Clio&Marte

Clio&Marte História Militar Luso-Brasileira. Foco nos finais do antigo regime e início da época liberal. O blogue Clio e Marte está em http://cliomarte.blogspot.pt/.

Divulgação da história militar luso-brasileira entre 1790 e 1834, assim como de outras épocas, ocasionalmente. Conheça o blogue Em Busca de Lecor em http://lecor.blogspot.pt/ e Os Voluntários Reaes, em http://dvr18151823.blogspot.pt/. A pesquisa e interpretação do Exército Português nos finais do Antigo Regime, nomeadamente nas Guerras Revolucionárias, incluindo a Guerra Peninsular, e a Guerra Civil. Fortemente ligada à Em Busca de Lecor, blogue também autorado por Jorge Quinta-Nova.

E lá vai ele, com o seu gibão favorito e muito calor para a barreta. Umas armas reais anacrónicas na bandeira, mas é por...
23/08/2026

E lá vai ele, com o seu gibão favorito e muito calor para a barreta. Umas armas reais anacrónicas na bandeira, mas é porque os portugueses são gente de futuro. Os castelhanos com seus infantes do 'tercio' e nós com o marinheiro, que quando é preciso lá vai pela praia gritando Por Sant'Iago! Ou vai ou racha. Baza nessa, Vanessa, e valha-nos a Nossa Senhora dos Navegantes.

Carga de Infantaria 8 | Com base nas já brilhantes ilustrações de Alexandr Yezhov, decidi ver o que a IA poderia fazer p...
20/08/2026

Carga de Infantaria 8 | Com base nas já brilhantes ilustrações de Alexandr Yezhov, decidi ver o que a IA poderia fazer por esta, que tinha as letras do título do artigo em que as ilustrações foram originalmente publicadas. Acho que o bichinho se portou bem nesta.
Poderão encontrar aqui num álbum de imagens as outras variadas e compreensivas ilustrações de Yezhov.

Medalha de Distinção [do Exército do Sul], ou Medalha do Barão da Laguna, dada por serviço em campanhas no sul do Brasil...
18/08/2026

Medalha de Distinção [do Exército do Sul], ou Medalha do Barão da Laguna, dada por serviço em campanhas no sul do Brasil entre 1811 e 1824, criada a 31 de janeiro de 1823 e regulada a 18 de fevereiro do mesmo ano, era conferida ao general em chefe e demais oficiais generais, oficiais, sargentos e praças que compõem o exército e esquadra, assim com aos empregados civis com graduação militar.
Este exemplar foi vendido em S. Paulo em leilão de 2022 na casa Vila Rica Moedas. Veja mais em https://leiloes.vilaricamoedas.com/peca.asp?ID=15213012&ctd=2&tot=&tipo=&artista=

Desenho: Uma cruz de quatro braços iguais encimada pelo timbre da Casa de Bragança (um dragão alado); no centro da cruz, um círculo. Ouro para os oficiais generais; prata para os demais oficiais e metal branco ou estanho fino para as praças e empregados civis assemelhados.
Anverso: Em campo azul, um ramo de oliveira sobre o cerro de Montevidéu; na orla do círculo central, a palavra “MONTEVIDEO” e dois ramos; nos braços da cruz, a inscrição dos anos que cada agraciado estivesse em serviço na Cisplatina desde 1817. Um ano é só marcado no braço superior; dois vão nos braços laterais; 3 no superior e laterais; 4 em todos os braços; 5 nos quatros de um lado e no superior do outro e por aí adiante, sendo os braços vagos ocupados por rosáceas.
Reverso: Em campo verde, a legenda “PETRUS I.B.I.D.”, significando Petrus, Primus Brasiliae Imperator, Dedit (Pedro Primeiro Imperador do Brasil deu); na orla , uma coroa de louros.
Fita: Verde, com as bordas amarelas; sobre a fita, um passador de metal com o ano MDCCCXXII (1822).

Há 210 anos | TOMADA DE MELO | De forma a preparar a chegada dos Divisão de Voluntários Reais (DVR) ao sul, assim como p...
15/08/2026

Há 210 anos | TOMADA DE MELO | De forma a preparar a chegada dos Divisão de Voluntários Reais (DVR) ao sul, assim como para estabelecer desde logo pontos de apoio face a qualquer oposição oriental na área da fronteira do rio Jaguarão e Chui, foi considerado fundamental pelo governo do Rio de Janeiro, em acordo com os objetivos da campanha, mandar as forças da capitania do Rio Grande do Sul ocupar a vila de Melo e a fortaleza de Santa Teresa.

Enquanto que Santa Teresa, uma fortaleza originalmente construída pelos portugueses em 1762 (e perdida para os espanhóis no ano seguinte), dominava a estrada real para Montevideu e Colónia, numa zona estreita de terra próxima a Castillos entre a Laguna Negra e o mar, Melo dominava uma estrada secundária que passava pelo interior, a ocidente da Cochilha Grande, a principal cadeia montanhosa da Banda Oriental, e que levava a Minas e depois também à estrada principal, em Pan de Azúcar.

Enquanto que Félix José de Matos entra em Melo pela manhã de 13 de Agosto, Manuel Marques de Sousa conquista o forte de Santa Teresa pelas 7 horas da manhã do dia 16, enviando a parte oficial ao seu pai e comandante, fazendo o relatório que transcrevo em seguida, valendo por si na descrição do que aconteceu nesse dia.

Mais recursos no primeiro comentário.

A Liga Federal dos Povos Livres foi criada entre 1814 e 1815, sob a influência de Jose Gervasio Artigas, Protector de lo...
15/08/2026

A Liga Federal dos Povos Livres foi criada entre 1814 e 1815, sob a influência de Jose Gervasio Artigas, Protector de los Pueblos Libres, nomeadamente no Congresso do Oriente, realizado em 1815, na vila do arroio de la China (hoje Concepción).
Apesar das forças portuguesas terem apenas a Banda Oriental por objetivo, é a Liga Federal, no entanto, o adversário. A Liga era essencialmente uma coleção de territórios autónomos, e ciosos da sua autonomia, e uma reação face a algum centralismo vindo de Buenos Aires. A 'cola' desta entidade política (estado regional?) era José Artigas.

O comandante ANDRES GUAÇURARÍ Y ARTIGAS, Guarani, nasceu em S. Tomé, a 30 de Novembro de 1778, embora alguns historiador...
15/08/2026

O comandante ANDRES GUAÇURARÍ Y ARTIGAS, Guarani, nasceu em S. Tomé, a 30 de Novembro de 1778, embora alguns historiadores indiquem S. Borja, do outro lado do rio.
Ingressou nas fileiras revolucionárias de Manuel Belgrano que, em 1811, marcharam contra os realistas no Paraguay. Com Belgrano, marchou depois para a Banda Oriental, onde acaba por aderir à causa de José Artigas, sendo inclusive adotado por ele. Era um forte advogado de que todas as Missões eram o mesmo povo e deveriam ser unidas, como antes de 1801.
Em 1812 é já capitão dos Blandengues, encarregado do comando militar de Missiones. Em 1815, é comandante general de Missiones.
Em 1816 comanda a invasão inicial das Missões Orientais, tomadas havia 15 anos pelos luso-brasileiros, montando cerco a S. Borja, de 21 de Setembro até inícios de Outubro. É derrotado na batalha de S. Borja, a 3 de Outubro. Mantém-se ativo em Missiones e Corrientes, defendendo contra uma invasão de Francisco das Chagas dos Santos entre Janeiro e Março de 1817.
Em 1818, fez operações em Corrientes, não participando nas ações a oriente do Uruguai. Em 1819, retorna a Missiones e confronta-se de novo com Chagas dos Santos, onde após uma sucesso parcial, é capturado a 24 de Junho de 1819, no Paso de San Isidro e enviado para o Rio de Janeiro onde ficou na prisão da Ilha das Cobras.

Leia mais sobre a imagem no primeiro comentário.

Medalha do Uruguai (1811-12) | Não é a mais antiga condecoração militar do Brasil (essa é a da Tomada de Caiena em 1809)...
14/08/2026

Medalha do Uruguai (1811-12) | Não é a mais antiga condecoração militar do Brasil (essa é a da Tomada de Caiena em 1809), mas é a primeira do império, quando o imperador autoriza o uso de uma fita de suspensão amarela (dourada), a 25 de setembro de 1822, nem duas semanas após a declaração de independência.
Conteúdo criado por inteligência artificial e, apesar de fiel, não representa qualquer objeto físico, nomeadamente impresso.

Se quiser saber mais sobre esta e outras medalhas do primeiro reinado, pode visitar https://cliomarte.blogspot.com/2018/04/medalha-da-campanha-do-uruguai-1811-12.html

14/08/2026

Dom Nuno Álvares Pereira (Carlos Alberto Santos, 1985)

14/08/2026

Aljubarrota (V - último]

«O campo vai deixando ao vencedor,
Contente de lhe não deixar a vida.
Seguem-no os que ficaram, e o temor
Lhe dá, não pés, mas asas à fugida.
Encobrem no profundo peito a dor
Da morte, da fazenda despendida,
Da mágoa, da desonra, e triste nojo
De ver outrem triunfar de seu despojo.

Alguns vão maldizendo e blasfemando
Do primeiro que guerra fez no mundo;
Outros a sede dura vão culpando
Do peito cobiçoso e sitibundo,
Que, por tomar o alheio, o miserando
Povo aventura às penas do profundo,
Deixando tantas mães, tantas esposas
Sem filhos, sem maridos, desditosas.

O vencedor Joane esteve os dias
Costumados no campo, em grande glória;
Com ofertas depois, e romarias,
As graças deu a quem lhe deu vitória.
Mas Nuno, que não quer por outras vias
Entre as gentes deixar de si memória
Senão por armas sempre soberanas,
Para as terras se passa Transtaganas.»

Luís de Camões, Os Lusíadas, Canto IV, Est. 43-45

Imagem: Luis Antonio Planes: "El señor de Hita y Buitrago cede su caballo al rey Juan I en Aljubarrota" (1793), na coleção da Real Academia de Bellas Artes de San Fernando

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