10/10/2025
Trabalhadores Municipais de Vieira do Minho merecem respeito, não contratos de conveniência.
Em Vieira do Minho, há trabalhadores que garantem o funcionamento da Câmara e dos serviços municipais todos os dias, mas vivem em condições de insegurança, desigualdade, falta de respeito e até de medo.
São homens e mulheres que varrem as ruas, cuidam dos jardins, apoiam escolas, conduzem carrinhas, mantêm o concelho de pé. Mas, para muitos, o contrato termina logo depois das eleições.
Nos últimos anos, tornou-se prática comum a celebração e renovação de contratos a prazo e prestações de serviços, com prazos que terminam pouco tempo depois das eleições.
Isto cria um clima de dependência e medo, onde muitos trabalhadores vivem sem saber se terão emprego no mês seguinte.
Há também trabalhadores a falsos recibos verdes, que prestam a sua atividade, sob a organização e autoridade do Município, completamente desprotegidos, sem direitos laborais e com um vencimento miserável, embora exerçam funções permanentes e indispensáveis.
É uma situação injusta e inaceitável, que ofende a dignidade de quem trabalha e desvirtua o papel da autarquia enquanto entidade pública e maior empregador do concelho.
Ao mesmo tempo, há trabalhadores efetivos que não são valorizados nem promovidos, por falta de visão de gestão.
Em vez de se aproveitar as suas competências em áreas que o município precisa de desenvolver, como a empresa municipal de gestão de biomassa, a gestão pública do turismo e lazer, ou até a municipalização das águas, prefere-se manter um sistema de desorganização interna, desperdício de talento e favorecimento.
A CDU defende uma ruptura com esta cultura de dependência e injustiça.
Para isso, apresentamos soluções concretas:
·Integrar nos quadros os trabalhadores com vínculos precários que exercem funções permanentes;
·Acabar com o abuso dos falsos recibos verdes, assegurando direitos, proteção social e salário digno;
·Valorizar os trabalhadores efetivos através da opção gestionária, instrumento legal que permite acelerar a progressão na carreira com base no mérito, avaliação e pontos obtidos;
·Aproveitar as competências dos quadros municipais nas novas empresas públicas a criar — Biomassa, Turismo, Águas — garantindo que o saber local é reconhecido e usado a favor do concelho.
Uma Câmara que depende da insegurança dos seus trabalhadores não serve o povo, serve apenas quem quer manter o poder.
Uma Câmara justa tem de respeitar e valorizar quem lhe dá corpo todos os dias.
A CDU está do lado dos trabalhadores, dos precários, dos esquecidos, dos que vivem sob ameaça e dos que nunca foram promovidos.
Queremos uma Câmara que promova o mérito, reconheça a dedicação e devolva dignidade ao trabalho público.
Por uma Câmara justa, por quem trabalha com coragem e competência,
Por Vieira do Minho com respeito e verdade,
Tem coragem para mudar!!!
No dia 12 de outubro, vota CDU!