12/09/2025
Candidatura à Assembleia Municipal de Vila do Porto |
A CDU avança, em Santa Maria, para as eleições autárquicas de 2025 com perfeita consciência das dificuldades. Num arquipélago onde poucos votam e, historicamente, depositam a sua confiança em partidos com políticas semelhantes, é extremamente difícil a missão de quem pretende mostrar uma alternativa que possa, no essencial, contribuir para a melhoria da qualidade de vida dos Marienses, através do trabalho e da justa divisão da riqueza criada.
Recusamo-nos a aceitar, de braços cruzados, que o desgaste das políticas do PS ou do PSD levem, apenas, ao crescimento da extrema-direita, do ódio, do populismo, do racismo e da xenofobia. Há alternativa, há sempre alternativa a quem se quer perpetuar no poder ou a quem nos mostra o abismo como passo seguinte.
Candidatamo-nos apenas à Assembleia Municipal (AM), por considerarmos, de forma realista, que é aí que teremos mais hipóteses de contribuir para melhorar a vida dos Marienses.
A AM é o órgão deliberativo onde se decide, regularmente, aquilo que a Câmara Municipal de Vila do Porto depois executará. É hoje em dia um órgão pouco ou nada eficiente, pela simples razão de ser controlado por uma maioria de deputados (PS). Por outras palavras, a oposição tem apenas um papel decorativo.
Depois de 50 anos de políticas inteiramente decididas pelo PS e pelo PSD, tanto a nível nacional como regional, chegámos ao ponto em que somos, dentro da União Europeia, um dos países mais pobres, com a maior crise de habitação e, ao fim de quase quatro décadas de apoios, ainda com salários baixíssimos. Tudo isto é o resultado, comprovado, das escolhas políticas erradas.
A CDU tem, desde a sua fundação, lutado pela melhoria dos salários, pela justiça fiscal, pela via do trabalho como elevador social e por serviços públicos de qualidade, começando na saúde e na educação, como resultado direto da carga fiscal. O problema de Portugal nunca foi a falta de investimento, mas sim as escolhas para esse investimento.
Em Santa Maria não é diferente, e a melhoria de vida de quem cá está pode, de facto, ser influenciada pelas decisões da Assembleia Municipal. O que pedimos, a quem está há 50 anos essencialmente na mesma situação, é que nos deem a oportunidade de, pelo menos por uma vez, tentar fazer diferente.