01/08/2026
SUGESTÃO DE LEITURA
Remarque, Erich Maria. [1929] (2019). A Oeste Nada de Novo, 2.ª Ed. Porto Salvo: Saída de Emergência.
«Esta obra não pretende ser uma acusação nem uma confissão, mas simplesmente uma tentativa de descrever uma geração destruída pela guerra… incluindo aqueles que sobreviveram aos bombardeamentos.» Erich Maria Remarque, A Oeste Nada de Novo (Nota introdutória).
Erich Maria Remarque nasceu a 22 de junho de 1898 e viria a tornar-se um dos mais importantes escritores do séc. XX. Banido pelos n***s por ser alegadamente descendente de judeus franceses, viu os seus livros serem atirados para a fogueira e foi exilado em 1933 sob acusação de fazer propaganda contra o nacionalismo alemão. Remarque viu, ainda assim, a sua obra reconhecida ao mais alto nível da literatura e chegou mesmo a ser um dos grandes candidatos ao Nobel da Literatura no seu tempo. A obra “Nada de Novo no Front” foi eternizada pelos seus leitores em todo o mundo. Dotado de uma escrita magistral e de um profundo conhecimento da alma humana, Remarque f**ará para sempre na história da literatura.
Aos dezoito anos, deixou os estudos para se alistar no exército alemão durante a Primeira Guerra Mundial. Nas trincheiras, foi ferido três vezes, uma delas gravemente. Após o conflito, lutando para sobreviver num país completamente devastado pela guerra, exerceu diversas profissões: foi pedreiro, organista, motorista e agente comercial, até se estabelecer, mais ou menos, no jornalismo, exercendo funções de crítico teatral e repórter desportivo, entre outras, em alguns jornais de Hannover e Berlim. Mas, mesmo com uma vida mais estável, não esqueceu o pesadelo da guerra. As suas noites de insónia eram preenchidas por infindáveis cadernos, onde anotava os horrores que viveu. Rapidamente descobriu que aquelas folhas manuscritas continham o núcleo de um livro ― um romance sobre o absurdo da guerra...