝐧𝐟𝐞𝐫𝐞̂𝐧𝐜𝐢𝐚 𝐝𝐞 𝐥𝐚𝐧𝐜̧𝐚𝐦𝐞𝐧𝐭𝐨 𝐝𝐚 𝐞𝐱𝐩𝐨𝐬𝐢𝐜̧𝐚̃𝐨 𝐢𝐭𝐢𝐧𝐞𝐫𝐚𝐧𝐭𝐞 - '𝐀 𝐃𝐈𝐀́𝐒𝐏𝐎𝐑𝐀 𝐓𝐑𝐀𝐍𝐒𝐀𝐓𝐋𝐀̂𝐍𝐓𝐈𝐂𝐀 𝐃𝐀 𝐑𝐄𝐆𝐈𝐀̃𝐎 𝐃𝐄 𝐋𝐄𝐈𝐑𝐈𝐀'.Promovida p...
08/05/2026

🎙️𝐂𝐨𝐧𝐟𝐞𝐫𝐞̂𝐧𝐜𝐢𝐚 𝐝𝐞 𝐥𝐚𝐧𝐜̧𝐚𝐦𝐞𝐧𝐭𝐨 𝐝𝐚 𝐞𝐱𝐩𝐨𝐬𝐢𝐜̧𝐚̃𝐨 𝐢𝐭𝐢𝐧𝐞𝐫𝐚𝐧𝐭𝐞 - '𝐀 𝐃𝐈𝐀́𝐒𝐏𝐎𝐑𝐀 𝐓𝐑𝐀𝐍𝐒𝐀𝐓𝐋𝐀̂𝐍𝐓𝐈𝐂𝐀 𝐃𝐀 𝐑𝐄𝐆𝐈𝐀̃𝐎 𝐃𝐄 𝐋𝐄𝐈𝐑𝐈𝐀'.

Promovida pela Rede de Arquivos da Região de Leiria e pela Comunidade Intermunicipal da Região de Leiria, esta iniciativa integra o projeto desenvolvido no âmbito de uma candidatura ao programa Iberarquivos 2024, centrada na preservação documental da emigração portuguesa e intitulada "𝑀𝑒𝑚𝑜́𝑟𝑖𝑎 𝐹𝑢𝑡𝑢𝑟𝑎 𝑛𝑎 𝐶𝑜𝑚𝑢𝑛𝑖𝑑𝑎𝑑𝑒: 𝑐𝑜𝑛𝑠𝑒𝑟𝑣𝑎𝑐̧𝑎̃𝑜 𝑝𝑟𝑒𝑣𝑒𝑛𝑡𝑖𝑣𝑎 𝑑𝑎 𝑑𝑜𝑐𝑢𝑚𝑒𝑛𝑡𝑎𝑐̧𝑎̃𝑜 𝑑𝑎 𝑗𝑢𝑛𝑡𝑎 𝑑𝑒 𝐸𝑚𝑖𝑔𝑟𝑎𝑐̧𝑎̃𝑜 𝑠𝑜𝑏𝑟𝑒 𝑎𝑠 𝑢́𝑙𝑡𝑖𝑚𝑎𝑠 𝑣𝑎𝑔𝑎𝑠 𝑝𝑎𝑟𝑎 𝐴𝑟𝑔𝑒𝑛𝑡𝑖𝑛𝑎, 𝑉𝑒𝑛𝑒𝑧𝑢𝑒𝑙𝑎, 𝐵𝑟𝑎𝑠𝑖𝑙 𝑒 𝑜𝑢𝑡𝑟𝑜𝑠, 𝑛𝑎 𝑅𝑒𝑑𝑒 𝑑𝑒 𝐴𝑟𝑞𝑢𝑖𝑣𝑜𝑠 𝑑𝑎 𝑅𝑒𝑔𝑖𝑎̃𝑜 𝑑𝑒 𝐿𝑒𝑖𝑟𝑖𝑎 (𝑅𝐴𝑅𝐿)".

Uma viagem pela 𝐦𝐞𝐦𝐨́𝐫𝐢𝐚 𝐝𝐚 𝐞𝐦𝐢𝐠𝐫𝐚𝐜̧𝐚̃𝐨 𝐩𝐨𝐫𝐭𝐮𝐠𝐮𝐞𝐬𝐚 𝐞𝐧𝐭𝐫𝐞 𝟏𝟗𝟒𝟕 𝐞 𝟏𝟗𝟕𝟎, através de fotografias, passaportes, cartas, processos da Junta de Emigração e outros documentos que testemunham histórias de partida, esperança e construção de novas vidas além-atlântico.

A sessão inaugural contará com a abertura pelo Vice-Presidente da CIM Região de Leiria e Presidente da Câmara Municipal de Pombal, 𝐃𝐫. 𝐏𝐞𝐝𝐫𝐨 𝐏𝐢𝐦𝐩𝐚̃𝐨 e com uma conferência proferida pelo 𝐏𝐫𝐨𝐟𝐞𝐬𝐬𝐨𝐫 𝐃𝐨𝐮𝐭𝐨𝐫 𝐉𝐨𝐫𝐠𝐞 𝐀𝐫𝐫𝐨𝐭𝐞𝐢𝐚, reconhecido investigador da temática migratória.

📍Teatro Cine de Pombal
🗓️19 de maio | 15h00
https://cultura.cm-pombal.pt/event/a-diaspora-transatlantica-da-regiao-de-leiria-conferencia/

01/05/2026
17/04/2026
📜𝐌𝐄𝐌𝐎́𝐑𝐈𝐀 𝐃𝐎 𝐌𝐄̂𝐒Neste mês de abril, a propósito do Dia Internacional dos Monumentos e Sítios, comemorado no dia 18, faz...
14/04/2026

📜𝐌𝐄𝐌𝐎́𝐑𝐈𝐀 𝐃𝐎 𝐌𝐄̂𝐒

Neste mês de abril, a propósito do Dia Internacional dos Monumentos e Sítios, comemorado no dia 18, fazemos memória da 𝐄𝐫𝐦𝐢𝐝𝐚 𝐝𝐞 𝐍. 𝐒𝐫.ª 𝐝𝐚 𝐆𝐮𝐢𝐚, classificada como Imóvel de Interesse Público (Dec. nº 95/78), e localizada na vila de que herdou o nome.

Fr. Agostinho de Santa Maria, no “Santuário Mariano”, publicado em 1712, fornece preciosas informações sobre o culto da Senhora da Guia neste lugar, anteriormente designado Casal dos Franceses e então pertencente à paróquia de Mata Mourisca e concelho do Louriçal.
Em 1620, os moradores decidiram construir uma ermida para, dada a distância a que se situava a Igreja Matriz, nela receberem os sacramentos. A imagem da Virgem, foi esculpida por Francisco Henriques, morador na Redinha, sob encomenda de António Fernandes Malho.

O grande incremento do culto deveu-se aos alegados milagres ocorridos a partir de 1675. Em maio desse ano, perante a admiração geral, a imagem da Virgem terá começado a transpirar. Esse fenómeno repetiu-se uma centena de vezes, nos anos seguintes. O número de devotos aumentou, bem como a fama dos milagres. O citado autor elenca alguns desses prodígios identificando, inclusivamente, vários dos miraculados, oriundos do Louriçal, Pombal ou Porto de Mós.

Para o enobrecimento artístico da ermida contribuiu a devoção da nobreza do Louriçal. Destacaram-se D. Fernando de Meneses, conde da Ericeira, e António de Almeida Castelo Branco que, além da construção da atual ermida, foram responsáveis pela instituição de uma Confraria destinada à promoção do culto.
No património edificado destaca-se o amplo alpendre que rodeia a capela, marca das peregrinações realizadas. No interior, evidencia-se o retábulo setecentista de “estilo nacional” e os elementos da campanha pictórica e decorativa do séc. XIX. De referir ainda a primitiva imagem da Senhora da Guia.

Imagem: Fachada principal da ermida de N. Sr.ª da Guia, em 1967, antes da destruição da torre sineira, publicada em RODRIGUES, Cidália – Guia: uma história, uma identidade. Guia: Folheto, 2006, p. 37.

📜𝐌𝐄𝐌𝐎́𝐑𝐈𝐀 𝐃𝐎 𝐌𝐄̂𝐒𝟖𝟓 𝐚𝐧𝐨𝐬 𝐝𝐞𝐩𝐨𝐢𝐬 𝐚 𝐡𝐢𝐬𝐭𝐨́𝐫𝐢𝐚 𝐫𝐞𝐜𝐨𝐫𝐝𝐚-𝐧𝐨𝐬 𝐚 𝐟𝐨𝐫𝐜̧𝐚 𝐝𝐚 𝐧𝐚𝐭𝐮𝐫𝐞𝐳𝐚 𝐞 𝐚 𝐢𝐦𝐩𝐨𝐫𝐭𝐚̂𝐧𝐜𝐢𝐚 𝐝𝐚 𝐦𝐞𝐦𝐨́𝐫𝐢𝐚! Memória deriv...
13/02/2026

📜𝐌𝐄𝐌𝐎́𝐑𝐈𝐀 𝐃𝐎 𝐌𝐄̂𝐒

𝟖𝟓 𝐚𝐧𝐨𝐬 𝐝𝐞𝐩𝐨𝐢𝐬 𝐚 𝐡𝐢𝐬𝐭𝐨́𝐫𝐢𝐚 𝐫𝐞𝐜𝐨𝐫𝐝𝐚-𝐧𝐨𝐬 𝐚 𝐟𝐨𝐫𝐜̧𝐚 𝐝𝐚 𝐧𝐚𝐭𝐮𝐫𝐞𝐳𝐚 𝐞 𝐚 𝐢𝐦𝐩𝐨𝐫𝐭𝐚̂𝐧𝐜𝐢𝐚 𝐝𝐚 𝐦𝐞𝐦𝐨́𝐫𝐢𝐚!

Memória deriva da palavra latina homógrafa, oriunda de mĕmor, mĕmōris, que significa “aquele que se lembra”. A memória histórica, essencial para compreendermos o presente e projetarmos o futuro, nem sempre guarda acontecimentos felizes.

Na sequência das terríveis tempestades que atingiram o país, sobretudo a nossa região, 𝐫𝐞𝐜𝐨𝐫𝐝𝐚𝐦𝐨𝐬 𝐨 𝐜𝐢𝐜𝐥𝐨𝐧𝐞 𝐝𝐞 𝟏𝟓 𝐝𝐞 𝐟𝐞𝐯𝐞𝐫𝐞𝐢𝐫𝐨 𝐝𝐞 𝟏𝟗𝟒𝟏, recorrendo às páginas do jornal 𝑶 𝑬𝒄𝒐, publicadas entre fevereiro e março desse ano.

Logo na edição de 1 de fevereiro relatava-se que janeiro fora particularmente chuvoso: “𝐨 𝐫𝐢𝐨 𝐀𝐫𝐮𝐧𝐜𝐚 𝐞 𝐨𝐬 𝐫𝐢𝐛𝐞𝐢𝐫𝐨𝐬 𝐭𝐫𝐚𝐧𝐬𝐛𝐨𝐫𝐝𝐚𝐫𝐚𝐦, 𝐭𝐞𝐧𝐝𝐨-𝐬𝐞 𝐩𝐫𝐨𝐝𝐮𝐳𝐢𝐝𝐨 𝐧𝐞𝐬𝐭𝐚 𝐯𝐢𝐥𝐚 𝐚 𝐦𝐚𝐢𝐨𝐫 𝐜𝐡𝐞𝐢𝐚 𝐝𝐞 𝐪𝐮𝐞 𝐡𝐚́ 𝐦𝐞𝐦𝐨́𝐫𝐢𝐚”. Muros ruíram junto ao campo de jogos e às fábricas Vieira da Cruz e União Resineira; árvores arrancadas, gado e objetos arrastados pela corrente, sementeiras destruídas, num cenário descrito como de “imensidade de prejuízos”.

Foi neste cenário já fragilizado, que o ciclone, uma das mais devastadoras tempestades do século XX em Portugal, originado numa depressão no Atlântico, varreu o país de sudoeste para nordeste, com ventos que atingiram os 130-150 km/h, provocando mais de uma centena de mortos, inúmeros feridos, sobretudo em Lisboa, no Vale do Tejo e na Península de Setúbal, e prejuízos avaliados em cerca de 1.000.000 de contos.

Na edição de 22 de fevereiro, uma semana após a tempestade, O Eco enfatiza os ‘𝐞𝐟𝐞𝐢𝐭𝐨𝐬 𝐭𝐞𝐫𝐫𝐢𝐯𝐞𝐥𝐦𝐞𝐧𝐭𝐞 𝐝𝐞𝐯𝐚𝐬𝐭𝐚𝐝𝐨𝐫𝐞𝐬 𝐞 𝐝𝐞 𝐝𝐮𝐫𝐚𝐬 𝐜𝐨𝐧𝐬𝐞𝐪𝐮𝐞̂𝐧𝐜𝐢𝐚𝐬, 𝐞𝐬𝐩𝐚𝐥𝐡𝐚𝐧𝐝𝐨 𝐩𝐨𝐫 𝐭𝐨𝐝𝐚 𝐚 𝐩𝐚𝐫𝐭𝐞 𝐩𝐚̂𝐧𝐢𝐜𝐨, 𝐦𝐢𝐬𝐞́𝐫𝐢𝐚 𝐞 𝐝𝐞𝐬𝐨𝐥𝐚𝐜̧𝐚̃𝐨’.
Em Pombal não houve vítimas mortais, mas os prejuízos ascenderam a milhares de contos, reclamando-se apoios do Estado e do Município.
Um dos parágrafos então publicados, há 85 anos, poderia ser escrito hoje:
'𝐅𝐨𝐫𝐚𝐦 𝐦𝐮𝐢𝐭𝐚𝐬 𝐚𝐬 𝐜𝐚𝐬𝐚𝐬 𝐝𝐞𝐬𝐭𝐞𝐥𝐡𝐚𝐝𝐚𝐬 𝐞 𝐟𝐨𝐫𝐭𝐞𝐦𝐞𝐧𝐭𝐞 𝐚𝐫𝐫𝐮𝐢𝐧𝐚𝐝𝐚𝐬; 𝐦𝐢𝐥𝐡𝐚𝐫𝐞𝐬 𝐝𝐞 𝐨𝐥𝐢𝐯𝐞𝐢𝐫𝐚𝐬 𝐞 𝐩𝐢𝐧𝐡𝐞𝐢𝐫𝐨𝐬 𝐟𝐨𝐫𝐚𝐦 𝐝𝐞𝐫𝐫𝐮𝐛𝐚𝐝𝐨𝐬, 𝐩𝐞𝐣𝐚𝐧𝐝𝐨 𝐚𝐬 𝐞𝐬𝐭𝐫𝐚𝐝𝐚𝐬 𝐞 𝐪𝐮𝐞𝐛𝐫𝐚𝐧𝐝𝐨 𝐨𝐬 𝐟𝐢𝐨𝐬 𝐭𝐞𝐥𝐞𝐠𝐫𝐚́𝐟𝐢𝐜𝐨𝐬, 𝐭𝐞𝐥𝐞𝐟𝐨́𝐧𝐢𝐜𝐨𝐬 𝐞 𝐝𝐚 𝐢𝐥𝐮𝐦𝐢𝐧𝐚𝐜̧𝐚̃𝐨 𝐩𝐮́𝐛𝐥𝐢𝐜𝐚. A 𝐢𝐧𝐭𝐞𝐫𝐫𝐮𝐩𝐜̧𝐚̃𝐨 𝐝as 𝐜𝐨𝐦𝐮𝐧𝐢𝐜𝐚𝐜̧𝐨̃𝐞𝐬 𝐞𝐬𝐭𝐞𝐧𝐝𝐞𝐮-𝐬𝐞 𝐚 𝐭𝐨𝐝𝐨 𝐨 𝐩𝐚𝐢́𝐬, e 𝐚 𝐟𝐚𝐥𝐭𝐚 𝐝𝐞 𝐞𝐧𝐞𝐫𝐠𝐢𝐚 𝐞𝐥𝐞́𝐜𝐭𝐫𝐢𝐜𝐚 𝐥𝐨𝐜𝐚𝐥, 𝐝𝐮𝐫𝐚𝐧𝐭𝐞 𝐚𝐥𝐠𝐮𝐧𝐬 𝐝𝐢𝐚𝐬'.

𝐅𝐎𝐍𝐓𝐄𝐒: Biblioteca Municipal de Coimbra – Hemeroteca, Jornal O Eco, nº 269 (01-02-1941), nº 272 (22-02-1941) e nº 274 (08-03-1941).
NUNES, Adélia; PINHO, João Pinho; GANHO, Nuno – O "Ciclone" de fevereiro de 1941: análise histórico-geográfica dos seus efeitos no município de Coimbra. Cadernos de Geografia, 30/31 (2011-12) 53-60.

Endereço

Praça Marquês De Pombal
Pombal
3100-449

Horário de Funcionamento

Segunda-feira 09:00 - 12:00
14:00 - 17:00
Terça-feira 09:00 - 12:00
14:00 - 17:00
Quarta-feira 09:00 - 12:00
14:00 - 17:00
Quinta-feira 09:00 - 12:00
14:00 - 17:00
Sexta-feira 09:00 - 12:00
14:00 - 17:00

Telefone

+351236210585

Notificações

Seja o primeiro a receber as novidades e deixe-nos enviar-lhe um email quando Arquivo Municipal de Pombal publica notícias e promoções. O seu endereço de email não será utilizado para qualquer outro propósito, e pode cancelar a subscrição a qualquer momento.

Entre Em Contato Com A Organização

Envie uma mensagem para Arquivo Municipal de Pombal:

Compartilhar