01/11/2025
Comunicado
O Partido Socialista de Santarém lamenta o impasse verificado na reunião da Assembleia da União de Freguesias da Cidade de Santarém (UFCS), realizada no passado dia 30 de outubro, destinada à eleição do novo executivo.
O PS reafirma o seu total respeito pela vontade expressa nas urnas e pela legitimidade do presidente eleito, Alfredo Amante (AD), para liderar a União de Freguesias. No entanto, considera essencial que a composição do executivo reflita o equilíbrio democrático resultante das eleições e assegure uma gestão plural, representativa e estável.
A proposta apresentada pela AD, que incluía cinco elementos da coligação e dois do Chega, não garantia esse equilíbrio, colocando em causa a necessária representatividade e o funcionamento cooperante entre forças políticas.
Importa esclarecer que existiu, de facto, uma solução equilibrada, discutida e acordada entre os líderes Alfredo Amante, Diamantino Duarte e Domingos Santos Silva, que previa uma composição com 3 elementos da AD, 2 do PS e 2 do Chega, proposta que assegurava uma governação funcional e respeitadora do voto popular. Essa solução foi aprovada no diálogo entre as partes, mas posteriormente a AD, através do próprio presidente da União de Freguesias, Alfredo Amante, comunicou que já não a aceitava.
O PS sublinha que a vontade dos eleitores foi clara: a AD deve governar, mas o PS e o Chega foram mandatados para exercer o papel de acompanhamento e escrutínio democrático.
O que está em causa não é quem ganhou, mas sim como se governa: com diálogo e equilíbrio ou com imposição e exclusão.
As declarações do presidente da Câmara, João Teixeira Leite, são falsas e demonstram um claro desrespeito pela autonomia da União de Freguesias e SANTARÉM pelas suas instâncias democráticas. O PS não quer lugares, quer transparência, equilíbrio e respeito pelos resultados eleitorais.
O PS de Santarém rejeita, assim, as acusações do presidente da Câmara Municipal, que não correspondem à verdade dos factos nem ao espírito de diálogo que o PS tem demonstrado. O que o PS defende é uma governação local que una e represente todos os cidadãos da freguesia, e não uma lógica de exclusão e hegemonia partidária.
O PS continuará disponível para o diálogo, com sentido de responsabilidade e compromisso com os fregueses da Cidade de Santarém.
Santarém, 1 de novembro de 2025
A Concelhia de Santarém