Centro Monárquico do Porto

Centro Monárquico do Porto Bem-vindo leitor! O Centro Monárquico do Porto saúda-o e agradece a sua visita! Viva a Monarquia, e Viva Portugal!

Somos uma associação monárquica, positiva e progressista, sediada no Porto e criada para defender e promover a monarquia, bem como para promover os valores, princípios e ideário monárquicos, baseados na tolerância, na democracia, na verdade, na honestidade e na justiça. Acreditamos verdadeiramente que, na situação difícil que Portugal atravessa, ter um rei pode ser uma grande mais-valia para Portu

gal e pode, verdadeiramente, contribuir para uma gradual melhoria do estado da Nação. Conscientes de que mudar de regime não é a cura para todos os males nacionais, acreditamos, contudo, que a figura régia pode ter um papel moderador e fiscalizador reforçado e mais isento do que qualquer Presidente eleito, e que tal reforço de isenção e de actuação pode reflectir-se numa maior identificação e numa melhor relação Povo/Chefe de Estado. Somos totalmente autónomos, independentes de toda e qualquer outra organização política, monárquica ou não-monárquica, e não recebemos quaisquer tipo de ajudas ou subsídios. Somos uma força humana voluntária, que sai da mole popular e que dela se constitui, e intervimos, com as nossas ideias e actividades, tanto dentro do movimento monárquico, quanto no grande cenário político nacional. O CMP é também uma associação patriótica, pois está ao serviço da Pátria e da Nação, procurando defender e promover Portugal tanto quando possa, consciente de que a raiz da Nação assenta sob fortes alicerces monárquicos, sobre uma monarquia multissecular que desempenhou um papel essencial na construção, manutenção e defesa da Pátria, até ser derrubada em 1910, por via da força, do sangue e da violência. Acreditamos, por isso, que a instituição Real pode e deve ser o sustentáculo e o garante maior dos interesses supremos dos Portugueses e de Portugal. O CMP também defende a Democracia e as suas conquistas, bem como a Independência e Soberania nacionais. Desde cedo que a Monarquia se assumiu como defensora dos valores democráticos, e é um facto que a Constituição portuguesa de 1820 e o primeiro regime parlamentar foram concebidos e instituídos sob a égide da instituição monárquica.

É tudo isto o CMP, e são estes os seus pilares e crenças. Assim, e porque sabemos que, hoje em dia, Portugal atravessa um dos períodos mais difíceis da sua história, o Centro Monárquico do Porto está, e estará sempre, pronto para ajudar Portugal e ficar ao lado dos portugueses, haja o que houver.

Trago hoje Sesnando Davides ou Sisnando Davidiz ou Sisnando Davídez de Coimbra não se sabe nada sobre o seu nascimento e...
01/07/2023

Trago hoje Sesnando Davides ou Sisnando Davidiz ou Sisnando Davídez de Coimbra não se sabe nada sobre o seu nascimento e morreu em Tentúgal, Coimbra a 25 de Agosto de 1091.

In diversas fontes.

Sesnando Davides foi filho de D. David e de D. Susana, era um moçárabe da Península Ibérica, onde foi dono das terras na zona de Coimbra e Governador desta mesma cidade.

Tendo sido educado em Córdova, foi companheiro de D. Rodrigo Díaz de Vivar, o famoso El Cid o Campeador, tendo chegado a exercer altas funções na Corte de Sevilha.

Teria sido ele quem convenceu o Rei D. Fernando I de Leão o Magno, Conde de Castela e Rei de Leão a reconquistar Coimbra, acontecimento que se deu a 27 de Dezembro de 1064, cidade construída em sede do condado Coimbrão cujo governo lhe foi concedido por este soberano, possivelmente devido aos serviços prestados ao Rei, visto que esteve presente no conflito armado, sendo chamado nos documentos por Cônsul ou Alvazil/Conde.

Assim foi dono de extensos territórios na zona Coimbrã, podendo exemplificar-se com os latifúndios dos nossos dias. Foi detentor do título de 2º Senhor de Coimbra.

Sesnando Davides manteve os seus domínios que estendeu por todo o Vale do Rio Mondego, mantendo, graças à sua origem moçárabe, a paz com as Taifas muçulmanas mais a Sul.

Foi o responsável pela construção ou reconstrução de diversos castelos entre os quais se destacam o do Castelo de Coimbra, o Castelo da Lousã, o Castelo de Montemor-o-Velho, o Castelo de Penacova e o Castelo de Penela. Esta linha defensiva era completada com torres atalaias, caso das do Alvorge, Ateanha, Bera, Vale de Todos e provavelmente Santiago da Guarda.

Manteve-se tanto quanto possível sempre separado da influência do Condado Portucalense, tal como se procurou manter desligado das Casas Nobres do norte do país.

Tendo governado até cerca de 1091, foi o responsável não ap***s pela pacificação e defesa do território, mas principalmente pela sua reorganização, tornando Coimbra um centro florescente, onde a cultura moçárabe viria a conhecer o seu canto de cisne. O seu túmulo pode ser visitado na Sé Velha de Coimbra.

Matrimónio e descendência:
Casou com D. Loba Nunes, com o cognome ou alcunha de Aurovelido, filha de D. Nuno Mendes, o derradeiro Conde de Portucale descendente da família de D. Vímara Peres, e de D. Goncina, de quem teve:
Elvira Sesnandes, a esposa de D. Martim ou D. Martinho Moniz, da Família de Riba Douro, filho de D. Munio Fromariques e D. Elvira Gondesendes, Elvira Sesnandes sucedeu a seu pai Sesnando no Governo do Condado de Coimbra. Também foi governadora de Arouca em 1094, e talvez de Lamego. D. Martim Moniz o esposo de Elvira Sesnandes esteve em Valência na Corte de El Cid e em 1111 na Corte de D. Afonso I de Aragão contra a Rainha D. Urraca de Leão.
Leonor Especial

Portugal assinala hoje 156 anos da Abolição da Pena de Morte…Foi a 1 de Julho de 1867, no reinado de D. Luís, que foi pu...
01/07/2023

Portugal assinala hoje 156 anos da Abolição da Pena de Morte…
Foi a 1 de Julho de 1867, no reinado de D. Luís, que foi publicada a carta de lei que ditou a abolição da pena capital para todos os crimes civis em Portugal...

in A.R.

"Desde hoje, Portugal está à frente da Europa. Vós, os portugueses, não haveis cessado de ser navegadores intrépidos. Ides sempre para a frente, outrora no Oceano, hoje na Verdade. Proclamar princípios é ainda mais belo do que descobrir mundos."
Carta de Victor Hugo a Brito Ar**ha, de 15 de Julho de 1867.

A 27 de Fevereiro de 1867, Barjona de Freitas, Ministro dos Negócios Eclesiásticos e de Justiça, apresenta, na Sala das Sessões da Câmara dos Deputados, uma proposta de lei sobre a reforma penal das prisões, que contempla a abolição da pena de morte para os crimes comuns.

O Ministro enuncia como principal objectivo a reforma das prisões, "acomodando-as aos progressos da penalidade e assegurando-lhes as indispensáveis condições de capacidade, segurança e salubridade". Entre as disposições da proposta, destaca-se a abolição da pena de morte nos crimes civis, invocando-se a "voz da humanidade e do sentimento", "os ditames da ciência e as tendências da civilização", mas também as estatísticas que demonstram a inutilidade daquela pena, abolida de facto desde 1846, sem que se verificasse qualquer aumento da criminalidade.

Defende assim, a adequação da legislação à realidade, pois "se se não executa, se contra a sua execução se insurgiria o sentimento e a consciência pública", não há razão para manter "essa antinomia entre as leis e os costumes".

Também a pena a trabalhos públicos é suprimida, tendo por base a constatação da "esterilidade do trabalho forçado, que abatendo a dignidade do homem extingue nele a espontaneidade das faculdades individuais e nivela com o do escravo o seu trabalho".

Na Câmara dos Deputados, o debate sobre a iniciativa tem lugar nos dias 18 e 21 de Junho de 1867, com a maioria dos Deputados a acolher favoravelmente a proposta para a abolição da pena de morte.

O Deputado Santana e Vasconcelos exalta o feito, afirmando:
"Portugal podia estar hoje abatido e pequeno, mas na minha opinião, pelo simples facto de abolir a pena de morte, coloca-se à rente da civilização europeia, e é neste momento solene uma das primeiras nações do mundo."

Aires de Gouveia, Deputado que, em 1863, apresentara iniciativas para eliminar o ofício de carrasco e para abolir a pena capital, considera a condenação à morte "ilegítima", "desnecessária", "inútil" e "absurda" e defende a sua supressão para todos os crimes, incluindo os militares.

No seu entendimento, a função da pena é corrigir o culpado e não vingá-lo:
"A pena de morte, decerto, que não corrige; o cadáver não se corrige. Todo o facto que não tiver por consequência necessária e imediata a correcção moral do sujeito culpado, não pode denominar-se pena. Chamem-lhe castigo, satisfação social, vingança, o que quiserem, mas nunca pena. Corrigir, moralizar, regenerar, reabilitar para a vida social deve ser o fim supremo da penalidade. (…)".

Exalta o pioneirismo de Portugal nesta questão, país que, antes de o primeiro Estado abolir a pena de morte – a Toscana em 1774 – a aboliu na prática, em relação às mulheres em 1772, data em que foi pela última vez, executada uma mulher.

Relativamente aos homens, recorda a última execução 21 anos antes em 1846, na cidade de Lagos, considerando assim, que a abolição "chegou à maioridade; está emancipada" e que portanto, deve ser consignada na lei.

Durante o debate, apresentam-se algumas vozes dissonantes, nomeadamente dos dois Deputados que votam contra a proposta: Cunha Salgado, que acusa a Câmara de se deixar "arrastar por essa ideia mágica e sedutora da abolição da pena de morte", e Belchior Garcês, que justifica a sua posição pelo atraso civilizacional de Portugal e pela desnecessidade de abolir na lei uma pena que na prática não se aplica.

Curiosamente, este último argumento da "abolição na prática" é utilizado em sentido contrário pelos defensores da "abolição na lei", como os já citados Barjona de Freitas e Aires de Gouveia, que buscam a coerência entre a legislação e os costumes.

Outros parlamentares apresentam críticas à iniciativa, caso de Faria Barbosa que considera que as "leis tendem e muito a favorecer os criminosos", em detrimento da segurança dos cidadãos, e de Faria Rego, que argumenta contra a abolição nos "crimes de assassínio, incendiário e moedeiro falso", entendendo que "a pena é legítima quando a sociedade o exige e reclama, e ilegítima quando dela não precisa" e que Portugal não está "em estado de receber a lei", quando "as nações mais adiantadas e mais moralizadas, a França, a Inglaterra, a Itália, a Bélgica que tantas vezes aqui se apresenta para modelo, ainda a não aboliram".

Intervenções contrárias que não condicionam a aprovação da proposta por larga maioria na Câmara dos Deputados e também na Câmara dos Pares, na sessão de 26 de Junho.

A carta de lei de 1 de Julho de 1867, abolindo a pena de morte para crimes comuns, seria amplamente noticiada e aplaudida pela imprensa nacional e internacional.

No entanto, também nos jornais portugueses se registam algumas vozes críticas, caso do Distrito de Évora, que acusa o Governo de julgar "coroar um imaginário edifício" com a "inviolabilidade da vida", quando "os alicerces do edifício são de dor, de miséria, e de fome do povo", do Jornal de Notícias, afirmando que "não há forca no código que é uma aparência, mas há a fome, a falta de trabalho, o roubo e a prostituição como refúgios – o que é uma realidade", e do Revolução de Setembro, que defende a legitimidade da pena de morte, uma vez que o homicida desrespeita em primeiro lugar a vida humana.

Entre as múltiplas reacções favoráveis à lei aprovada, destaca-se a carta de Victor Hugo ao director do Diário de Notícias, Eduardo Coelho, publicada naquele jornal no dia 10 de Julho de 1867:
"Está pois, a pena de morte abolida nesse nobre Portugal, pequeno povo que tem uma tão grande história! (...)

Felicito o vosso Parlamento, os vossos filósofos. Felicito a vossa Nação. Portugal dá o exemplo à Europa. Desfrutai de antemão essa imensa glória. A Europa imitará Portugal. Morte à morte! Guerra à Guerra! Ódio ao ódio! Vida à vida! A liberdade é uma cidade imensa da qual todos nós somos cidadãos. Aperto-vos a mão como um meu compatriota na humanidade, e saúdo o vosso generoso e eminente espírito."
Leonor Especial

Trago hoje Nuno Mendes que nasceu supõe-se em 1040 e morreu em Fevereiro do ano de  1071. In diversas fontes.Nuno Mendes...
30/06/2023

Trago hoje Nuno Mendes que nasceu supõe-se em 1040 e morreu em Fevereiro do ano de 1071.

In diversas fontes.

Nuno Mendes foi o último Conde de Portucale descendente da família de D. Vímara Peres.

Nuno Mendes foi filho do Conde D. Mendo Nunes, a quem sucedeu por volta de 1050. Padroeiro do Mosteiro de Guimarães, aparece pela primeira vez na Cúria Régia do Rei D. Fernando I em 1059, e com o título de Conde em 1070 quando confirmou uma doação do Rei D. Garcia I da Galiza.

As suas aspirações a uma maior autonomia dos portucalenses face ao Reino de Leão levaram-no a enfrentar D. Garcia I da Galiza e a reclamar o título de Portugal em 1070. A 18 de Fevereiro de 1071 trava-se a Batalha de Pedroso junto do Mosteiro de Tibães a qual teve como desfecho final a sua derrota e morte, acabando assim com as ambições dos Barões Portucalenses. A notícia desta Batalha é mencionada nos Anais Velhos de Portugal:
“Na Era de 1109, no mês de Fevereiro, os Portucalenses travaram uma batalha contra o rei D. Garcia I da Galiza, filho do Rei D. Fernando. O seu chefe nesta batalha era o Conde Nuno Mendes. Morreu nela e todos os seus fugiram. O Rei teve vitória sobre eles no lugar chamado Pedroso, entre Braga e o rio Cávado.”

Sabe-se que possuía bens em Nogueira, Santa Tecla, Dadim, Cerqueda, Gualtar e Barros (Braga), que lhe foram confiscados por ocasião da sua derrota, e uma parte dos bens foram dados depois por D. Afonso VI de Leão à filha do Conde Nuno Mendes, D. Loba, e a seu genro, o Alvazil D. Sisnando Davides. Terá ainda fundado o Mosteiro de Caramos onde hoje se encontra construída a Igreja Conventual de Caramos. O seu inimigo o Rei D. Garcia I não teria melhor sorte, pois no ano seguinte seria preso pelo irmão D. Afonso VI de Leão, assim vivendo até falecer em 1090. Em 1094, o Condado de Portucale seria restaurado na pessoa de D. Henrique de Borgonha, Conde de Portucale.

Matrimónio e descendência:
Nuno Mendes casou com D. Goncina com quem aparece em 17 de Fevereiro de 1071 fazendo uma doação ao Mosteiro de Santo Antonino de Barbudo de umas propriedades em Luivão, confirmando como: “Ego comes Nunus Menendiz et uxor mea comitissa domna Goncina.” Embora a Batalha de Pedroso foi erradamente datada em Janeiro do mesmo ano, conforme mencionado na Chronica Gothorum, esta doação demonstra que a Batalha teve lugar um mês depois.

Nuno Mendes teve pelo menos uma filha, D. Loba "Aurevelido" Nunes, a esposa do Alvasil D. Sisnando Davides, os pais de D. Elvira Sisnandes, casada com D. Martim Moniz, filho de D. Munio Fromarigues, que sucedeu ao Alvasil D. Sisnando Davides no Governo do Condado.

Nuno Mendes poderia também ser pai do Conde D. Gomes Nunes de Pombeiro. De acordo com algumas fontes, o Conde D. Gomes Nunes de Pombeiro era filho do Conde D. Nuno Velasques (ou Vasques). No entanto, D. Nuno Vasques aparece num documento de 1070 no Mosteiro de Sahagún com a sua esposa D. Fronilde Sanches e seus filhos, Afonso, Mendo, Sancho e Elvira Nunes com nenhuma menção de um filho chamado Gomes Nunes. O Conde D. Fernando Nunes também aparece com a sua esposa D. Mor Rodrigues numa carta datada de 29 de Dezembro de 1127 fazendo uma doação à Catedral de Ourense de sua parte no Mosteiro de Santa Maria de Porqueira, que, como ele mesmo diz, ele tinha herdado de sua avó D. Goncina e de seu pai, Nuno Mendes . Além disso, D. Gomes Nunes de Pombeiro também aparece em 1138 na doação de um imóvel que ele tinha herdado da Condessa D. Goncina, "a mãe do meu pai" e, poucos anos antes, em 1126, ele fez outra doação à Abadia de Cluny em que ele menciona a seu irmão D. Fernando Nunes.
Leonor Especial

A Assembleia Nacional Constituinte aprova a actual Bandeira de Portugal…Com a implantação da República, foi decidido sub...
30/06/2023

A Assembleia Nacional Constituinte aprova a actual Bandeira de Portugal…
Com a implantação da República, foi decidido substituir a Bandeira Monárquica por outra…foi a 30 de Junho de 1911…

In diversas fontes.

Várias propostas foram apresentadas, tendo vencido o desenho da actual Bandeira, que foi aprovada a 30 de Junho de 1911 pela Assembleia Nacional Constituinte.

A Bandeira Portuguesa evoluiu da cruz azul sobre fundo branco de Dom Afonso Henriques ao Brasão de Armas da Monarquia Liberal sobre um rectângulo azul-e-branco.

As cores azul e branca são, a partir desta data, substituídas pelo verde e vermelho utilizadas pelo Partido Republicano. Centrado sobre o limite entre as duas cores e a igual distância das bordas superior e inferior, apresenta o Brasão de armas, composto pela Esfera Armilar e o Escudo Português.

Quando a Bandeira de Portugal é hasteada conjuntamente com outras, deverá ter sempre procedência sobre as restantes, inclusivamente com a Bandeira da União Europeia.

O Decreto-Lei n.º 150/87, publicado no Diário da República n.º 74/1987, Série I, de 30 de Março de 1987, estabelece as regras sobre o uso da Bandeira Nacional Portuguesa:
• Artigo 1.º A Bandeira Nacional, como símbolo da Pátria, representa a soberania da Nação e a independência, a unidade e a integridade de Portugal, devendo ser respeitada por todos os cidadãos, sob pena de sujeição à cominação prevista na lei penal.
• Art. 2.º
1. A Bandeira Nacional será usada, em todo o território nacional, de harmonia com o previsto neste diploma, sem prejuízo do estabelecido na lei quanto ao seu uso no âmbito militar e marítimo.
2. A Bandeira Nacional, no seu uso, deverá ser apresentada de acordo com o padrão oficial e em bom estado, de modo a ser preservada a dignidade que lhe é devida.
• Art. 3.º
1. A Bandeira Nacional será hasteada aos domingos e feriados, bem como nos dias em que se realizem cerimónias oficiais ou outros actos ou sessões solenes de carácter público.
2. A Bandeira Nacional poderá também ser hasteada noutros dias em que tal seja julgado justificado pelo Governo ou, nos respectivos territórios, pelos órgãos de governo próprio das regiões autónomas, bem como pelos governadores civis ou pelos órgãos executivos das autarquias locais e dirigentes de instituições privadas.
3. Nos edifícios sede dos órgãos de soberania a Bandeira Nacional poderá ser arvorada diariamente, por direito próprio.
• Art. 4.º
1. A Bandeira Nacional será hasteada em edifícios de carácter civil ou militar, qualificados como monumentos nacionais, e nos demais edifícios públicos ou instalações onde funcionem serviços da administração central, regional e local e da administração das regiões autónomas, bem como nas sedes dos institutos públicos e das empresas públicas.
2. A Bandeira Nacional poderá também ser hasteada pelos institutos públicos e empresas públicas, fora dos locais da respectiva sede, bem como por instituições privadas ou pessoas singulares, desde que sejam respeitados os procedimentos legais e protocolares em vigor.
• Art. 5.º
1. Aos domingos e feriados e nos dias em que tal seja determinado pelo Primeiro-Ministro a Bandeira Nacional será hasteada em todo o território nacional, nos termos do artigo anterior.
2. Fora dos dias referidos no número anterior a Bandeira Nacional será hasteada nos locais de celebração dos respectivos actos.
• Art. 6.º
1. A Bandeira Nacional deverá permanecer hasteada entre as 9 horas e o pôr do Sol.
2. Quando a Bandeira Nacional permanecer hasteada durante a noite, deverá, sempre que possível, ser iluminada por meio de projectores.
• Art. 7.º
1. Quando for determinada a observância de luto nacional, a Bandeira Nacional será colocada a meia haste durante o número de dias que tiver sido fixado.
2. Sempre que a Bandeira Nacional seja colocada a meia haste, qualquer outra bandeira que com ela seja desfraldada será hasteada da mesma forma.
3. Para ser içada a meia baste a Bandeira vai a tope antes de ser colocada a meia adriça, seguindo-se igual procedimento quando for arreada.
• Art. 8.º
• A Bandeira Nacional, quando desfraldada com outras bandeiras, portuguesas ou estrangeiras, ocupará sempre o lugar de honra, de acordo com as normas protocolares em vigor, devendo observar-se, designadamente:
• a) Havendo dois mastros, o do lado direito de quem está voltado para o exterior será reservado à Bandeira Nacional;
• b) Havendo três mastros, a Bandeira Nacional ocupará o do centro;
• c) Havendo mais de três mastros:
1. Se colocados em edifício, a Bandeira Nacional ocupará o do centro, se forem em número ímpar, ou o primeiro à direita do ponto central em relação aos mastros, se forem em número par;
2. Em todos os outros casos, a Bandeira Nacional ocupará o primeiro da direita, ficando todas as restantes à sua esquerda;
• Quando os mastros forem de alturas diferentes, a Bandeira Nacional ocupará sempre o mastro mais alto, que deverá ser colocado por forma a respeitar as regras definidas nas alíneas anteriores;
• Nos mastros com v***a, a Bandeira Nacional será hasteada no topo do mastro ou no lado direito quando o topo não estiver preparado para ser utilizado.
• Em instalações de organismos internacionais sediadas em território nacional ou em caso de realização de reuniões de carácter internacional, a Bandeira Nacional será colocada segundo a regra protocolar em uso para esses casos.
• A Bandeira Nacional, quando desfraldada com outras bandeiras, não poderá ter dimensões inferiores às destas.
• Art. 9.º Os mastros deverão ser colocados em lugar honroso no solo, nas fachadas ou no topo dos edifícios, competindo aos responsáveis dos serviços a aprovação da forma e do local da sua fixação.
• Art. 10.º Em atos públicos a Bandeira Nacional, quando não se apresente hasteada, poderá ser suspensa em lugar honroso e bem destacado, mas nunca usada como decoração, revestimento ou com qualquer finalidade que possa afectar o respeito que lhe é devido.
Leonor Especial

Trago hoje os pequenos resumos biográficos  da Condessa Ilduara Mendes e de seu filho o Conde Mendo Nunes…In diversas fo...
29/06/2023

Trago hoje os pequenos resumos biográficos da Condessa Ilduara Mendes e de seu filho o Conde Mendo Nunes…

In diversas fontes.

Ilduara Mendes da qual se desconhece a data do seu nascimento, morreu no ano 1058.

Ilduara Mendes foi Condessa de Portucale, filha de D. Mendo II Gonçalves e de D. Tutadona Moniz. Tinha vários irmãos, incluindo a Rainha D. Elvira Mendes, a esposa do Rei D. Afonso V de Leão.

Governou o Condado conjuntamente com o seu esposo D. Nuno Alvites, filho de D. Alvito Nunes e de D. Gontina.

O filho de Ilduara Mendes, Mendo Nunes, era menor de idade em 1028 quando o seu pai morreu, tendo governado o Condado sua mãe Ilduara Mendes como sua tutora.
….
Mendo Nunes ou Menendo Nunes do qual se desconhece a data do seu nascimento, no século XI e morreu supõe-se que no ano 1050.

Mendo Nunes foi o 6.º Conde do Condado Portucalense, descendente de D. Vímara Peres como filho do Conde D. Nuno Alvites e da Condessa D. Ilduara Mendes.

Mendo Nunes era menor de idade em 1028, quando o seu pai morreu, e governou o Condado sob a tutela de sua mãe D. Ilduara Mendes. Menos de uma década depois, em 1037 D. Fernando I acedeu ao Trono de Leão depois de derrotar e matar o seu cunhado D. Bermudo III na Batalha de Tamarón.

À volta de 1050, o novo Rei tinha reorganizada a administração do Reino e tinha restringido o poder da nobreza e nomeados reais. O Rei conseguiu isso principalmente através da conversão dos condados em Tenências não-hereditárias e aproveitando qualquer oportunidade que surgiu para designar novos Governadores.

O Rei fez isso de forma gradual, região por região, de modo a não antagonizar a poderosa nobreza do Reino e do Condado Portucalense que eram parentes do Conde Mendo Nunes que também era primo da esposa do Rei, a Rainha D. Sancha de Leão.

Durante a vida do Conde Mendo Nunes, o Rei começou a nomear membros da nobreza menor para postos administrativos, como D.Gomes Ectaz, que exercia autoridade na região de Guimarães, e D. Diogo Tructesíndes como Juiz, ambos reportando-se diretamente ao Monarca.

Esta prática tornou-se mais generalizada depois da morte de Mendo Nunes, com o Rei nomeando os membros das classes mais baixas da nobreza para cargos administrativos, com vários títulos, como Vigário ou Governador, por exemplo, D. Godino Benegas atestado em 1062 como Governador de Portucale: “D. Gutinus Veniegas, qui tenebat illa terra de Portucale de ille rex.”

Anos mais tarde, a neta de Mendo Nunes, D. Loba Nunes, casou com D. Sisnando Davides, um moçárabe de linhagem desconhecida e certamente não nobre, que foi nomeado Governador do Condado de Coimbra pelo Rei D. Fernando e que nunca se intitulou Conde, preferindo usar os títulos de Alvasil (Vizir) ou Cônsul.

A data da morte do Conde Mendo Nunes é incerta devido a uma confusão com outro Conde contemporâneo, D. Mendo Luz, assim como a data errada registada nos Annales Portucalenses Veteres: “Era MLXXII occisus fuit comes Menendus inripa Guetanie, ou seja, Menendus foi morto na era MLXXII (ano 1034) no Rio Guetania (um afluente do Minho).”

O historiador José Mattoso considera que o ano da sua morte, provavelmente violenta, foi 1050 e o mais tardar até 1053, enquanto o historiador espanhol Alfonso Sánchez Candeira, opina que Mendo Nunes morreu a 24 de Dezembro 1054.

Desconhece-se o nome da sua esposa. Embora se saiba que teve um filho, D. Nuno Mendes, o 7.º Conde de Portucale, que morreu a 18 de Fevereiro de 1071 na Batalha de Pedroso, sendo o último na linha de sucessão da Casa de Vímara Peres.
Leonor Especial

O Atentado de Sarajevo que provocou a 1ª Guerra Mundial...Hoje 28 de Junho mas do ano de 1914, o nacionalista jugoslavo ...
28/06/2023

O Atentado de Sarajevo que provocou a 1ª Guerra Mundial...

Hoje 28 de Junho mas do ano de 1914, o nacionalista jugoslavo Gavrilo Princip assassina, em Saraievo na Bósnia, o Arquiduque Francisco Fernando da Áustria (herdeiro do trono austro-húngaro) e sua esposa, a Duquesa Sofia de Hohenberg. Eles foram baleados à queima-roupa enquanto passeavam por Sarajevo, capital da província da Bósnia-Herzegovina, formalmente anexada pela Áustria-Hungria em 1908.

in diversas fontes.

O objectivo político do assassinato era libertar a Bósnia e Herzegovina do domínio austro-húngaro e estabelecer um Estado para eslavos do sul ("iugoslavo"). O assassinato precipitou a Crise de Julho, que levou a Áustria-Hungria a declarar guerra ao Reino da Sérvia e ao início da Primeira Guerra Mundial.

O grupo de assassinos foi ajudado pela Mão Negra, um grupo secreto de nacionalistas sérvios. O apoio veio de Dragutin Dimitrijević, na altura chefe da secção de inteligência militar do estado-maior sérvio, bem como do Major Vojislav Tankosić e de Rade Malobabić, um agente da inteligência sérvia. Tankosić forneceu bombas e pi***las aos assassinos e treinou-os no seu manuseio. Os assassinos tiveram acesso à mesma rede clandestina de esconderijos e agentes que Malobabić usou para a infiltração de armas e agentes na Áustria-Hungria.

Os assassinos e os principais membros da rede clandestina foram julgados em Sarajevo em Outubro de 1914. No total, 25 pessoas foram indiciadas. Todos os seis assassinos, excepto Mehmedbašić, tinham menos de vinte anos na altura do assassinato, enquanto o grupo era dominado por sérvios bósnios, quatro dos indiciados eram croatas bósnios e todos eram cidadãos austro-húngaros, nenhum da Sérvia. Gravilo Princip foi considerado culpado de assassinato e alta traição, jovem demais para ser executado, ele foi condenado a vinte anos de prisão, enquanto os outros quatro agressores também receberam p***s de prisão. Cinco dos prisioneiros mais velhos foram condenados à forca. Os membros da Mão Negra foram presos e julgados perante um tribunal sérvio em Salonica em 1917 sob acusações forjadas de alta traição; a Mão Negra foi dissolvida e três dos seus líderes foram executados. Muito do que se sabe sobre os assassinatos vem desses dois julgamentos e registos relacionados. O legado de Gravilo Princip foi reavaliado após a dissolução da Iugoslávia e a opinião pública sobre ele nos países pós-Iugoslávia é amplamente dividida em linhas étnicas.

Nos termos do Tratado de Berlim assinado em 1878, o Vilayet da Bósnia foi ocupado e colocado sob administração Austro-Húngara, embora oficialmente continuasse sob a soberania do Império Otomano. Pelo mesmo Tratado, Áustria-Hungria, Inglaterra, França, Alemanha, Itália, Império Otomano e Rússia reconheceram o Reino da Sérvia como um Estado soberano. Inicialmente, os monarcas sérvios aceitaram reinar dentro dos limites estabelecidos pelo Tratado.

A situação mudou em 1903 com o chamado Golpe de Maio, quando oficiais liderados por Dragutin Dimitrijević invadiram o Palácio Real. O grupo capturou Laza Petrović, Chefe da Guarda do Palácio, e forçou-o a revelar o esconderijo do Rei Alexandre I e da Rainha Draga. Encontrados, os soberanos foram brutalmente assassinados e os seus corpos atirados por uma das janelas do palácio. Os irmãos da Rainha também foram mortos, por ordens de Vojislav Tankosić que, juntamente com Dimitrijević, foi uma das figuras proeminentes na trama para assassinar o Arquiduque Francisco Fernando. Os insurgentes proclamaram Pedro I, da Casa de Karađorđević, como o novo Rei da Sérvia.

A nova dinastia, de pendor nacionalista, aproximou-se da Rússia e afastou-se da Áustria-Hungria. Durante a década que se seguiu, tiveram lugar vários conflitos entre a Sérvia e os estados vizinhos, com o objectivo de restabelecer o poderio e as fronteiras do antigo Império do século XIV. Estes conflitos incluíram uma disputa aduaneira com a Áustria-Hungria no início de 1906, conhecida como "Guerra dos Porcos", a Crise Bósnia de 1908-1909, durante a qual a Sérvia exigiu uma compensação da Áustria-Hungria pela anexação da Bósnia e Herzegovina e, finalmente, as duas Guerras dos Balcãs de 1912-1913, onde a Sérvia conquistou a Macedónia e o Kosovo - pertencentes ao Império Otomano.

Os sucessos militares e a indignação pela anexação austro-húngara da Bósnia incentivaram a mobilização de nacionalistas sérvios em torno de organizações "culturais", que se opunham ao governo austríaco. Nos cinco anos anteriores a 1914, houve uma série de tentativas de assassinato contra autoridades austro-húngaras na Croácia e na Bósnia…atentados executados, na maior parte das vezes, por cidadãos sérvios da Áustria-Hungria.

Em 1913, o Imperador Francisco José I da Áustria encarregou o seu sobrinho e herdeiro, o Arquiduque Francisco Fernando de assistir às manobras militares que ocorreram na Bósnia em Junho de 1914. Após a inspeção, o Arquiduque planejava visitar Sarajevo com sua esposa, onde inauguraria as novas instalações do Museu Público. Segundo o seu filho mais velho, o Duque Maximiliano, a Duquesa Sofia teria acompanhado o marido por temer pela sua segurança.

Francisco Fernando só obteve autorização para se casar após aceitar uma série de condições impostas por Francisco José I, entre elas a de que nenhum dos seus descendentes jamais pudesse ascender ao Trono. Duquesa Sofia, no papel de uma "Condessa Checa, era tratada como cidadã comum na Corte Austríaca". O 14º aniversário da união morganática seria a 28 de Junho. Como o historiador A.J.P. Taylor escreveu:
"(Sofia) jamais poderia compartilhar da posição (de Francisco Fernando)… jamais poderia compartilhar da sua grandeza, nem sequer se sentar ao seu lado em qualquer ocasião pública. Havia uma brecha… sua esposa poderia desfrutar do reconhecimento da sua posição quando ele estivesse exercendo uma função militar. Assim, ele decidiu em 1914, inspecionar o exército na Bósnia. Na sua capital, Sarajevo, o Arquiduque e sua esposa poderiam sentar-se lado a lado numa carruagem aberta… Por amor, o Arquiduque seguiu para a morte".

Francisco Fernando era um defensor dos Estados Unidos da Grande Áustria, um projecto federalista que reorganizaria a Áustria-Hungria a partir da criação de estados eslavos semi-autónomos reunidos no Império sob uma terceira coroa. Um reino eslavo poderia ter sido um reduto contra o irredentismo sérvio, visto pelo Arquiduque como uma ameaça. Gravilo Princip declarou mais tarde ao Tribunal que uma das suas motivações era impedir o plano de reformas de Francisco Fernando. No dia do assassinato a 28 de Junho (15 de Junho pelo Calendário Juliano), era comemorada a Festa de São Vito, conhecida na Sérvia como Vidovdan, onde se celebra o sucesso da Batalha do Kosovo de 1389 contra os otomanos …na qual o Sultão Murade I foi assassinado na sua tenda por um sérvio.

Danilo Ilić - um servo-bósnio que já havia sido professor e bancário - viveu, entre 1913 e 1914, com sua mãe, que dirigia uma pequena pensão em Sarajevo. Secretamente, entretanto, Ilić dirigia a Mão Negra, facção terrorista dos irredentistas sérvios na cidade. No final de 1913, ele esteve no posto de escuta sérvio em Užice, onde se encontrou com o oficial encarregado, o capitão C.A. Popović (um membro da Mão Negra). Ilić recomendou que se passasse do estágio de organização revolucionária para um plano de acção directa contra a Áustria-Hungria.

Popović enviou-o, então, a Belgrado, para discutir o assunto com o Chefe da Inteligência Militar Sérvia, Coronel Dragutin Dimitrijević, mais comumente conhecido pelo codinome "Apis". Naquele ano, o Coronel e outros conspiradores militares (que participaram activamente do Golpe de Maio de 1903) passaram a dominar o que restava da Mão Negra.

Não há relatos sobre o que ocorreu entre Ilić e "Apis" mas, logo após seu encontro, o braço direito do Coronel (e confrade na Mão Negra), Major Vojislav Tankosić (que estava no comando dos treinamentos de guerrilha), convocou uma reunião com os irredentistas sérvios em Toulouse, França. Entre os convocados para esta reunião estava Muhamed Mehmedbašić, carpinteiro de profissão, filho de um nobre muçulmano empobrecido da Herzegovina e membro da Mão Negra…tendo sido empossado na organização por Vladimir Gacinović, diretor provincial para a Bósnia e Herzegovina, e por Ilić. Mehmedbašić dizia-se "ansioso para realizar um acto de terrorismo para reavivar o espírito revolucionário da Bósnia". Embora a reunião de Toulouse, em Janeiro de 1914, tenha trazido ao debate os nomes de várias personalidades austro-húngaras (incluindo Francisco Fernando) como possíveis alvos dos atentados, os participantes decidiram-se por enviar Mehmedbašić a Sarajevo para matar o Governador da Bósnia, Oskar Potiorek.

No caminho entre a França e a Bósnia e Herzegovina, o trem em que Mehmedbašić viajava foi revistado por polícias, que procuravam por um ladrão. Temendo ser revistado também, Mehmedbašić atirou as suas armas (uma adaga e uma garrafa de veneno) pela janela e, ao chegar a Sarajevo, saiu em busca de outras armas para a execução do plano.

A 26 de Março de 1914, quando Mehmedbašić estava pronto para agir contra Potiorek, Ilić convocou-o para outra reunião e informou que Belgrado havia descartado a missão de matar o Governador. As novas ordens eram para eliminar o Arquiduque Francisco Fernando e Mehmedbašić deveria ficar de prontidão.

Ilić recrutou os jovens sérvios Vaso Čubrilović e Cvjetko Popović para participarem no atentado logo após a Páscoa. Três jovens - Gavrilo Princip, Trifun Grabež, e Nedjelko Čabrinović… servo-bósnios residentes em Belgrado, testemunharam no julgamento de Sarajevo que, quase na mesma altura (um pouco depois da Páscoa), eles estavam ansiosos por realizar um assassinato e aproximaram-se de um colega bósnio - Milan Ciganović, ex-guerrilheiro e que, por meio dele, chegaram ao Major Tankosić, que os encarregou de transportar armas para Sarajevo e tomar parte no atentado.

Os planos, entretanto, foram adiados por mais de um mês. O grupo foi contactado por Ciganović, que os colocou a par dos acontecimentos: "Não há nada a fazer, o velho Imperador está doente e o herdeiro não virá à Bósnia". Quando Francisco José se restabeleceu, a operação foi retomada e Tankosić deu aos assassinos uma pi***la para que praticassem.

O restante das armas foi finalmente entregue a 26 de Maio. Os três assassinos de Belgrado testemunharam que o Major Tankosić lhes forneceu, diretamente e também por intermédio de Ciganović, seis granadas, quatro pi***las automáticas Browning e munição, além de dinheiro, pílulas de suicídio, treinamento, um mapa especial com o posicionamento da guarda, contactos de um túnel clandestino usado para infiltrar agentes e armas na Áustria-Hungria e um pequeno cartão que os autorizava a utilizar aquele túnel. Tankosić confirmou posteriormente ao jornalista e historiador Luciano Magrini que tinha fornecido as bombas e pi***las, que foi responsável pelo treino de Princip, Grabež e Čabrinović e que a ideia das pílulas de suicídio foi sua.

Princip, Grabež e Čabrinović deixaram Belgrado num barco a 28 de Maio, viajando ao longo do Rio Sava até Šabac, onde entregaram o pequeno cartão ao Capitão Popović, da polícia de fronteira sérvia. Popović, por sua vez, forneceu-lhes uma Carta para ser entregue ao Capitão sérvio Prvanović e preencheu um formulário com os nomes de três funcionários aduaneiros cujas identidades eles poderiam assumir para receber passagens de comboio com desconto na viagem para Loznica, uma pequena cidade da fronteira.

Ao chegarem a Sarajevo, a 4 de Junho, Princip, Grabež e Čabrinović seguiram caminhos diferentes: o primeiro encontrou-se com Ilić, depois visitou a sua família em Hadžici e voltou à capital a 6 de Junho, hospedando-se na casa da mãe de Ilić; Grabež juntou-se à sua família em Pale e Čabrinović voltou para a casa do seu pai em Sarajevo.

A 14 de Junho, Ilić viajou para Tuzla a fim de trazer as armas para Sarajevo. De lá, seguiu com Miško Jovanović para Doboj, onde este mantinha o armamento escondido numa grande caixa de açúcar. Para não levantar suspeitas, os dois viajaram em comboios separados. Nesse mesmo dia Ilić regressou a Sarajevo, tendo o cuidado de trocar de comboio nos limites da cidade, transferindo-se rapidamente para uma camionete para evitar a deteção da polícia. Ao chegar à casa de sua mãe, Ilić escondeu as armas numa mala sob um sofá e viajou, por volta de 17 de Junho, para Brod. Questionado no julgamento sobre a finalidade da viagem, Ilić forneceu informações confusas, afirmando inicialmente que tinha viajado a Brod para impedir o assassinato e posteriormente, que tinha regressado a Sarajevo para aquele fim.

Ilić começou a distribuir as armas aos conspiradores a 27 de Junho. Até essa data ele manteve segredo sobre as identidades dos assassinos de Belgrado aos que tinham sido recrutados em Sarajevo e vice-versa. Segundo Mehmedbašić "na véspera do ataque Ilić apresentou-me a Princip, num café de Sarajevo com as palavras 'Mehmedbašić estará connosco amanhã'". Os três enviaram um cartão postal para Vladimir Gaćinović, director provincial da Mão Negra para a Bósnia e Herzegovina, que se encontrava em França. Na manhã do dia 28 de Junho, Ilić posicionou os seis assassinos ao longo da rota da comitiva Imperial, exortando-os à bravura.

Na manhã de 28 de Junho de 1914, Francisco Fernando e a sua comitiva partiram de comboio de Ilidža para Sarajevo, onde foi recebido com grande p***a pelo Governador Oskar Potiorek. Seis carros foram colocados à disposição da comitiva. Entretanto, por engano, três agentes da polícia local embarcaram no primeiro carro juntamente com o Chefe de Segurança Especial, enquanto os oficiais ao seu serviço foram deixados para trás. O segundo carro levava o Prefeito e o Chefe de Polícia de Sarajevo. O terceiro carro era um Gräf & Stift, veículo desportivo conversível, onde Francisco Fernando, Sofia, o Governador Potiorek e o Tenente-Coronel Conde Franz von Harrach embarcaram. Segundo o programa oficial da visita, a primeira paragem da comitiva seria num Quartel, para uma rápida inspeção. Às 10 horas da manhã, o grupo seguiu para a Câmara Municipal.

A comitiva passou pelo primeiro terrorista, Mehmedbašić, que tinha sido posicionado por Ilić em frente ao jardim do Café Mostar. Entretanto, ele não conseguiu atirar a sua bomba sobre o carro do Arquiduque. Vaso Čubrilović, que estava ao seu lado com uma pi***la e uma bomba, também não conseguiu agir. O próximo terrorista por quem a comitiva passaria era Nedeljko Čabrinović, armado com uma bomba no lado oposto da rua paralela ao rio Miljacka.

Às 10h10min da manhã, o carro de Francisco Fernando aproximou-se e Čabrinović atirou a sua bomba. Entretanto, o artefacto bateu na capota aberta do veículo e caiu na rua, explodindo sob o carro seguinte da comitiva. A explosão abriu no chão um buraco de 30 cm de diâmetro e feriu um total de 20 pessoas.

Após o ataque, Čabrinović engoliu a cápsula de cianureto e pulou para o rio Miljacka. Porém, a tentativa de suicídio fracassou, pois o terrorista vomitou o veneno e o rio tinha ap***s cerca de 12 centímetros de profundidade. Detido pela polícia, Čabrinović foi agredido pela multidão antes de ser levado em custódia.

A comitiva partiu em disparada em direcção à Câmara Municipal, deixando o carro danificado para trás. Cvjetko Popović, Gavrilo Princip e Trifun Grabež não conseguiram efetuar nenhum ataque contra o grupo, devido à velocidade com que se deslocavam.

Ao chegar à Câmara Municipal para uma recepção oficial, Francisco Fernando mostrou claros sinais de irritação e stress, interrompendo um discurso de boas vindas do Prefeito Curcic para protestar: "Senhor Prefeito, eu vim aqui para uma visita e lançaram bombas contra mim. É ultrajante!". A Duquesa Sofia, então sussurrou algo ao ouvido do marido. Francisco Fernando fez uma pausa e disse ao Prefeito: ".. Agora você pode falar". Finalmente o Arquiduque acalmou-se e o prefeito fez o seu discurso. Quando chegou o momento de Francisco Fernando discursar,ele acrescentou ao texto já preparado algumas observações sobre os acontecimentos do dia agradecendo ao povo de Sarajevo pela "expressão da sua alegria com o fracasso da tentativa de assassinato."

Oficiais e membros da comitiva do Arquiduque discutiram o que fazer a seguir. Francisco Fernando e Sofia cancelaram a sua agenda para visitar os feridos pelo atentado no hospital. O Conde Harrach colocou-se no estribo esquerdo do carro para proteger o Arquiduque. Às 10h45min da manhã, Francisco Fernando e Sofia embarcaram, como antes, no terceiro carro da comitiva. A fim de evitar o centro da cidade, o Governador Potiorek decidiu que o veículo imperial deveria seguir em linha recta ao longo do cais Appel para o Hospital de Sarajevo. No entanto, Potiorek esqueceu-se de informar o motorista, Leopold Lojka, sobre esta decisão. No caminho para o Hospital, Lojka entrou à direita na Rua Francisco José.

Após saber que o plano de assassinato se havia malogrado, Princip foi até uma delicatessen nas proximidades. No curto trajecto o sérvio avistou o carro aberto de Francisco Fernando manobrando próximo da Ponte Latina. Neste momento, o motorista iniciava o regresso para tomar o caminho certo para o Hospital de Sarajevo, mas o motor do veículo parou durante a manobra e Princip teve a sua oportunidade.

Princip avançou e disparou dois tiros a uma distância de cerca de cinco metros, usando uma pi***la semi-automática 9x17mm (.380 ACP) FN modelo 1910, com o número de série #19074.[69] A primeira bala atingiu o Arquiduque na veia jugular e a segunda atingiu o abdomen da Duquesa. Princip foi imediatamente detido. Durante o julgamento ele afirmaria que a sua intenção não era matar Sofia, mas o Governador Potiorek.

Gravemente ferido, o casal foi levado para atendimento médico na residência do Governador. Conforme relatado pelo Conde Harrach, as últimas palavras de Francisco Fernando foram: "Sofia, Sofia! Não morra! Viva para os nossos filhos!" seguidas por seis ou sete declarações de "Não é nada", em resposta às perguntas do Conde sobre o seu estado. As suas palavras foram, então, seguidas por um longo estertor. Sofia morreu antes de chegar à residência do Governador. Francisco Fernando morreu 10 minutos depois.

O assassinato do Arquiduque Francisco Fernando chocou toda a Europa e gerou a simpatia internacional pela posição austríaca. Dois dias após o assassinato, o Império Austro-Húngaro, apoiado pelo Império Alemão, exigiu do Reino da Sérvia a abertura de uma investigação, mas Slavko Gruic, secretário geral do Ministério do Exterior sérvio, respondeu que "Nada foi feito até agora e o assunto não diz respeito ao Governo Sérvio". Seguiu-se, então, uma tensa negociação entre o encarregado de negócios austríaco em Belgrado e Gruic. Após a realização de uma investigação criminal, certificando-se de que a Alemanha iria honrar a sua aliança militar com a Áustria Hungria e de convencer o céptico Conde Tisza sobre a necessidade de retaliações contra o Governo Sérvio, o Governo Austríaco enviou uma carta formal ao Governo da Sérvia, lembrando o seu compromisso de respeitar a decisão das grandes potências sobre a Bósnia e Herzegovina e de manter boas relações com a Áustria-Hungria. A carta também exigia providências para evitar a divulgação de propaganda alusiva à destruição violenta da Áustria-Hungria, a destituição dos responsáveis que pertenciam às forças armadas sérvias, a prisão de todos os envolvidos na trama de assassinato que se encontrassem em território sérvio e o bloqueio do envio clandestino de armas e explosivos da Sérvia para a Áustria-Hungria.

Esta carta ficou conhecida como o Ultimato de Julho, uma vez que o Governo Austro-Húngaro ameaçou chamar de volta a Viena seu embaixador em Belgrado caso a Sérvia não aceitasse todas as exigências no prazo de 48 horas. Após receber um telegrama de apoio da Rússia, a Sérvia mobilizou o seu exército e respondeu ao ultimato, aceitando incondicionalmente os itens n.º 8 - que exigia o fim do contrabando de armas e a punição dos oficiais de fronteira que tinham colaborado com os assassinos - e n.º 10…que exigia um relatório sobre a execução das medidas impostas conforme elas fossem concluídas. De forma astuta, a Sérvia aceitou parcialmente ou rejeitou polidamente os elementos do preâmbulo e os itens 1 a 7 e 9. A Áustria-Hungria reagiu rompendo relações diplomáticas com a Sérvia.

No dia seguinte, reservistas sérvios transportados por navios fretados pelo Danúbio cruzaram a fronteira austro-húngara do Rio em Temes-Kubin, sendo advertidos por soldados com tiros para o ar. O relatório deste incidente foi inicialmente esboçado e relatado ao Imperador Francisco José I como "um Conflito Considerável". Diante disso, a Áustria-Hungria declarou guerra à Sérvia a 28 de Julho de 1914 e mobilizou a porção do seu exército que iria enfrentar o (já mobilizado) exército sérvio. Nos termos do Tratado Secreto de 1892, o Império Russo e França também foram obrigados a mobilizar os seus exércitos. Em breve, todas as grandes potências, com exceção do Reino da Itália e da Grã-Bretanha (que, no entanto tinha um acordo secreto de defender a França em caso de um ataque alemão), tinham escolhido os seus aliados e partido para o conflito que passou à história como a Primeira Guerra Mundial.

Este conflito mundial, rapidamente ultrapassou as fronteiras da Europa, abrangendo todo o mundo onde os beligerantes possuíam colónias.
O Armistício entre as forças em guerra é assinado a 11 de Novembro de 1918, após terem morrido 10 milhões de civis, 9 milhões de soldados e terem ficado feridos outros 21 milhões, muitos deles mulheres e crianças indefesas que ap***s ambicionavam viver o seu dia-a-dia em paz.
Leonor Especial

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