31/08/2026
E quando o palco se desmonta?!
Durante alguns dias, Vila Flor enche-se. Há música, gente nas ruas, esplanadas cheias, reencontros, visitantes e movimento. E ainda bem. As festas fazem parte da nossa terra e são importantes.
Mas depois o palco desmonta-se. Apagam-se as luzes, vai-se embora quem veio de fora e f**a a vila de todos os dias.
E é essa vila que mais nos deve preocupar.
A vila do comerciante que abre a porta todas as manhãs; do jovem que procura uma oportunidade; da família que decide se f**a; de quem quer investir e precisa de condições para o fazer.
Uma praça cheia durante três dias é uma boa imagem, mas não pode ser confundida com desenvolvimento. O verdadeiro desafio é ter Vila Flor viva também em janeiro, numa terça-feira qualquer, quando não há concertos, festas ou grandes eventos.
Por isso, quando se gastam valores tão signif**ativos nestes momentos, é legítimo perguntar: o que f**a depois?
Quanto f**a no comércio local?
Quantas pessoas voltam?
Quantos negócios f**am mais fortes?
Que oportunidades são criadas?
Mas essa avaliação não é feita. É solicitada, mas não é apresentada. E assim continuamos, agarrados a um crescimento cada vez maior dos custos, sem perceber verdadeiramente qual é o retorno para Vila Flor. Porque, sem avaliação, não sabemos se podemos chamar de investimento.
Não somos contra as festas, queremos é mais vida para além delas!
Porque uma terra não se constrói apenas nos dias em que está cheia. Constrói-se, sobretudo, nos dias em que o palco já foi desmontado.