C.I.S.E. Centro de Interpretação da Serra da Estrela

C.I.S.E. Centro de Interpretação da Serra da Estrela Centro de Interpretação da Serra da Estrela

Na passada terça-feira, o CISE acolheu a 2.ª Oficina Colaborativa do projeto SerE+ – Rede de Áreas de Aceleração de Serv...
20/06/2026

Na passada terça-feira, o CISE acolheu a 2.ª Oficina Colaborativa do projeto SerE+ – Rede de Áreas de Aceleração de Serviços dos Ecossistemas na Serra da Estrela.

Aberta à participação da comunidade, esta sessão teve como objetivo avaliar e quantificar, através de exercícios interativos, o valor dos serviços prestados pelos ecossistemas nas diferentes paisagens da serra da Estrela: desde as florestas e campos agrícolas até aos prados de altitude e aos rios.

O contributo de todos é fundamental para desenvolver soluções mais sustentáveis, eficazes e ajustadas à realidade da região.

Acompanhe as próximas iniciativas e junte-se a nós na próxima oficina colaborativa!



Palombar - Conservação da Natureza e do Património Rural Fundación "la Caixa" Banco BPI Estación Biológica de Doñana - CSIC Centre for Ecology, Evolution and Environmental Changes - ce3c

Romaria das Ovelhas celebra a tradição da transumância na serra da EstrelaA Romaria das Ovelhas à Festa de São João Bati...
19/06/2026

Romaria das Ovelhas celebra a tradição da transumância na serra da Estrela

A Romaria das Ovelhas à Festa de São João Batista é uma das mais belas demonstrações de que a tradição da transumância continua viva na serra da Estrela.

Nesta celebração, pastores e rebanhos dos concelhos de Seia, Gouveia e Oliveira do Hospital reúnem-se na aldeia da Folgosa da Madalena para desfilar em redor da capela, assinalando a partida dos rebanhos para o alto da serra.

De acordo com a tradição, os rebanhos são encabeçados pelos chibos ou chibarros, animais mansos que guiam o gado. Para a ocasião, estes bodes e algumas das mais belas ovelhas apresentam-se engalanados com a melhor “louça” do pastor, enriquecida por coloridas fitas e pompons, em substituição das tradicionais borlas.

No próximo domingo, às 18h00, na Folgosa da Madalena, em Seia, junte-se aos pastores da Terra Chã e testemunhe uma das mais relevantes tradições da região.

Férula-menor (Ferulago capillaris)A férula-menor é uma planta menos encorpada, mas que não se deixa ofuscar pela mais al...
18/06/2026

Férula-menor (Ferulago capillaris)

A férula-menor é uma planta menos encorpada, mas que não se deixa ofuscar pela mais altaneira canafrecha (Ferula communis) apresentada na última publicação.

Aqui, pela Serra, crescem lado a lado. Partilham o gosto por orlas de carvalhais, soutos, azinhais e giestais, em locais soalheiros de solos pedregosos, onde o rigor da continentalidade se impõe e a oceanidade se esbate.

É uma umbelífera rara e pode iludir os mais distraídos e os olhares menos treinados, fazendo-se passar pelo mais cosmopolita funcho (Foeniculum vulgare) que nos faz companhia pela rede viária nacional, desde a vila de Melgaço à cidade de Faro, qual GPS botânico.

A ilusão visual induzida pela organização das flores amarelas e as folhas muito divididas, de ambas as plantas, é, facilmente, desmascarada pela fragrância exalada pelo funcho. A férula-menor não desperta o nosso aparato olfativo ao não ter aroma digno de registo.

Na aparência, a férula-menor tem um porte ereto, robusto, ramificando na parte superior encimada por várias umbelas compactas com flores de um amarelo brilhante (Inflorescência em que as flores, ou o seu conjunto, coroam raios que partem do mesmo ponto, como as varetas de um guarda-chuva).

O funcho tem aspeto despenteado. É mais esguio e as umbelas são mais esparsas e de um amarelo menos exuberante.

A arrumação taxonómica do Ferulago capillaris (férula-menor), por ora, endemismo Ibérico para uns, ou iberomagrebino para outros, não é consensual. Os defensores da segunda via denominam-no Lophosciadium luteum, mas esta identidade carece de validação. Em Portugal ocorre em populações isoladas e fragmentadas na Beira Alta, Trás-os-Montes e Minho, não tendo sido avaliado o estatuto de conservação na elaboração da https://listavermelha-flora.pt/. Quanto ao funcho, o que é difícil é não o observar em Portugal.

canafrecha (Ferula communis subsp. catalaunica)De hábitos viários, o porte altaneiro desta planta confere-lhe, entre as ...
14/06/2026

canafrecha (Ferula communis subsp. catalaunica)

De hábitos viários, o porte altaneiro desta planta confere-lhe, entre as herbáceas, o estatuto de uma das recordistas em altura da nossa flora Facilmente alcança os 3 metros. Para além de altiva é exuberante graças às esferas amarelas (umbelas) que encimam a cana tinta, estriada e robusta.

Não sendo esquisita quanto ao habitat, prefere clareiras e orlas de matos, taludes, bermas de caminhos e estradas e incultos de locais secos, geralmente pedregosos e perturbados pela ação antrópica.

No norte é planta de floração tardia. Floresce entre junho e julho e as folhas grandes e muito recortadas (setas) surgem a partir do final do outono.

É planta tóxica pela presença de derivados das cumarinas (ferulenol, dicumarol, etc.) que alteram a coagulação do sangue podendo provocar hemorragias internas.

Não fosse a toxicidade teria potencial ornamental elevado e seria uma ótima estação de serviço para polinizadores em meio urbano.

Ter em atenção possíveis confusões com o funcho quando ambas apresentam só as folhas. Quando floridas, o porte mais discreto, as folhas maiores e de fragrância anisada e as flores menos exuberantes do funcho, não deixam dúvidas quanto à identificação, pese embora tenham exigências ecológicas semelhantes.

Linhares da Beira acolheu, de 5 a 7 de junho, a Festa do Linho, uma iniciativa do projeto Linho a Fio, da Palombar - Con...
13/06/2026

Linhares da Beira acolheu, de 5 a 7 de junho, a Festa do Linho, uma iniciativa do projeto Linho a Fio, da Palombar - Conservação da Natureza e do Património Rural e do Município de Celorico da Beira.

O CISE/Município de Seia, enquanto parceiro da Palombar no projeto SerE+ (https://www.palombar.pt/pt/projetos/sere-2b-2025/) marcou presença na Mesa Redonda Regeneração dos Territórios de Montanha e a sua Resiliência e na condução de num percurso interpretativo, durante o qual se deu a conhecer o uso e virtudes de algumas plantas aromáticas e medicinais da aldeia de Linhares da Beira.
A Festa do Linho celebrou a cultura biossocial do linho na serra da Estrela, uma das mais antigas tradições do território, cruzando saberes ancestrais com diálogo sobre a regeneração da paisagem cultural e natural e das comunidades rurais.

Gratos pelo convite,

ℹ️ Leia o artigo completo sobre a festa
https://palombar.pt/.../festa-do-linho-celebrou-a.../

Fotografias Pedro Alves/Palombar


Qual o valor dos serviços dos ecossistemas na serra da Estrela?2.ª Oficina Colaborativa do Projeto SerE+Depois de identi...
11/06/2026

Qual o valor dos serviços dos ecossistemas na serra da Estrela?
2.ª Oficina Colaborativa do Projeto SerE+

Depois de identificarmos os serviços dos ecossistemas da serra da Estrela, chegou o momento de responder a uma questão fundamental: quanto valem os benefícios que a natureza nos oferece?

Na 2.ª Oficina Colaborativa, através de exercícios participativos e interativos, vamos quantificar o valor dos serviços dos ecossistemas em diferentes paisagens da serra da Estrela: das florestas aos campos agrícolas, dos prados aos rios.

📅 Data: 16 de junho (terça-feira)
🕤 Horário: 9h30–12h30 (seguido de almoço-piquenique)
📍 Local: CISE – Seia

Inscrições
Inscreva-se através do formulário online
https://forms.gle/vqoNTkBhG8JvJeA6A

A participação é gratuita, mas a inscrição é obrigatória.

Junte-se a nós na valorização da serra da Estrela!

Palombar - Conservação da Natureza e do Património Rural Fundación "la Caixa" Banco BPI Estación Biológica de Doñana - CSIC Centre for Ecology, Evolution and Environmental Changes - ce3c

📍 Abertas as inscrições para a Festa da Transumância e dos Pastores!🐑No próximo dia 4 de julho, acompanhe os pastores da...
09/06/2026

📍 Abertas as inscrições para a Festa da Transumância e dos Pastores!

🐑No próximo dia 4 de julho, acompanhe os pastores da Serra da Estrela e cerca de 3.000 ovinos na subida às pastagens de altitude da montanha.

Uma oportunidade para percorrer os antigos caminhos da transumância, conhecer de perto a atividade pastoril e viver uma das mais genuínas tradições da Serra da Estrela.

🍞 Merenda do Alforge na Póvoa Velha
🥘 Almoço com os pastores na Senhora do Espinheiro
🎶 Animação cultural
🐑 Chegada dos rebanhos ao Sabugueiro

⚠️ Inscrições limitadas a 100 participantes

👉 Inscreva-se aqui: https://visitseia.pt

Tapetes floridos pioneiros de musgos e gramíneas anuais (Bryum alpinum com Holcus durieui  Os nichos ecológicos ocupados...
08/06/2026

Tapetes floridos pioneiros de musgos e gramíneas anuais (Bryum alpinum com Holcus durieui

Os nichos ecológicos ocupados por tapetes do musgo, Bryum alpinum, localizam-se, habitualmente em altitude, sobre bancadas graníticas algo inclinadas, com substrato arenoso/limoso e polidas pelos glaciares.

Nestes afloramentos, a água resultante do degelo, da chuva ou das dinâmicas de ressurgência e/ou ressumantes e ressumbrantes, sazonais ou permanentes, escorre lentamente e/ou acumula-se.

No inverno comportam-se como camas criopreservadoras,
congelam e conservam sementes no período frio. Com a primavera entrada, combinada com a subida da temperatura, a retenção e condução de calor pelas rochas, a disponibilidade hídrica reservada na esponja muscinal e o calor específico elevado da água, ocorre o regresso da flora de ciclo anual.

Florescem, entre outras plantas, a erva-molar-da-serra (Holcus durieui), gramínea ibérica e Sedum maireanum que, com o rosa das flores, pinta o musgo verde acastanhado que para além da Ibéria alcança Marrocos e a Argélia.

No Verão o calor e a seca desidratam e encolhem a “boa cama” que servirá de banco de sementes e câmara letargica para o regresso da flora na estação favorável.

Os musgos desempenham, desta forma, funções relevantes como o armazenamento de água, prevenção da erosão, formação de solo e génese de habitat e refúgio para outros organismos.

Anisoplia baetica: três em um!Anisoplia baetica é um pequeno escaravelho, com apenas cerca de 1 cm de comprimento, endém...
07/06/2026

Anisoplia baetica: três em um!

Anisoplia baetica é um pequeno escaravelho, com apenas cerca de 1 cm de comprimento, endémico da Península Ibérica e presente na serra da Estrela, em prados de baixa altitude.

A espécie apresenta três formas de coloração distintas: uma com élitros laranja, outra com manchas laranja sobre fundo preto e uma terceira com élitros totalmente pretos. Apesar destas diferenças, a cabeça, o pronoto e as patas são sempre pretos.

Os adultos podem ser observados sobretudo entre maio e julho, alimentando-se do pólen das gramíneas. Durante este período, os machos sobem para caules mais altos, podendo ser vistos em posições por vezes acrobáticas enquanto tentam detectar as fêmeas através das suas feromonas. As larvas vivem no solo, onde se alimentam de raízes e de matéria vegetal em decomposição.

Este é mais um exemplo de como a biodiversidade da serra da Estrela está repleta de pequenas espécies fascinantes que passam muitas vezes despercebidas.

A giesta sarapintada da serra da Estrela A giesteira-das-serras (Cytisus striatus) é a giesta de flores amarelas mais co...
04/06/2026

A giesta sarapintada da serra da Estrela

A giesteira-das-serras (Cytisus striatus) é a giesta de flores amarelas mais comum no Norte e Centro de Portugal. A expansão, mais recente, deve-se ao abandono agro-silvo-pastoril e consequente despovoamento rural.

Faz parte dos matos recolonizadores, das áreas de carvalhal/pinhal percorridas por incêndios, que antecedem e/ou acompanham a regeneração da floresta nativa, no processo de sucessão ecológica das comunidades vegetais.

Numa área partilhada com a giesta-branca (Cytisus multiflorus), a giesta-das-sebes (Cytisus grandiflorus), a giesta-das-vassouras (Cytisus scoparius) e pelas aparentadas giesta-piorneira (Genista florida) e piorneira-de-folhas-pequenas (Genista cinerascns), surgem meia dúzia de exemplares da giesteira-das-serras com as características flores amarelas, mas que destoam das congéneres pelas máculas castanho-purpúreas ostentadas no par de pétalas laterais (asas).

No seio de uma paisagem de giestas, algo monótona, a natureza surpreendo-nos com plantas que ousam fugir às convenções, arquétipos e modelos que temos como certos e adquiridos.
Esta característica poderá conferir a estas giestas-das-serras um potencial interesse ornamental!

Endereço

R. Visconde De Molelos
Seia
6270-423

Horário de Funcionamento

Terça-feira 10:00 - 18:00
Quarta-feira 10:00 - 18:00
Quinta-feira 10:00 - 18:00
Sexta-feira 10:00 - 18:00
Sábado 10:00 - 18:00
Domingo 10:00 - 18:00

Telefone

+351238320300

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