Congres Mondial Des Kongo - 1

Congres Mondial Des Kongo - 1 Congres Mondial Des Kongo is a timely social event created by the Groupe Royaume Do Kongo in order to unite descendants of Kongo around the world.

CONGRES MONDIAL DES KONGO

Type: Non gouvernemtal/Apolitique et Non religieux
Siège: Etats Unis d’Amerique
Langue(s): Kikongo, Francais, Portugais, Espagnol, Anglais

Membre(s): Organisations
Président: Rocha Nefwani

Sites Web:

www.facebook.com/congresmondialkongo?ref=hl
www.facebook.com/groups/Grouperoyaumedokongo/
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www.grouperoyaumedokongo.com
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Le Congrès Mondial Des Kongo (World Kongo(s) Congress) est une fédération internationale de communautés et d'organisations des Kongo, fondée en 2014 à Tucson (Etats Unis d’ Amérique), et dont le siège temporaire mondial est à Tucson (États-Unis). D'après sa charte, le Congrès Mondial Kongo a pour but premier d'être le « bras historique, culturel, social et diplomatique du peuple Kongo. Toutes les communautés et tous les groupes représentatifs des Kongo peuvent être membres du Congrès Mondial Kongo, indépendamment de l'idéologie sociale, politique ou économique de leur pays hôte. Le siège temporaire du Congrès Mondial Des Kongo est établi à Tucson, Arizona. L'organisation possède des représentations internationaux à Bruxelles, Anvers, Paris, Los Angeles, Bologne, Amsterdam, La Paz, Kinshasa, Brazzaville, Luanda et Mbanza-Kongo, et Tucson. L'organisation et ses représentations
Le Congrès Mondial Des Kongo se compose de sept branches régionales : l’Amérique du Nord, Latino-américain, les Kongo Européen, les Kongo Asiatique , les Kongo Amérique Central, Les Kongo Amérique du Sud, et les Kongo des Caraïbes. Par ailleurs, les communautés Kongo de près de 58 pays seront directement affiliées au Congrès Mondial Des Kongo. Son principal organe de décision est l'Assemblée plénière, se réunira tous les quatre ans et élit la direction de 75 membres du (Comité Exécutif). Entre les assemblées plénières, le Conseil d'administration du CMK se réunira généralement une fois par an. Les organisations Kongo affiliées enverront des délégués à ces deux organes du CMK ; leur nombre dépendra de la taille des communautés Kongo qu'elles représentent. Le cœur de 12 membres de Conseil de Gestion sera responsable de gérer le cœur de 75 membres et superviser les communautés Kongo (avec des codes d’identification comme Luvila) de près de 58 pays. La dernière réunion de l'Assemblée plénière ou 1er congrès s'est tenue à Paris du 17-19 Novembre. Plus de 150 délégués de plusieurs pays y ont participé. Suite à ce 1er Congrès des Originaires des Kongo que émanant l’appelle du Congrès Mondial Des Kongo.

LES BAYAKA/KONGOLes Bayaka furent cites a plusieurs reprises dans les documents émanant des historiens des anciens royau...
09/27/2016

LES BAYAKA/KONGO

Les Bayaka furent cites a plusieurs reprises dans les documents émanant des historiens des anciens royaumes
de Kongo, d ’Angola et de Matamba. Ils firent dans ces pays, a une époque très reculée, des apparitions tres
courtes, il est vrai, et peu distinctes, mais qui jà lonnent la route parcourue par cette tribu belliqueuse et nous permettent ainsi de suivre son évolution.

Avant d’aborder l’histoire des Bayaka nous passerons d’abord rapidement en r***e les explorations et les découvertes des anciens aux confins des royaumes de Kongo et d ’Angola. C’est là, en effet, que nous rencontrerons pour la première fois l’avant-garde de celte tribu dont l’habitat propre trop lointain fut a peine entrevu et presque totalement ignore des sources historiques anciennes.

Apres quoi, confrontant les rares mais précieuses données écrites avec les renseignements pris sur place, nous
tacherons de présenter dans ses grandes lignes l’histoire ancienne de cette peuplade.

Ensuite, nous parcourrons les notes et rapports des explorateurs de l’époque moderne et de la conquête belge au Kwango, pour assister ainsi à l ’apparition définitive des Bayaka sur le théâtre de l ’histoire universelle.

Enfin, ramassant en raccourci les grands traits de l’évolution ethnique et politique de cette peuplade, nous
pourrons toucher quelques-unes des causes responsables de cette mentalité très spéciale qui se manifeste encore de nos jours chez les habitants des rives moyennes du Kwango.

M. PLANCQUAERT, S. J.

09/27/2016

Denominações religiosas no tempo colonial.

Em contraste com as poucas denominações religiosas no tempo colonial, o quadro religioso angolano apresenta-se extremamente complexo a partir da recente proliferação de igrejas no campo protestante, especialmente as igrejas pentecostais e igrejas africanas (também chamadas de proféticas ou mpeve a longo – o nome em kikongo para Espírito Santo), a partir dos anos 1990. Os Bakongo identificamse quase todos como cristãos num país em que a cristianização atinge mais de 80% da população.

Encontram-se entre os Bakongo, principalmente os “regressados”, o maior número de denominações religiosas, sejam pentecostais ou africanas, e o maior número de líderes religiosos. Estas igrejas desempenham um papel fundamental na conformação de uma linguagem propícia para a acusação de feitiçaria, bem como fornecem rituais de identificação e cura dos acusados. Sobre pentecostalismo na África, ver Meyer (1999; 2004).

https://www.facebook.com/1067855563291057/photos/a.1068521173224496.1073741825.1067855563291057/1113256518750961/?type=3...
09/08/2016

https://www.facebook.com/1067855563291057/photos/a.1068521173224496.1073741825.1067855563291057/1113256518750961/?type=3&theater

REVE OU REALITE?
INSPIRATION OU PROPHETIE?

A ce moment ou Tata Muanda Kongo veut de l'afrique centrale un seul pays que nlongi a kongo appelle souvent Ntima nsi;

est il possible que nous reformulions les etats des etats unis d'afrique centrale selons que nos ancetres avaient ete inspires ou selon la vision des blancs a berlin ?

En tout cas, a ce que je sache les frontieres coloniales seront effacees en afrique;

Est ce que le moment est venu selon les signes du temps ou allons nous encore attendre?

Neamoins les signes annonciateurs sont la.

Que pensez vous?

08/25/2016

O Reino do Congo em finais do século XV

Este grande reino, bem constituído econômica e politicamente em finais do séc. XV, abrangia um vasto território que se estendia desde uma parte do sul do Gabão, passando pelo sudoeste da República do Congo, por grande parte do sudoeste da República Democrática do Congo, até ao norte de Angola.

Expedição Portuguesa comparecendo perante
o rei do Congo © National Maritime Museum.

“Makukua Matatu Malemb’e Kongo” é uma expressão que, de acordo com a tradição oral, nos leva a entender, que o reino do Congo era um todo composto por três partes distintas: “Makukua”; “Matatu”; “Malemb’e”. O relato de Ana Maria de Oliveira – no seu trabalho de investigação intitulado “Elementos Simbólicos do Kimbanguismo”, saído a público em 1999, através de uma edição da Missão de Cooperação Francesa –, refere-se aos três troncos da termiteira e também às três pedras ao fogo que suportam a panela, o que, em sentido figurado significa: a lareira, a casa materna e, por analogia, o lugar onde se cria, onde se decide, o centro onde tudo começou. Daí que “Makukua Matatu Malemb’e Kongo” pode, em princípio, ser aceite como “as três lareiras, as três pedras de base, as três partes, a trindade que formava o antigo reino do Kongo”. Estas três componentes correspondiam a três áreas geograficamente distintas e bem diferenciadas do ponto de vista sócio-econômico, cada uma delas associada a um dos três descendentes do manikongo (rei do Congo).

O antepassado de todos os Bakongo (a “mãe grande” que a tudo deu início) é “Nzinga”, filha de “Nkuvu”, casada com “Nimi” e de quem teve dois rapazes e uma menina, respectivamente, “Vit’a Nimi”, “Mpanzu’a Nimi” e “Lwkeni Lwa Nimi”. Os três constituíam a base da sociedade do reino do Congo: “Makukua Matatu Malemb’e Kongo”. O nome das três crianças associado ao nome de “Nzinga” representa a linhagem “Tuvila”.

“Vit’a Nimi”, o filho mais velho de “Nimi”, a quem se chamou “Ne Nvunda” era também conhecido por Nsaku, que significa aquele que traça os destinos do Congo. Daí que, deste ramo tenha surgido uma descendência de diplomatas, pois sempre que os “ntotila” tinham necessidade de enviar embaixadas ou missões ao estrangeiro, escolhiam individualidades do ramo “Kisaku”.

O segundo filho, “Mpanzu’a Nimi”, teve uma descendência numerosa. Era por natureza guerreiro. Também um excelente agricultor e um bom conhecedor de minerais.

Lukeni foi a mais difícil de criar. Dai ser também conhecida por “Vuzi”; ou seja, aquela que cria problemas. Era muito bela e desprezava quase tudo o que comia, excepto carne. Casou e teve três filhos, que eram também muito admirados, quer pela sua beleza, quer pelo seu carácter. Cada um destes três filhos de “Nzinga” recebeu uma parcela do território do reino do Congo.

A fronteira de cada área geográfica era delimitada com uma plantação de uma árvore de nome “Nsanda”, que simboliza vitalidade e firmeza.

Nas áreas territoriais pertencentes a um grupo diferente era associado um outro símbolo de referência.

Jornal de Angola.

08/07/2016

A “Rede de Proteção”

Luena Nunes Pereira

Na pequena cidade de Mbanza Kongo o governo estimou mais de 400 crianças abandonadas, nas ruas ou nas igrejas pentecostais, no ano de 2000. A maioria era acusada de feitiçaria por seus parentes.

Em 2003 uma parceria do Instituto Nacional da Criança (INAC, do governo angolano) com as ONGs Save the Children - Seção Noruega (SC-N) e Christian Children Fund (CCF) implantou uma “rede de proteção da criança”, na qual participaram agentes comunitários que foram responsáveis por prevenir, detectar e resolver localmente casos de crianças acusadas de feitiçaria e/ou submetidas à violência, através aconselhamentos às famílias e comunidades envolvidas no nível local. Não apenas crianças acusadas, mas também casos de abuso sexual e violência doméstica, negligência, tráfico de crianças e órgãos, etc., seriam reportados e encaminhados para órgãos do governo quando não se encontrasse uma solução local que garantisse a proteção da criança em “situação de risco”.

As ONGs que formularam e executaram projetos no terreno buscaram conciliar a perspectiva dos “direitos da criança” com a tentativa de compreender e dar novo tratamento ao universo cultural local, profundamente arraigado na “crença na feitiçaria”. Reconhecendo a feitiçaria como parte da “cultura bantu” (reproduzo os termos vistos nos relatórios das ONGs), a estratégia adotada teria sido, segundo entrevistas com as funcionárias das ONGs envolvidas, a de “sensibilizar” e tentar resolver os problemas sem “intervenção nas próprias crenças ou levando elas em conta”.

Ou seja, a atuação cingir-se-ia na prevenção da violência corporal ou psicológica, não pretendendo intervir ou demover a crença no feitiço. Isso inclui a possibilidade de, sem questionar os padrões de crença que motivaram a acusação, tentar convencer a família da possibilidade de cura da criança.

Todavia, os relatórios dos seminários de sensibilização local e formação dos agentes comunitários (CCF 2003a; 2003b; 2003c; 2004) mostraram que a estratégia mais adotada foi diferente. Os seminários procuravam persuadir as populações implicadas de que as características e sintomas que se apontam às crianças feiticeiras são as mesmas características de crianças mal-cuidadas, mal- amadas e indesejadas (agressividade, indolência, etc.). Estratégia semelhante foi a de equiparar as manifestações (“sintomas”) das crianças acusadas às manifestações características de fases específicas do desenvolvimento infantil e adolescente, especialmente de uma infância carente e traumatizada pela guerra.

Procurou-se desencorajar a acusação a crianças atribuindo outros significados aos sintomas. O treinamento destes agentes comunitários levou à formação de 38 Comitês de Proteção à Criança, envolvendo líderes locais e religiosos, autoridades tradicionais, militares, enfermeiros, professores, estudantes, entre outros. Paralelo a estes comitês locais, foi criado o Comitê Provincial de Proteção à Criança, vários Ministérios (Assistência e Reinserção Social, da Saúde, Juventude e Desporto, Comunicação Social, Família e Promoção da Mulher), além do INAC, como coordenador do órgão.

O Comitê Provincial assumiu a função de encaminhamento jurídico nos casos de abuso e violência, quando estes fugissem da alçada dos comitês comunitários. O papel mais repressivo do Estado procurou desencorajar ações mais violentas por parte das famílias, mas, por outro lado, não ofereceu qualquer ajuda material ou buscou outro encaminhamento que não o d família se convencer por força da lei de que “não pode” maltratar ou bater nas crianças.

08/07/2016

Relação pai filho (tata-mwana) e a importância do pai

Luena Nunes Pereira

A dificuldade na compreensão dos sistemas de parentesco e do sistema político decorrente ou relativamente divergente desta estrutura esbarra na própria definição de um sistema como matrilinear, patrilinear ou misto (dupla descendência) e da notável variação entre diversos sistemas empíricos diante da mesma definição antropológica.10

A categorização da sociedade kongo como matrilinear, a partir da definição de linhagem e sucessão por via materna, da concepção nativa de tradição e da declaração da mvila para definir e defender direitos de herança, ocasionou certa rigidez na definição do sistema. Disto decorreu a interpretação das variações e transformações observadas no sistema empírico como mudanças introduzidas a partir da cristianização, da colonização ou da urbanização e não como variações resultantes da própria tensão e das contradições inerentes ao sistema a um só tempo matrilinear e virilocal. O sistema segmentar kongo baseia-se nestas contradições para fazer interferências constantes e construir justificações ideológicas que objetivam mudanças e lutas por espaço político, territorial e de autoridade de grupos colocados em posições de inferioridade por conta da primazia da primogenitura e da antiguidade, que opõem irmãos e linhagens mais velhas e/ou mais antigas a irmãos mais novos e linhagens mais recentes.

Wyatt MacGaffey e António Gonçalves dão claras indicações da proeminência do papel tradicional do pai e da patrilinhagem na transmissão ao filho (classificatório) do direito a terra, uma transmissão de poder político.11 O exercício do poder sobre a terra implica num pacto com os antepassados, donos da terra, lhe permitindo sua fertilidade e produtividade e dando viabilidade ao grupo postulante. A doação da terra é assim uma relação de pai para filho, efetivando uma doação a um só tempo política e sagrada. O doador tem estatuto de pai (tata) e é como filho (mwana) que o novo chefe político assume o comando do novo território e deve deferência ao seu doador. Esta relação de doação permite ao filho, exercendo seu poder sobre um novo domínio, constituir uma nova (matri)linhagem.12

O acesso a terra através do pai é um recurso principalmente do filho ou linhagem mais jovem ou mais recente, já que à primogenitura é facultada a terra da matrilinhagem (o sobrinho mais velho herda do tio materno). Sendo assim a relação tata mwana regula as fragmentações inerentes à linhagem, ou seja, as cisões de linhagens menores que saem à procura de novas terras e de homens em busca de exercerem chefia.13

A relação entre pai e filho é, portanto, a relação de aliança política propriamente dita, que garante a legitimação das linhagens menores ou mais novas que querem autonomizar-se. Dá ao pai a possibilidade de produzir uma clientela que compensa sua situação desfavorável, de procriar para benefício de outro (o irmão da esposa), como também de contrabalançar a pressão por poder dentro da sua linhagem, vindo dos seus próprios sobrinhos. A estrutura segmentar, fragmentada, da organização social kongo é assim equilibrada pelo papel legitimador do pai, que confere a esta fragmentação uma linguagem de parentesco, impedindo a atomização dos grupos kongo, garantindo a unidade, uma identidade e o recurso comum (através da tradição) para resolução de litígios sobre a terra e o poder.

Portanto, a relação pai-filho é uma relação de senioridade e de transferência de autoridade espiritual.14 O filho recebe do pai as insígnias para governar. Está inscrita nos mitos a passagem da autoridade espiritual de pai para filho, mesmo quando este é o filho primogênito que herda do tio a chefia da matrilinhagem.15

Esta relação espiritual encontrou uma homologia na cosmologia cristã, na qual a autoridade sagrada é também uma herança de pai para filho (expressa pela Santíssima Trindade). Ela nos possibilita demonstrar a hipótese de que a relação espiritual e territorial entre pai e filho se reporia na organização das igrejas pentecostais e proféticas e na estrutura segmentar da proliferação destas igrejas, tal como sugere MacGaffey para o caso observado na RDC.

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