07/07/2026
𝐂𝐨𝐧𝐠𝐫𝐞𝐬𝐬𝐨 𝐅𝐞𝐝𝐞𝐫𝐚𝐭𝐢𝐯𝐨 𝐝𝐨 𝐏𝐒 𝐝𝐞 𝐕𝐢𝐥𝐚 𝐑𝐞𝐚𝐥 𝐝𝐞𝐟𝐢𝐧𝐞 𝐩𝐫𝐢𝐨𝐫𝐢𝐝𝐚𝐝𝐞𝐬 𝐩𝐚𝐫𝐚 𝐨 𝐦𝐚𝐧𝐝𝐚𝐭𝐨 𝟐𝟎𝟐𝟔-𝟐𝟎𝟐𝟖
A Federação Distrital de Vila Real do Partido Socialista realizou, no dia 4 de julho, o 22.º Congresso Federativo, no Auditório Municipal de Peso da Régua, onde definiu as linhas estratégicas para o mandato 2026-2028 e elegeu os novos órgãos federativos.
A moção de orientação política "Um Distrito com Voz, um Partido com Futuro – Reconstruir a Esperança no Distrito de Vila Real" foi aprovada por unanimidade, tornando-se o documento orientador da ação política da Federação para os próximos dois anos.
Foi igualmente aprovado o "Compromisso pelo Futuro do Distrito de Vila Real", que será apresentado ao Secretário-Geral do PS para integrar em futuros programas eleitorais e do Governo. Entre as principais propostas destaca-se a construção da Linha de Alta Velocidade Transmontana, ligando Porto, Vila Real, Bragança, Zamora e Madrid, considerada um projeto estratégico para reforçar a coesão territorial, impulsionar a economia e combater a interioridade.
Todos os órgãos federativos foram eleitos com 95% dos votos expressos. A Comissão Política da Federação será liderada por Nuno Vaz, enquanto José Carlos Rendeiro presidirá à Comissão Federativa de Jurisdição e Emanuel Rodrigues Costa à Comissão Federativa de Fiscalização Económica e Financeira.
Na sessão de encerramento, o presidente da Mesa do Congresso, Hugo Almeida, fez um balanço positivo dos trabalhos, destacando a forte participação dos congressistas, com cerca de 40 intervenções ao longo da reunião.
Hugo Almeida defendeu que, concluído o processo eleitoral interno, a prioridade deve ser a união do partido: "Chegámos ao fim de mais um congresso produtivo, onde debatemos ideias, ouvimos diferentes opiniões, elegemos os nossos órgãos e, acima de tudo, demonstrámos a democracia interna que sempre caracterizou o Partido Socialista. Terminadas as eleições, as escolhas e as votações, há uma palavra que deve prevalecer sobre todas as outras: união. União não signif**a pensar todos da mesma forma; signif**a sermos capazes de colocar o interesse coletivo acima das nossas legítimas diferenças."
O presidente da Mesa do congresso recordou ainda que as lideranças e os projetos se renovam, mas que o Partido Socialista permanece e que a diversidade de opiniões faz parte da vida democrática e fortalece a organização. Alertou, contudo, para a necessidade de não permitir que as divergências internas fragilizem o partido: "Quem assume responsabilidades sabe que será escrutinado e alvo de críticas, sugestões e diferentes perspetivas. Isso faz parte da vida democrática. O que não podemos aceitar é que essas diferenças sejam alimentadas ao ponto de enfraquecer o nosso próprio partido."
Rui Santos, Presidente da Federação Distrital de Vila Real do PS defendeu a necessidade de abrir o Partido Socialista à sociedade, considerando que o futuro do partido depende da capacidade de envolver mais cidadãos e de reforçar a participação interna. Sublinhou a importância de ter militantes mais informados, envolvidos nos processos de decisão e capazes de defender um PS transparente, plural e aberto ao debate.
O presidente da Federação destacou ainda que o partido deve aproximar-se da sociedade civil, da economia, do setor social, das associações e das comunidades, atraindo pessoas que se identifiquem com os valores socialistas, mesmo que nunca tenham militado num partido político. Rui Santos afirmou que a abertura do PS é essencial para responder às novas exigências da sociedade e garantiu que a Federação de Vila Real continuará a ser um parceiro ativo da direção nacional, contribuindo para a preparação do regresso do partido ao Governo. Defendeu ainda que o futuro programa eleitoral deve dar prioridade ao interior e aos territórios de baixa densidade, assegurando que a estrutura distrital continuará a representar os interesses da região e a colocar os recursos do partido ao serviço das populações.