Fundo de Numismática "Luís Pinto Garcia"

Fundo de Numismática "Luís Pinto Garcia" Núcleo de Numismática do Centro de Estudos CECHAP - Vila Viçosa, Alentejo, Portugal.

O Xerafim, ou Xarafim, foi uma moeda portuguesa que circulou no Oriente, inicialmente cunhada em ouro e posteriormente e...
12/08/2026

O Xerafim, ou Xarafim, foi uma moeda portuguesa que circulou no Oriente, inicialmente cunhada em ouro e posteriormente em prata, com a valia de 5 tangas ou 300 réis. O seu nome tem origem no étimo persa-árabe ašhrafī, ou sharifī, nome de um outro espécime de ouro islâmico, e está relacionado com sharaf, palavra associada às ideias de honra e nobreza.

A sua circulação ocorreu sobretudo entre os séculos XVI e XVII e testemunha a existência de intensas relações comerciais entre portugueses, indianos, árabes e outros povos asiáticos, bem como a coexistência de diferentes sistemas monetários.

Do ponto de vista numismático, o Xerafim apresenta diferentes características consoante o período e o metal em que foi cunhado. As peças podem distinguir-se pelo peso, dimensões, inscrições e elementos decorativos, que variam de acordo com a época e o local de emissão. A passagem da cunhagem em ouro para a prata demonstra também as alterações ocorridas na política monetária portuguesa no Oriente.

Materiais do Arquivo 👉 Recorte do jornal “Diário de Notícias”, datado de 26 de agosto de 1950, com o título “Um tesouro ...
10/08/2026

Materiais do Arquivo 👉 Recorte do jornal “Diário de Notícias”, datado de 26 de agosto de 1950, com o título “Um tesouro de moedas romanas descoberto na Citânia de Safins”. O artigo relata a descoberta de um tesouro de moedas romanas durante uma campanha de escavações na Citânia de Safins, Paços de Ferreira. Segundo a notícia, um dos trabalhadores encontrou, ao escavar a terra, um vaso de fundo chato contendo dezenas de moedas de prata. No local, Eugénio Jalhay procedeu à recolha de 275 denários consulares romanos, aos quais se acrescentaram posteriormente mais 12 moedas obtidas através da peneiragem das terras.

GARNIER, Carlos-François ✷ Abade Garnier Séc. XVIII Conhecido como Abade Garnier, nasceu em Nancy e formou-se em Teologi...
06/08/2026

GARNIER, Carlos-François ✷ Abade Garnier
Séc. XVIII

Conhecido como Abade Garnier, nasceu em Nancy e formou-se em Teologia, alcançando o grau de Doutor. Distinguiu-se como geógrafo e bibliófilo, tendo exercido o cargo de Geógrafo-Mor do Rei da Polónia. Em 1750 deixou a Lorena e fixou-se em Lisboa, onde, a partir de meados da década de 1760, assumiu o cargo de capelão da Igreja de São Luís dos Franceses. Desempenhou esta função durante vários decénios, mantendo uma presença ativa na comunidade francesa e nos meios diplomáticos, até à sua morte em 1804.

A presença na corte portuguesa foi contínua e associou-se a funções de carácter diplomático ao serviço da Embaixada de França, para a qual reunia e transmitia informação considerada pertinente. Membro da Academia dos Arcades de Roma, colaborou com periódicos parisienses sobre ciência, comércio e economia portuguesa, abordando temas como o despovoamento e o desenvolvimento das artes mecânicas.

Deixou, entre outros, os manuscritos: “Mémoire sur les Médailles Portugaises”, concluído em Lisboa a 1 de outubro de 1782, e “Mémoire sur les Monnoies de Portugal. Pour servir de réponses aux questions proposées par Monse-igneur le Duc de Praslin”.

A Associação Numismática de Portugal anunciou o próximo número da revista Numismática, uma edição que assinala os 165 an...
03/08/2026

A Associação Numismática de Portugal anunciou o próximo número da revista Numismática, uma edição que assinala os 165 anos da subida ao trono de D. Luís I, o “Rei Numismata”, evocando a figura de um monarca que marcou a história da moeda portuguesa, tanto pela modernização dos processos de cunhagem como pela valorização da colecção real enquanto património de interesse científico e cultural.

Para além das habituais secções dedicadas à actualidade e à vida associativa, este número reúne diversos estudos de fundo, com destaque para a história da venda da colecção do Conde de Albuquerque, por António Miguel Trigueiros; a análise de uma emissão inédita de D. Afonso IV, por Alberto Júlio Praça; um ensaio sobre fichas com selos, da autoria de Luís e Jaime Salgado; e um artigo dedicado ao escultor Helder Batista, por Jaime Ferreira.

Conta ainda com as novas secções Roteiro Numismático, Numismatas Portugueses, Trocado por Miúdos e a Biblioteca do Numismata, da responsabilidade de Alberto Praça, bem como uma entrevista aos autores do catálogo MOEDIX.

Uma boa companhia para este verão.

Na Goa portuguesa, a necessidade de efectuar pagamentos de reduzido valor deu origem à circulação de uma grande variedad...
30/07/2026

Na Goa portuguesa, a necessidade de efectuar pagamentos de reduzido valor deu origem à circulação de uma grande variedade de moedas miúdas, sobretudo pequenas peças de cobre destinadas às transacções mais correntes.

Ao tempo de D. João VI, a mais diminuta dessas fracções correspondia a 1½ réis, um valor tão reduzido que, quando convertido para a moeda de conta da Metrópole, equivalia a apenas quatro quintos de um real. Chamavam-lhe “Dombdy”.

Nos registos da época, o termo surge entre os chamados "vocábulos indígenas" utilizados para designar a moeda miúda. A sua etimologia permanece incerta, mas aparece registado ao lado de outras denominações locais, como “Ordvintem” (4½ réis), “Pancho dombdio” (7½ réis), “Visduddu” (12 réis), “Rubo” (15 réis) ou “Ordtanga” (30 réis). A existência destes termos revela uma terminologia monetária própria, associada à realidade económica goesa, cuja origem e significado continuam por esclarecer.

Publicado em 1999, o livro “Os Militares, a Numismática e a Telecartofilia” reúne os contributos de Amaro Rodrigues Garc...
29/07/2026

Publicado em 1999, o livro “Os Militares, a Numismática e a Telecartofilia” reúne os contributos de Amaro Rodrigues Garcia, Nestor Fatia Vital e Francisco Mendes Magro, aproximando dois mundos que, à primeira vista, poderiam parecer distantes: a carreira militar e o gosto pelo colecionismo.

Num formato próximo do dicionário biográfico, esta obra recupera percursos de militares portugueses ligados à numismática e revela como a coleção de moedas, medalhas e outros objetos podia acompanhar uma vida profissional exigente, dando lugar ao estudo e à investigação.

Inclui ainda o texto “As Armas na Numária Portuguesa”, de Francisco Mendes Magro, que acrescenta uma perspetiva particular sobre a presença da heráldica militar e das armas na moeda portuguesa.

Esta publicação está disponível para consulta na nossa biblioteca.

Materiais do Arquivo 👉 Recorte do jornal “Diário de Notícias”, edição de 28 de Janeiro de 1968.No final da década de 196...
27/07/2026

Materiais do Arquivo 👉 Recorte do jornal “Diário de Notícias”, edição de 28 de Janeiro de 1968.

No final da década de 1960, o sistema monetário em Moçambique passou por uma profunda modernização com o objetivo de reduzir custos e ajustar a massa monetária em circulação.

A estratégia consistiu em manter os desenhos e os valores faciais a que a população já conhecia, alterando apenas a matéria-prima das moedas para ligas de alumínio, bronze, cuproníquel e níquel. Exemplo prático dessa transição foram as moedas de 5 e 10 Escudos, que abandonaram a liga de prata e passaram a ser cunhadas em cuproníquel.

O processo ficou formalmente concluído com o Decreto n.º 49 330, de 28 de Outubro de 1969, que redefiniu os limites legais de emissão de moeda para a província ultramarina.

O Banco Central Europeu (BCE) apresentou ontem os dez projetos finalistas para a nova série de notas de Euro, que deverá...
24/07/2026

O Banco Central Europeu (BCE) apresentou ontem os dez projetos finalistas para a nova série de notas de Euro, que deverá entrar em circulação no início da década de 2030.

As propostas foram desenvolvidas a partir de dois temas: “Cultura europeia” e “Rios e aves”. A decisão final será tomada até ao final de 2026.

Até 21 de setembro, todos os cidadãos da área do euro podem participar no processo e dar a sua opinião através do formulário disponibilizado pelo BCE.

Participe! 👉 https://surveys.ecb.europa.eu/10b/neweuro/

MORAIS, Augusto Viana de1879-1951Natural de Lisboa, foi funcionário da Repartição de Saúde dos Caminhos de Ferro. Numism...
23/07/2026

MORAIS, Augusto Viana de
1879-1951

Natural de Lisboa, foi funcionário da Repartição de Saúde dos Caminhos de Ferro. Numismata e colecionador, autor de diversos artigos, desempenhou também funções como técnico consultor-especialista na Casa A. Molder. É muitas vezes referenciado como o grande impulsionador dos catálogos de venda por correspondência em Portugal.

A primeira emissão de moeda de ouro em nome do príncipe regente D. João ocorreu em 1802. Com o valor de 6.400 réis, esta...
21/07/2026

A primeira emissão de moeda de ouro em nome do príncipe regente D. João ocorreu em 1802. Com o valor de 6.400 réis, estas moedas eram designadas por Peças, seguindo a tradição das grandes moedas de ouro portuguesas.

No reverso, o desenho apresenta uma particularidade que a distingue das restantes emissões, a decoração que envolve o escudo real apresenta enfeites terminados em greca, um padrão geométrico de inspiração clássica, diferente da habitual ornamentação de motivos vegetalistas.

A forma destes elementos laterais, mais largos na parte superior e progressivamente mais estreitos em direção à base, lembrava a forma de um vaso, característica que esteve na origem da designação pela qual a moeda ficou conhecida “Peça da Jarra”.

Esta moeda é, assim, um exemplo da diversidade artística presente na numária portuguesa do início do século XIX, marcada pela introdução de diferentes soluções ornamentais nos motivos representados.

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