06/04/2026
Caríssimos, era importante que não houvesse manipulação da percepção de segurança no Algarve, segundo os dados apresentados no RASI 2025:
Na sequência da divulgação dos dados, torna-se evidente a tentativa de construção de uma narrativa artificial de descida da criminalidade no Algarve, completamente desalinhada com a realidade vivida pelas populações.
A utilização de uma descida de 8,5% na criminalidade violenta e de uma variação residual de -0,8% na criminalidade geral como prova de melhoria da segurança não passa de um exercício de maquilhagem estatística, ou seja, na prática, os números demonstram estagnação e, em vários casos, agravamento da situação!!!
Os próprios dados oficiais confirmam aumentos significativos em crimes com impacto direto no dia a dia dos cidadãos, onde mais de metade dos concelhos do Algarve, a criminalidade aumentou, sendo que municípios como Portimão, Albufeira, Loulé e Faro continuam a concentrar níveis elevados de ocorrências.
Perante estes factos, é inaceitável assistir à forma como certos órgãos de comunicação social, nomeadamente o Sul Informação, optam por difundir uma leitura parcial e politicamente conveniente da realidade.
Não pode deixar de ser questionado o facto de estes mesmos órgãos beneficiarem de apoios e financiamento público, direta ou indiretamente, por parte de municípios da região, ao mesmo tempo que promovem narrativas alinhadas com a necessidade de proteger a imagem turística do Algarve.
Esta realidade levanta dúvidas sérias sobre a independência editorial e sobre o papel que deveria caber ao jornalismo, informar com rigor e verdade, e não funcionar como instrumento de suavização da realidade.
O que está em causa é simples, para quem vive no Algarve durante todo o ano sabe que a insegurança aumentou, que os comportamentos de risco são mais visíveis e que a resposta das autoridades não acompanha as necessidades.
Não podem negar esta evidência, ou tentar escondê-la atrás de percentagens convenientes, é falta de respeito pela população.
A segurança não pode ser gerida em função da imagem externa da região nem subordinada a interesses políticos ou económicos, pois exige verdade, ação e responsabilidade.
Era importante que existisse o fim da manipulação discursiva dos dados estatísticos, que sejam transparentes na apresentação da realidade criminal.
Por isso é necessário um reforço imediato dos meios de segurança no Algarve, mas para isso é necessário que a comunicação social seja verdadeira, livre e independente, ao serviço das populações.
O Algarve não precisa de propaganda escondida, precisa de acção e respostas!!!
Segundo o Relatório Anual de Segurança Interna divulgado na semana passada.
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