Bloco de Esquerda Santiago do Cacém

Bloco de Esquerda Santiago do Cacém Página concelhia do Bloco de Esquerda em Santiago do Cacém

📍O Bloco de Esquerda saúda os trabalhadores em greve na REN Atlântico, que asseguram a operação do terminal de gás natur...
24/08/2026

📍O Bloco de Esquerda saúda os trabalhadores em greve na REN Atlântico, que asseguram a operação do terminal de gás natural liquefeito em Sines, e apoia a sua organização coletiva para reivindicar justas e necessárias compensações pelo desgaste do trabalho por turnos (acesso à reforma antecipada) e a diminuição da desigualdade salarial.

REFINARIA DE ANTIMÓNIO EM SINES, UM PERIGO AMBIENTAL AO SERVIÇO DA INDÚSTRIA MILITAR O governo, através da AICEP Global ...
14/07/2026

REFINARIA DE ANTIMÓNIO EM SINES, UM PERIGO AMBIENTAL AO SERVIÇO DA INDÚSTRIA MILITAR

O governo, através da AICEP Global Parques, anunciou recentemente a instalação de uma refinaria de antimónio em Sines,

O antimónio é um metal essencial para o desenvolvimento de grandes empresas tecnológicas, nomeadamente para equipamentos bélicos, como produção de balas, cartuchos, estilhaços ou em dispositivos de visão noturna e radares.

Depois da China, que é o maior produtor de antimónio, ter colocado limites à sua exportação e do Irão ter descoberto uma enorme reserva, aumentou a vulnerabilidade das cadeias de abastecimento dos mercados ocidentais, o que levou a um aumento brusco dos preços. Não por acaso, o departamento de defesa dos EUA classificou o antimónio como mineral critico e vital para a sua segurança nacional e a União Europeia intensificou a procura e armazenagem deste recurso estratégico.

Depois do anúncio de um “cais para uso militar” em Sines, tudo indica que o principal cliente do antimónio seja o poderoso lobby industrial-militar europeu ao serviço da NATO. Pelos vistos querem colocar Sines cada vez mais no centro de uma rota de perigosas tensões geopolíticas provocadas pela disputa de recursos naturais das potencias imperialistas à escala global.

Mas, a operação industrial com antimónio está também associada a enormes riscos ambientais e de saúde pública para as populações e os trabalhadores. Trata-se de um metal potencialmente cancerígeno e altamente tóxico, com elevada capacidade de contaminação das águas e por via atmosférica.

A Comissão Europeia com a aprovação de um chamado “Green Deal Industrial Plan”, tem querido fazer de Sines um local preferencial para um grande processo de reindustralização que dizem ser “verde” com investimentos de milhões de euros em centrais de dados, lítio, hidrogénio, aço, que exige um consumo de energia sem precedentes. A reboque da satisfação dos interesses de algumas das maiores tecnológicas do mundo e das exigências determinadas pelas tensões geopolíticas, Sines passará a consumir 60% da energia nacional, sem que haja quaisquer preocupações ao nível da habitação e dos equipamentos sociais, na saúde, no ensino, na cultura e no lazer.

Apesar de apregoadas como “verdes”, evocando uma transição energética e digital limpas, estas indústrias têm um elevado impacte ambiental, destruição dos nossos recursos naturais e das atividades económicas tradicionais, como a agricultura e a pesca, a paisagem e também o turismo. São investimentos despojados de sensibilidade social e ambiental. Não introduzem quaisquer transformações nos modos de produção, não cortam emissões e não reduzem a dependência de combustíveis fosseis, acelerando a crise climática.

Este modelo de desenvolvimento e esta estratégia está-nos a ser imposta pela Europa e pelos governos. As autarquias submetem-se quando não os promovem mesmo. Não há qualquer consulta às populações.

O Bloco de Esquerda, preocupado com esta situação, nomeadamente com a nova refinaria de antimónio, exige do Governo, Comunidade Intermunicipal do Alentejo Litoral (CIMAL) e Autarquias Locais que:

- Sejam transparentes e intransigentes na defesa das populações, do ambiente e da Paz.

- Promovam o esclarecimento público sobre os impactos sociais e ambientais desta nova unidade industrial e qual o destino final deste novo metal a refinar em Sines.

- Seja suspenso o processo de reconhecimento de Projeto de Interesse Nacional (PIN), submetido pelo promotor.

A área industrial de Sines já está por demais sacrificada. Reclamamos um planeamento público e democrático, que responda às reais necessidades das pessoas, investindo em habitação acessível, saúde, educação, transportes, numa transição justa e com empregos dignos.

🚨O crescimento de Vila Nova de Santo André, tem que estar ao serviço de quem aqui vive e trabalha e não para negócio de ...
23/06/2026

🚨O crescimento de Vila Nova de Santo André, tem que estar ao serviço de quem aqui vive e trabalha e não para negócio de uns poucos.

💰Anunciam-se 25 mil milhões de euros de investimentos no Complexo Industrial de Sines. Há anos que esses anúncios se vêm sucedendo. Estão previstos milhares de postos de trabalho e a fixação de cerca de 7000 trabalhadores na região.

📈A população poderá facilmente duplicar no triangulo Sines - Vila Nova de Santo André - Santiago do Cacém. Serão necessários mais e melhores serviços públicos na saúde, educação, saneamento, transportes colectivos, sendo a habitação o maior problema.

A não haver medidas robustas e determinadas por parte do governo e das autarquias vão-se agravar ainda mais as condições de vida de quem aqui vive e trabalha, com os preços da habitação a disparar para valores impossíveis e os centros de saúde e o hospital a acusarem ainda maiores problemas de funcionamento.

⚠️Sem qualquer intervenção pública significativa, no mercado de habitação já há muito que campeia a especulação, que as próprias autarquias não têm contrariado. Um T2 ultrapassa os 200 mil euros, o preço do metro quadrado é superior a 2000€. Alugar um T1 para quem ganha o salário mínimo, significa um esforço de quase metade desse rendimento.

🌱Está também colocada uma grande pressão, sobre os recursos naturais e ambientais e haverá necessidade de um tremendo consumo de água e de energia para as empresas.

🏛Face a esta situação, o Bloco de Esquerda questionou o Governo na Assembleia da República.

❓️Em resposta, o Ministério das Infraestruturas e Habitação aponta “Vila Nova de Santo André como a principal frente de expansão urbana capaz de absorver parte da procura por habitação”, assente numa estratégia assente em três eixos: “crescimento urbano de Santo André, reforço da oferta pública de habitação e captação de investimento privado para projetos habitacionais de maior dimensão”.

Esta conversa é mais do mesmo, muita parra e pouca uva. Não há qualquer compromisso ou plano concreto para construção de habitação pública. Em Vila nova de Santo André todo o solo urbano é terreno público, herdado do velho Gabinete da Área de Sines. Estão aqui criadas todas as condições para o desenvolvimento de políticas de habitação que sirvam toda a população, mas o que continuamos a ver é o grosso da construção ser assumida por grandes empresas imobiliárias que beneficiarão dessas condições para maximizar os seus lucros, continuando a política especulativa.

🏠Antes as pessoas e depois os negócios. Para isso defendemos um conjunto de medidas para a criação de um “mercado social de habitação”:

✅️Mobilização de terrenos municipais para construir habitação pública;

✅️Apoio ao regime de autoconstrução ou cooperativo;

✅️Exigir responsabilidade social das empresas, com construção própria;

✅️Reabilitação de imóveis devolutos para arrendamento acessível;

✅️Criação de uma bolsa de habitação de emergência;

✅️Garantir quotas de habitação a custos controlados em novos loteamentos.

08/05/2026

O Bloco de Esquerda (BE) questionou o Governo sobre a sustentabilidade social e ecológica da região de Sines face aos investimentos previstos, alertando para a pressão que poderão colocar sobre a habitação, serviços públicos e recursos naturais.

✊️ 25 de Abril, sempre!
25/04/2026

✊️ 25 de Abril, sempre!

17/04/2026

Eles querem que sejas tu pagar a fatura.

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